Enxaqueca pode ser agravada por determinados alimentos

Dor de cabeça afeta 25 milhões de brasileiros e pode ser desencadeada pelo que ingerimos

enxaquecaQuem nunca ouviu que para evitar aquela enxaqueca persistente basta cortar o habitual café, o chocolate ou os queijos? Pois especialistas explicam: essa relação não é assim tão simples. Se é fato que alguns alimentos podem realmente desencadear crises, a ciência hoje sabe que suas frequência e intensidade variam segundo cada indivíduo. E são muitos deles: 25 milhões de pessoas no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, ou 47% da população adulta mundial, para a Organização Mundial de Saúde (OMS).

- Não vamos ter uma epidemia de dor de cabeça no mundo, neste domingo de Páscoa, por causa do chocolate – tranquiliza, bem-humorado, o neurologista Maurice Vincent, chefe do Serviço de Neurologia do Hospital Universitário da UFRJ e um dos palestrantes do evento, realizado na última quarta-feira na Casa do Saber.

enxaqueca2Ele explica: a enxaqueca não é uma simples dor de cabeça. É uma doença genética que afetará suas vítimas algumas (ou muitas) vezes ao longo da vida. Fatores externos, como a alimentação, não a fazem surgir. Apenas pioram as dores.

- Causar uma doença é diferente de desencadear uma crise. Não é que não melhore (cortar o chocolate). Até melhora, em alguns casos. Mas não cura – afirma Vincent.
Cuidado com lista de alimentos.

Há alguns anos, o paciente chegava ao consultório médico e, não raro, recebia uma lista de alimentos a serem evitados. Existem, de fato, opções que mais frequentemente provocam as crises. O “NHS Choices”, site do Departamento de Saúde do Reino Unido, cita alguns: trigo, chá preto, álcool e ovo, além dos já comentados queijo, café e chocolate. Segundo o órgão, é apenas um levantamento estatístico, o que significa que esses alimentos afetam alguns, e não todos os que sofrem de enxaqueca. Atualmente, há vários testes — entre eles, genéticos e alérgico e exame de intolerância alimentar (IGG específica) e à lactose – que dão um panorama mais individualizado.

A sensibilidade a certos alimentos é mais comum do que se imagina. Estima-se que mais de 20% da população de países industrializados sofram de intolerância ou alergia alimentar, segundo a revista “Deutsches Ärzteblatt International”, da Associação Médica Alemã.

Estudos de fato fortalecem a relação entre dieta e crises de enxaqueca. Um deles, da Universidade de York, no Reino Unido, mostrou que pacientes que abriram mão de alguns ingredientes melhoraram após um mês.

- Selecionamos pessoas que sofriam de enxaqueca para fazer duas dietas: a verdadeira, em que evitavam alimentos aos quais tinham sensibilidade, e a genérica. Os resultados foram positivos, mas precisamos de mais estudos – afirmou ao GLOBO David Torgerson, pesquisador da universidade.

Além da alimentação, o estresse, o cansaço, a má qualidade do sono, o uso de drogas e eventuais disfunções temporomandibulares (DTM) estão entre os fatores que provocam crises.

- A melhor forma de cuidar da enxaqueca é evitar os fatores de gatilho. Quanto aos alimentos, não são os mesmos para todas as pessoas. É necessário identificar o que agride cada um – defende o acupunturista Carlos Frederico Vieiralves, que costuma pedir testes de sensibilidade alimentar a seus pacientes. – O tratamento exige uma mudança de hábitos, e não só o uso de medicamentos.

O uso excessivo de remédios, aliás, pode agravar as crises.
- As pessoas se automedicam e usam de forma abusiva analgésicos. Isto pode criar dependência. Em vez de ajudar, perpetua as crises – alertou o cardiologista Cláudio Domênico.
Mudança de dieta reduziu crises.

Com constantes de dores de cabeça e outros sintomas desagradáveis, há um ano e meio Carolina Figueredo, de 27 anos, procurou especialistas que acabaram lhe diagnosticaram com alergia a leite e soja, além de intolerância ao glúten, proteína presente em trigo, centeio e cevada.

Ela mudou radicalmente sua alimentação. Mas não foi fácil. Basta olhar para as prateleiras do supermercado e notar que o trigo é parte fundamental da culinária brasileira. Por isso, Carolina decidiu ir para a cozinha. Estudou, testou e, hoje, tem a confeitaria Da Dinda, voltada para os alérgicos.

- Eu me senti muito melhor depois que mudei a dieta.
Os sintomas de Carolina apareceram já quando adulta. Não é a mesma história de Álvaro Luiz Pinaud, hoje com 64 anos e com enxaqueca desde os 12 anos. Ele procurou uma quantidade incontável de especialistas, e há apenas um ano descobriu a intolerância a uma série de alimentos que dificilmente seriam vistos como deflagradores da crise: arroz, batata, trigo, cola (ingrediente da Coca Cola), cevada e laranja, entre outros:
- Sempre achei que café poderia piorar a dor de cabeça, mas no meu caso ele não afeta em nada. Enquanto isso, costumava ir para a pizzaria, tomava cerveja, e a enxaqueca começava. Tomava um caminhão de remédios, que acabavam piorando a dor.

Alguns cientistas acreditam que a relação alimento-enxaqueca tem uma razão evolutiva. Cerca de 60% da população, por exemplo, não deveriam consumir leite na fase adulta, segundo a Universidade de Cornell, nos EUA. Essas pessoas, diz o estudo, não evoluíram para produzir a lactase, enzima que digere o leite. Provavelmente porque seus ancestrais não viveram em regiões onde as vacas foram domesticadas há milhares de anos.

Além da intolerância, a avaliação genética é outra ferramenta contra a doença.
- Cada um tem sua individualidade bioquímica, e o teste nutrigenômico aponta, por exemplo, a dificuldade de algumas pessoas em metabolizar a cafeína e o álcool, o que pode provocar crises de enxaqueca – afirmou a farmacêutica Lia Back, diretora clínica do laboratório Biogenetika.

Mulheres e jovens são os que mais sofrem com o problema

Mulheres e adultos jovens são os mais afetados pela enxaqueca, doença classificada pela OMS como uma das “dez piores”. Mesmo assim, o mal é ignorado pela maioria das vítimas, que não chegarão a ter um diagnóstico durante a vida. O alerta é do neurologista Maurice Vincent, citando estatísticas internacionais.

- As mulheres são três vezes mais afetadas do que os homens. Além disso, a enxaqueca geralmente aparece já na fase adulta, mas em jovens. A boa notícia é que ela melhora com o envelhecimento. Há menos relatos da doença em idosos – explicou Vincent.
Entrando em seu terceiro ano, o evento – que recebe especialistas para debater avanços da medicina em diversos temas – contou com a mediação da editora assistente de Sociedade, Viviane Nogueira, além da curadoria do médico Cláudio Domênico, membro do Colégio Europeu e Americano de Cardiologia.

- A dor de cabeça é um sintoma que pode estar relacionado a uma série de doenças – comentou Domênico. – Pode ser algo simples, mas também pode apontar para uma condição muito grave, por isso devemos ter atenção.

No caso da enxaqueca, além do óbvio sintoma da dor de cabeça, outros também costumam acometer suas vítimas: náusea, vômito, sensibilidade à luz e ao barulho estão entre eles.

Já uma dor de cabeça não associada à enxaqueca pode ser provocada por uma imensidade de fatores, de uma simples ressaca a tumores no cérebro. Um dos mais comuns é a disfunção temporomandibular (DTM).

- Há uma forte associação entre dores de cabeça e DTM. Isso é visto na clínica há bastante tempo – afirmou o cirurgião-dentista Francisco José Pereira Júnior, membro da Associação Internacional para o Estudo da Dor, que também participou do evento. – O DTM é um dos fatores de gatilho das crises. Não é a causa, mas pode desencadear os sintomas. Por isso, hoje o dentista tem que aprender a reconhecer a enxaqueca.
Também são as mulheres as mais afetadas pela DTM, mais comum da puberdade até os 50 anos. Pereira Júnior ainda alerta para outros sintomas da disfunção: dores de ouvido, estalidos, dores ao mastigar, bruxismo e zumbido.

Fonte: O Globo

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Japão sacrifica milhares de frangos por surto de gripe aviária

gripe aviáriaAs autoridades japonesas ordenaram o sacrifício de 112.000 frangos no sul do país depois que funcionários confirmaram neste domingo um surto de gripe aviária em uma fazenda especializada da região.

Os testes feitos em algumas das aves afetadas confirmaram a presença da cepa H5 do vírus em uma fazenda localizada no distrito de Kumamoto, onde 56.000 frangos devem ser sacrificados. No sábado, o proprietário informou sobre uma grande quantidade de mortes súbitas entre as aves, segundo o ministério da Agricultura.

Também decidiu-se sacrificar outras 56.000 aves em outra fazenda que o dono da primeira possui na região, para evitar possíveis contágios.

Trata-se do primeiro surto confirmado de gripe aviária no Japão nos últimos três anos.

As autoridades locais proibiram o traslado de frangos procedentes das duas fazendas afetadas, assim como de outras situadas nas proximidades.

Além disso, continuam fazendo análises e trabalhos de desinfecção na zona. Uma equipe de especialistas foi enviada à região para determinar a origem da infecção das aves.

Fonte: Terra

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Preços de medicamentos pressiona inflação

Expectativa é de que os aumentos de até 5,68% para medicamentos, e de 14,24% para conta de energia, já reflitam na inflação em abril. Altas ficaram bem acima do previsto.

inflaçãoO reajuste dos preços dos medicamentos em até 5,68%, somado à alta da conta residencial de energia em 14,24%, em vigor desde ontem, vão pesar no orçamento doméstico em abril. O banho vai ter que ficar mais rápido e eletrodomésticos como o forno elétrico também entram para a lista dos itens a serem regrados. Já o gasto na farmácia pode ser mais difícil de cortar. Na conta do dragão, a energia elétrica residencial e os medicamentos formam uma dupla de peso. O reajuste nas drogarias deve elevar a inflação no país em 0,11 ponto percentual, segundo cálculos da Tendências Consultoria. A energia vai impactar o índice no Brasil em 0,04% e na Grande BH em 0,38%. Os reajustes acima do esperado já fazem os analistas revisarem as projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no fechamento de 2014.

Só para comparar, o IPCA-15, que mediu os preços coletados entre 14 de fevereiro e 14 de março, ficou em 0,67% — a alta da conta de luz sozinha já chega a mais da metade do índice. “Esperávamos um reajuste da Cemig perto de 10%. Como o índice veio acima do esperado, e os medicamentos tiveram alta média de 3,35%, revisamos para o fechamento do ano a inflação de 6% para 6,3%”, diz Adriana Molinari, analista da Tendências Consultoria.

Os cálculos dos especialistas já foram sentidos de forma direta e objetiva pela aposentada Jane Machado, que toma cerca de 30 comprimidos por dia. Sua apreensão com a conta da farmácia se justifica. Na sexta-feira, Jane, que gasta cerca de R$ 900 por mês com remédios, foi até a drogaria comprar seu medicamento de uso contínuo para angina e demorou a acreditar no preço que teria que pagar pelo produto. “No mês passado paguei R$ 89. Na sexta-feira, comprei o mesmo remédio por R$ 160.” Ela conta que chegou a pedir a confirmação para o farmacêutico: “É isso mesmo, os remédios subiram este mês, me explicaram. Eu fiquei muito assustada.” Jane tem a impressão que os medicamentos estão encarecendo acima do índice autorizado pelo governo.

A mesma sensação tem o aposentado Carlos de Almeida. Como síndico do prédio em que mora no Centro de Belo Horizonte, ele se preocupa com o reajuste da energia elétrica e dos remédios. Segundo o aposentado, seus remédios têm tido reajustes bem superiores a 5%. “A principal alta atinge os colírios, que uso três vezes ao dia.” Carlos Almeida usa remédios para pressão, doença cardíaca e também colesterol. Por mês, o desembolso é de, aproximadamente, R$ 150. “Faço pesquisa em três ou quatro drogarias antes de comprar. A diferença chega a superar 20%.” Pelos cálculos do aposentado, em menos de um ano o colírio Systane, por exemplo, saltou de R$ 16 para pouco mais de R$ 30. “Os remédios sobem bem mais que a inflação.”

O pesquisador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Antonio Braz explica que o reajuste da energia elétrica nas residências terá efeito imediato na inflação de abril. Os remédios – que sozinhos elevariam o índice da Grande BH em 0,2 ponto percentual – também terão impacto, porém localizado. Isso porque a energia elétrica reflete na conta dos manufaturados. “A energia tem efeito mais relevante com o repasse do custo para os produtos industrializados ao longo do ano”, comenta Braz.

Adriana Molinari diz que a alta da energia elétrica surpreendeu em Minas e no país. Segundo ela, nacionalmente a consultoria esperava pressão de 7,5%, mas o reajustes médios do país ficarão próximos a 11%. “No primeiro trimestre, os alimentos também pressionaram a inflação, assim como os serviços. Com a divulgação do IPCA de março amanhã (hoje) podemos fazer novas revisões para o custo de vida”, adiantou.

Presidente do Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais (Sinfarmig), Rilke Novato, diz que a indústria farmacêutica poderia arcar com altas menores. “O Brasil é um grande mercado mundial de medicamentos. É preciso lembrar que entre aqueles que terão reajustes na faixa mais alta (5,68%) estão remédios importantes e mais vendidos, como antibióticos, hormônios, aticoncepcionais.” De acordo com Novato, é ainda pequena a participação do poder público. “Cerca de 70% do mercado de medicamentos é composto pelo setor privado.”

Outro dado apontado por Novato é a adesão ao tratamento médico. Segundo ele, dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que cerca de 40% dos remédios prescritos no país não são tomados adequadamente. “Um dos empecilhos à adesão é o custo.” Jane Machado concorda. “Meus remédios são importantes, mas nem sempre tomo corretamente porque são muito caros. Já abandonei tratamentos algumas vezes. Os remédios doados pelo governo são os mais baratos da minha lista.”

Nelson Mussolini, presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), diz que os custos da indústria aceleraram 15% e o reajuste concedido pode inibir a pesquisa e inovação em medicamentos. Ele explica que o Brasil tem uma das maiores cargas tributárias para os remédios acima de 30%. “A cada R$ 10 que o consumidor gasta em medicamentos, R$ 3,40 são impostos.” Mussolini também explica que as promoções no setor variam de 20% até 50%, daí a sensação do consumidor de que os remédios podem ter subido acima da inflação. Ele também alerta que existem três projetos no Congresso Nacional que tratam da redução da carga tributária para medicamentos.

Das 27 mil apresentações de medicamentos no país, cerca de 80% têm preços controlados pelo governo. Esses remédios não podem ultrapassar o valor máximo estipulado para a venda. Nelson Mussolini alerta que toda farmácia e drogaria tem à disposição do consumidor livro que traz os valores estabelecidos pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). “O consumidor pode pedir o livro e verificar qual é o preço máximo do medicamento que quer comprar. A lista deve estar sempre ao alcance da população, que pode também solicitá-la no varejo”, reforça Mussolini.

Fonte: FENAFAR

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Os 10 erros mais comuns encontrados nos currículos

Um currículo feito com desleixo, com erros de português, ou com informações demais – ou de menos – pode eliminar de cara um candidato da disputa por uma vaga. Com a ajuda de especialistas em RH e gestão de carreira, abaixo estão os os 10 erros mais comuns encontrados no documento.

Curriculo1. Omissão de dados
Há profissionais que omitem dados, quando consideram que estes possam lhe ser desfavoráveis, tais como idade (quando a pessoa pensa que sua idade será considerada fora da faixa da vaga); datas de conclusão de curso (quando, por alguma circunstância, ela fez o curso em um tempo bem superior do que o previsto, ou quando a data denuncia a sua idade); tempo de permanência nas empresas (quando o candidato não quer revelar o pouco de tempo de permanência nas empresas onde trabalhou). Esse tipo de recurso acaba chamando a atenção do selecionador experiente para as informações incompletas e dificultando sua tomada de decisão.

2. Informações desatualizadas
Informações desatualizadas, como, por exemplo, telefone ou e-mail, podem dificultar o contato com o candidato quando aparecer uma oportunidade interessante. Se a desatualização se refere a conhecimentos e competências adquiridas e não registradas, pode perder a oportunidade, se esta demandar exatamente aquilo que não foi registrado.

3. Excesso de Informações/Detalhes
O currículo deve ser claro, objetivo e conciso, resumindo as principais qualificações, experiências, projetos diferenciados e conquistas profissionais. Deve ser completo naquilo que é relevante e não pode pecar pelo excessivo detalhamento das informações.

4. Dar ênfase ao início da carreira
As informações sobre emprego deve vir em ordem descrescente: do último para o primeiro emprego. Deixar os últimos empregos para o fim pode fazer seu currículo ser descartado.

5. Má redação e uso de linguagem inadequada
O CV deve ser redigido de maneira formal e impessoal. Erros de ortografia ou de gramática deixam péssima impressão e podem ser fator de eliminação.

6. Fotos, RG e CPF
Só mande foto – 3 x 4 e comportada – se isso for pedido por quem está fazendo a seleção. Não é necessário incluir o número do CPF ou o RG no currículo.

currículo27. Poluição visual
Nada de firulas e frufrus. Se for entregar o documento pessoalmente, a melhor forma de apresentar seu currículo é em folha branca. No papel ou on-line, use fontes mais clássicas, como Arial ou Times New Roman. E nada de utilizar muitas cores, que, ao invés de chamar atenção, acaba confundindo quem está lendo.

8. Erros de português
São imperdoáveis e, infelizmente, os mais comuns. É preciso muita atenção, pois este quesito pode derrubar um bom candidato

9. Falar difícil
Palavras rebuscadas e informações demais fazem o entrevistador perder tempo. Eles não perdem mais de um minuto dando a primeira olhada no currículo.

10. Mentiras
Só inclua os cursos que realmente fez. Caso não tenha completado algum, mencione o fato ou simplesmente elimine-o do currículo. Afirmar que tem fluência em uma língua sem ter também é um grande erro. Tente não errar nas datas de permanência nas empresas, pois pode gerar desconfiança do entrevistador, que tem como checá-las através principalmente da carteira de trabalho.

Fonte: O Globo
Colaboração: Tati Panato

 

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O preço da cura da Hepatite C

Apontada como a mais eficaz até agora, a terapia com sofosbuvir pode chegar a mais de R$ 184 mil. OMS pede redução do custo

hepatite CUma pílula que custa quase US$ 1 mil por dia é a mais nova e potente arma para curar a hepatite C. O sofosbuvir (nome comercial Sovaldi), da americana Gilead Sciences, eleva as chances de cura da doença, reduz o tempo de tratamento e poupa os pacientes dos intensos efeitos colaterais produzidos pela combinação de remédios atual para tratar a enfermidade, como cansaço e dores articulares. “As taxas de cura com o uso do sofosbuvir sobem de 60% para cerca de 98%”, garante o infectologista Artur Timerman, do Hospital Edmundo Vasconcellos, em São Paulo.

hepatite2Outra vantagem é que a droga pode dispensar o uso do interferon no início do tratamento, o que beneficia especialmente os pacientes que não toleram essa  medicação (cerca de 10%). Por fim, diminui de um ano para três meses o tempo de tratamento. “Os estudos mostram que o sofosbuvir é eficiente contra os cinco subtipos do vírus. É uma revolução no tratamento”, diz o infectologista.  Outro remédio que age de maneira semelhante – ambos neutralizam uma proteína fundamental para a replicação do vírus –, o simeprevir, está disponível nos EUA desde o final do ano passado.

Mas há um problema sério com esses super-remédios: o preço. O custo do uso do sofosbuvir por três meses (tempo do tratamento) é de US$ 84 mil (cerca de R$ 184 mil). O feito com o simeprevir, de US$ 66 mil (R$ 144 mil). A associação de ambos, recomendada em pesquisas para casos resistentes, custa US$ 150 mil (R$ 328 mil). Há protestos para pressionar os fabricantes a baixarem o preço. Na última semana, a Organização Mundial da Saúde lançou um apelo nesse sentido e diretrizes de uso dos remédios. “Espero que as orientações promovam uma redução no preço”, disse Stefan Wiktor, que lidera o programa de hepatite da entidade. A OMS sugere opções como descontos diferenciados, o licenciamento voluntário dos remédios pelo fabricante para a indústria de genéricos e até mesmo o licenciamento compulsório (o governo rompe a patente).

No Brasil, multiplicam-se as ações judiciais para a obtenção do remédio. “Isso é necessário porque o custo torna a terapia inacessível para a maioria dos infectados”, diz o advogado Julius Conforti, de São Paulo, especializado em saúde.  O consultor Ewerton de Castro Filho, 33 anos, de Brasília, é um dos primeiros vitoriosos. “Teria de tomar remédio no hospital e sofreria com os efeitos colaterais. Com a droga, farei a terapia em casa e continuarei trabalhando.

Fonte: IstoÉ

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Vaga para Farmacêutico(a) na cidade de Curitiba – PR

Curitiba - PR6Bairro Campo Comprido
Para trabalhar em farmácia de dispensação.
Preferencialmente com experiência.
Horário: das 8:30 às 14:45 horas, de segunda-feira à sábado.
Paga-se o piso salarial + comissão sobre as vendas.
Maiores informações com Eliseu pelo telefone (41) 3285-2658
Enviar currículo para o e-mail pamela.p@terra.com.br

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Vaga para Farmacêutico(a) na cidade de Roncador – PR

Roncador - PRPara trabalhar em farmácia de dispensação.
Necessário ter experiência.
Carga horária de 44 horas semanais.
Paga-se o piso salarial, inicialmente.
Maiores informações pelo telefone (44) 9978-7809
Enviar currículo para o e-mail michelacfranca@gmail.com
Colaboração: Wladimir Pereira dos Santos

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