Uso excessivo de omeprazol pode causar anemia, osteoporose e até demência

Medicamento deve ser manipulado com ajuda de profissional para evitar transtornos 

aziaUso excessivo do remédio omeprazol pode prejudicar a absorção de minerais e vitaminas e provocar diversos problemas de saúde, como osteoporose, anemia e até demência. De acordo com especialistas ouvidos pelo R7, isso ocorre porque o medicamento inibe a produção de substâncias que auxiliam na absorção de nutrientes pelo organismo.

De acordo com o gastroenterologista do Hospital das Clínicas da USP Ricardo Barbuti, o omeprazol faz parte de um grupo de medicamentos chamados antissecretores, que reduz a produção de ácido clorídrico e traz impactos para o organismo.

— Uma das funções do ácido produzido no estômago é inibir a chegada de bactérias ao intestino, prevenindo infecções. Além disso, a mesma célula que produz o ácido clorídrico também produz uma substância chamada fator intrínseco, essencial na absorção da vitamina B12. A deficiência dessa vitamina pode causar, no futuro, por exemplo, a demência.

A baixa acidez no estômago também reduz a metabolização e prejudica a retirada do ferro e do cálcio dos alimentos, alerta o gastroenterologista Rogério Toledo, membro da FBG (Federação Brasileira de Gastroenterologia).

— A falta de ferro pode levar à anemia e a de cálcio pode acarretar osteopenia ou até mesmo osteoporose.

Segundo o gastroenterologista do Hospital Leforte Eduardo Grecco é fundamental que o uso do medicamento seja prescrito e acompanhado por um profissional da área, já que seu uso indiscriminado pode acarretar efeitos colaterais.

― O omeprazol só vai ser perigoso quando o paciente utilizá-lo de forma irregular e sem acompanhamento médico. Apenas o médico saberá analisar algum possível efeito colateral e contorná-lo de forma adequada.

Quem faz uso do medicamento e tem acompanhamento médico não deve se preocupar. De acordo com o especialista da USP, cabe ao profissional de saúde monitorar tais deficiências e saber como contorná-las.

― Assim como as outras substâncias, os médicos devem monitorar a vitamina B12 e, se os níveis dela no organismo começarem a cair, ela podem ser repostas. É importante frisar que isso não contraindica o uso do medicamento, o omeprazol é muito seguro e pode ser usado a longo prazo.

Porém, vale ressaltar que a pessoa não deve se automedicar, segundo Barbuti.

― Se você toma esse medicamento e não sabe quais consequências ele vai causar no seu organismo, isso pode ser perigoso. O acompanhamento do médico é importante para monitorar essas reações e amenizá-las.

Além de não saber lidar com essas possíveis consequências, Grecco afirma que a automedicação também traz outro grande risco à saúde, já que o medicamento pode mascarar problemas mais sérios.

― A automedicação é um perigo porque, por aliviar a dor do paciente, muitas vezes, o omeprazol acaba mascarando problemas mais sérios como um câncer gástrico, fazendo com que a pessoa não investigue a fundo esse problema e não receba rapidamente o seu diagnóstico.

Fonte: R7

‘Mas desejamos que cada um de vós mostre o mesmo cuidado até ao fim, para completa certeza da esperança.’  Hebreus 6:11
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Menstruação precoce pode elevar risco de doença cardiovascular

Em estudo, meninas que menstruaram antes dos 10 anos, e também depois dos 17, tiveram 27% mais probabilidade de sofrerem de doenças do coração do que as que passaram pela menarca aos 13 anos

absorventeMenstruar pela primeira vez antes dos 10 anos ou depois dos 17 anos aumenta o risco da mulher desenvolver hipertensão e doenças cardiovasculares. Esse foi o resultado de um amplo estudo feito por pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, publicado na segunda-feira no periódico Circulation.

Os pesquisadores compararam, entre 1,3 milhão de mulheres de 50 e 64 anos, aquelas que menstruaram pela primeira vez aos 13 anos com as que tiveram seu primeiro ciclo antes do 10 anos ou depois dos 17 anos — equivalentes a 4% do total. Eles constataram que o grupo que passou pela menarca antes dos 10 ou depois dos 17 teve 27% mais hospitalizações ou mortes ocasionadas por doenças do coração, 16% mais por derrame e 20% mais por pressão alta, do que o grupo que menstruou aos 13 anos.

De acordo com os autores, a obesidade infantil é o principal fator para a idade anormal para o primeiro ciclo menstrual. “Estratégias de saúde pública para combater a obesidade infantil podem, eventualmente, impedir a redução da idade média do primeiro ciclo menstrual, o que por sua vez pode diminuir o risco de doença cardíaca em desenvolvimento a longo prazo”, explica Dexter Canoy, coautor do estudo e professor da Universidade de Oxford, na Inglaterra.

Conheça a pesquisa
Título original: Age at Menarche and Risks of Coronary Heart and Other Vascular Diseases in a Large UK Cohort
Onde foi divulgada: periódico Circulation
Quem fez: Dexter Canoy, Valerie Beral, Angela Balkwill, F. Lucy Wright, Mary E. Kroll, Gillian K. Reeves, Jane Green e Benjamin J. Cairns.
Instituição: Universidade de Oxford, na Inglaterra.
Resultado: Mulheres que menstruam pela primeira vez antes dos 10 anos ou depois dos 17 anos têm mais riscos de desenvolver doenças cardiovasculares.

Fonte: Veja

‘Porque a sabedoria serve de defesa, como de defesa serve o dinheiro; mas a excelência do conhecimento é que a sabedoria dá vida ao seu possuidor.’ Eclesiastes 7:12
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Chá pode potencializar ou anular efeito de remédios, dizem especialistas

cháMuitas pessoas utilizam o chá para tratar dor de barriga, dor de cabeça, tosse e outras mazelas. Há quem prefira e ache menos agressivo ingerir a bebida do que tomar um medicamento. Outras pessoas preferem combinar as duas coisas, pois acreditam que assim ficarão boas de forma mais rápida. Mas não é bem assim. O chá e as infusões em geral podem interagir com os remédios, potencializando ou anulando suas ações e podendo até prejudicar o tratamento.

Segundo do clínico-geral e presidente da Associação Brasileira de Fitoterapia, Alexandro Botsaris, tudo tem contra indicação, inclusive a água. Por isso, antes de se tomar um chá ou uma infusão, é preciso saber quais princípios ativos eles carregam, para, então, saber se há ou não problema em ingeri-lo sozinho ou junto com um medicamento.

“Um medicamento como a sibutramina, usado para emagrecer, interage forte com a cafeína, presente nos chás [proveniente da planta Camellia sinensis]. Se você combinar os dois, usando em grande quantidade, você pode ter uma crise hipertensiva. Ou se você está tomando algo para arritmia, a cafeína falha o remédio, e a pessoa volta a ter o sintoma”, alerta Botsaris.

Mas, dependendo da doença e para alguns problemas simples de saúde, como uma cólica, o chá pode sim substituir o remédio.

A coordenadora da comissão assessora de Plantas Medicinais e Fitoterápicos do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo, Caroly Cardoso, também ressalta que a procedência das ervas faz diferença.

“Em um transtorno menor, como uma má digestão, a pessoa pode e deve usar um chá, desde que ele tenha uma boa procedência e não esteja contaminado. É importante que a pessoa compre a planta de um local que faça um controle de qualidade”, diz.

Botsaris explica que em caso de tratamentos a bebida deve ser feita com uma quantidade maior de chá. “Tem que usar, em média, três vezes mais do que aquele pacotinho de dois gramas que tem em supermercado”.

A dosagem da bebida também deve ser observada para as diferentes faixas etárias, já que o peso de cada um interfere diretamente na quantidade.

“Você faz uma conta que a quantidade de chá ou de princípios ativos que ficam circulando dentro do organismo é inversamente proporcional à massa corporal. Quando diminui a massa corporal, a concentração dos ativos aumenta no sangue. Então, aquilo que você dá para um adulto beber, uma criança de um ano e pouco não pode”, explica o médico.

Ou seja, mesmo sendo natural, o chá pode causar reações adversas nos pequenos. “A dose de cafeína do chá verde para um adulto é pequena, mas para uma criança não. Ela pode ficar agitada, ter taquicardia, ter um mal estar”, exemplifica Botsaris.

Cardoso também aponta o guaco, muito utilizado para quem tem tosse, como algo a ser evitado em crianças com menos de dois anos, já que a planta tem um princípio chamado cumarina que pode desenvolver alergias.

Mas o chá não deve ser consumido só quando algum sintoma aparecer. A bebida também pode ser usada como forma de prevenção de algumas doenças.

“Alguns chás são diuréticos, então eliminam o sal do corpo. Se a pessoa toma a bebida regularmente, ela pode estar retardando o aparecimento de uma pressão alta, se ela tem tendência a isso”, exemplifica o clínico.

“UBS amiga do chá” – A Prefeitura de São Paulo também indica o uso de chá, por meio do “Programa Ambientes Verdes e Saudáveis”, implantado em 2005.

Em algumas UBS (Unidade Básica de Saúde), como a da Vila Dalva, na zona oeste da capital paulista, hortas são cultivadas com a ajuda de pessoas da comunidade.

A da Vila Dalva existe de desde 2012 e é gerenciada pelo farmacêutico Eli Anderson Dias. Ele conta que toda sexta-feira, das 9h às 12h, os responsáveis da UBS e cerca de 10 pessoas do bairro se reúnem para cuidar do espaço. O grupo também pode escolher uma planta para então ter aulas sobre seu uso e cultivo.

O fornecimento dos chás para a população é controlado e sempre acompanhado de orientações.

“A gente faz uma primeira orientação, explica como faz o chá, verifica se ele pode ser usado com o medicamento que o paciente está tomando, pois percebemos que a grande maioria dos remédios prescritos pelo posto interage com as plantas medicinais. Então essa orientação é importante”, explica Dias.

Fonte: Uol

‘A sabedoria é a coisa principal; adquire pois a sabedoria, emprega tudo o que possuis na aquisição de entendimento.’ Provérbios 4:7
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Vaga para Farmacêutico(a) na cidade de Maringá – PR

Maringá 4Para trabalhar em distribuidora de medicamentos.
Com ou sem experiência.
Horário: das 17 às 2:25 horas.
Remuneração: R$ 2.420,00 + adicional noturno
Benefícios: vale transporte + vale alimentação + plano de saúde Unimed.
Maiores informações com Miranda pelo telefone (41) 3232-2782.
Enviar currículo para o e-mail mirandar@dimed.com.br
Esclarecimento sobre as vagas de emprego divulgadas no blog

‘Nota o homem sincero, e considera o reto, porque o fim desse homem é a paz.’ Salmos 37:37 
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Droga produz resultado similar ao obtido com a cirurgia bariátrica

bariátricaUma colaboração internacional de cientistas desenvolveu um medicamento capaz de reduzir a obesidade em escala comparável à obtida com a cirurgia bariátrica, popularmente conhecida como cirurgia de “redução de estômago”, eliminando o excesso de peso corporal em um terço. Em estudo com roedores, que figura no periódico Nature Medicine , os pesquisadores descrevem como o medicamento — uma combinação de três hormônios digestivos — age sobre o metabolismo.

Os anos de sobrepeso podem provocar alterações genéticas nas células, piorando significativamente as taxas de metabolização de gordura e açúcar e tornando mais difícil o processo de emagrecimento, mesmo após uma total mudança de hábitos alimentares.

Também conhecida como gastroplastia, a cirurgia bariátrica pode envolver a redução do volume do estômago de pacientes de obesos, bem como o desvio do trânsito intestinal, limitando tanto a quantidade de alimento ingerida quanto a quantidade efetivamente absorvida pelo organismo.

Esse tipo de intervenção cirúrgica ainda produz outro efeito sobre o organismo do paciente: ele altera os padrões de liberação de hormônios ligados à digestão, fazendo com que o corpo produza mais hormônios que auxiliam na redução dos níveis de açúcar, na queima da gordura e na redução do apetite. Os hormônios peptídeo-1 semelhante ao glucagon (GLP-1), peptídeo inibidor gástrico (GIP) e glucagon fazem parte do rol de substâncias reguladoras do metabolismo, sendo o GLP-1 e o GIP liberados por células intestinais para manter os níveis de açúcar no sangue sob controle logo após uma refeição. O GLP-1 ainda produz a sensação de saciedade, informando o cérebro que a pessoa está “cheia”. Pessoas portadoras de diabetes tipo 2 não respondem a esses dois hormônios, o que leva ao quadro de hiperglicemia, aumento excessivo do nível de açúcar no sangue e, posteriormente, a complicações renais e cardiovasculares, por exemplo.

Por sua vez, o glucagon eleva os níveis de açúcar na corrente sanguínea, dando ao fígado a ordem para converter gordura em açúcar. Em uma pessoa com hiperglicemia, o corpo interrompe o fornecimento de glucagon, objetivando parar a produção de açúcar — o resultado é a queda abrupta da queima de gordura. Já em pessoas que não são afetadas pela diabetes, uma cirurgia bariátrica, ao incentivar a produção de glucagon, colabora para a perda de peso.

Para atacar a obesidade e a diabetes, os pesquisadores descobriram que não bastava ampliar individualmente a produção desses três hormônios, pois que isto levou a pouca perda de peso (apenas 2,7 kg em testes com humanos, aproximadamente) e a alguns efeitos colaterais adversos. Assim, buscou-se sintetizar uma única proteína composta pelas estruturas de glucagon, GLP-1 e GIP e, após anos de experimentos em células e roedores, o grupo chegou a uma droga híbrida capaz de ativar a produção do trio de hormônios, sem afetar outros sistemas hormonais.

Do estudo realizado com o medicamento desenvolvido concluiu-se que, em roedores obesos e diabéticos, a droga híbrida provoca perda de peso (através da queima de gordura) e redução do nível de glicose no sangue. Em média, os animais perderam um terço da massa corporal em até 3 semanas de tratamento, índice semelhante ao obtido por meio de intervenção bariátrica cirúrgica. Adicionalmente, o nível de glicose no sangue dos roedores foi cortado pela metade, e a massa corporal magra (massa total do corpo subtraída da massa de gordura) se manteve intacta, segundo os autores.

A esperança dos pesquisadores é a de que a nova droga proporcione um meio não invasivo de reversão da obesidade, ou seja, um que não requeira cirurgia e que, assim, não proporcione ofereça ao paciente os riscos envolvidos nas operações. Resta agora comprovar os efeitos da droga em humanos.

Leia a publicação do Estudo na Nature Medicine: A rationally designed monomeric peptide triagonist corrects obesity and diabetes in rodents

Fonte: Pfarma

‘Disse Jesus: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.’  João 8:12
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Britânicos descobrem anticorpo capaz de neutralizar vírus da dengue

Anticorpo neutraliza o estado inicial do vírus presente nos mosquitos. Descoberta pode orientar o desenvolvimento de vacinas e tratamentos.

dengue 5Cientistas do Imperial College London descobriram uma nova classe de anticorpos capazes de neutralizar as quatro formas do vírus da dengue, conforme publicou nesta segunda-feira (15) a revista britânica “Nature Immunology”.

Este novo tipo de anticorpo descoberto em humanos, que também neutraliza o estado inicial do vírus presente nos mosquitos, poderia orientar o desenvolvimento de vacinas e tratamentos efetivos para combater a doença. A dengue é uma doença transmitida pela picada do mosquito da família Aedes e infecta 400 milhões de pessoas por ano, especialmente nas regiões tropicais e subtropicais do planeta.

Um dos principais problemas que o vírus apresenta é que existem quatro tipos de dengue e ter tido um deles não imuniza a pessoa dos demais. No relatório, a equipe de pesquisadores assinalou que a expansão geográfica da dengue tem aumentado, já que foi registrado um maior número de casos na América Latina e na Austrália, e poderia se estender ao sul da Europa.

O diretor da pesquisa, Gavin Screaton, disse em uma teleconferência com a imprensa que seu grupo já leva mais de dez anos estudando do vírus. Ele destacou que não acredita que a dengue possa ser controlada até que se desenvolva uma vacina.

Para ele, o desenvolvimento de uma vacina poderia levar uma quantidade de tempo “considerável”, porque primeiro seria preciso produzi-la e testá-las em modelos não humanos. Com relação a penetração do vírus na América Latina, Screaton afirmou que, apesar de ter “existido países que realizaram boas práticas”, estas não evitaram alguns surtos severos.

Segundo Screaton, para prevenir o contágio em grande escala, é preciso “informar à população sobre boas práticas, limpar e não armazenar lixos nas cidades e usar inseticidas”.

Para o estudo, a equipe de cientistas analisou 145 mostras de anticorpos de pacientes que foram infectados pelo vírus e desenvolveram um quadro imunológico. Desta forma, encontraram um bom número de anticorpos que são muito efetivos neutralizando o vírus.

Essa descoberta abre a porta ao desenvolvimento de uma futura vacina universal contra a dengue, apesar dos pesquisadores matizarem que ainda é necessário entender a resposta imunológica humana aos contágios naturais e ver qual é sua resposta à vacinação posterior.

infodengueFonte: G1

‘Jesus disse: Eu retiro-me, e buscar-me-eis, e morrereis no vosso pecado. Para onde eu vou, não podeis vós vir.’  João 8:21
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Sandoz lança no Brasil genérico do Cialis antes do fim da patente

A Sandoz, divisão de medicamentos genéricos do grupo Novartis, firmou um acordo comercial com a Eli Lilly do Brasil que permitiu à empresa colocar no mercado brasileiro, antes mesmo do fim da vigência da patente, uma versão genérica do Cialis, a Tadalafila

cialis 1O Cialis é indicado para o tratamento de disfunção erétil e concorre com o Viagra (da Pfizer) e seu genérico, o Citrato de Sildenafila, num mercado que, no país, gira em torno de 53 milhões de unidades por ano ou R$ 500 milhões.

Os primeiros lotes do genérico do Cialis já chegaram às farmácias e a expectativa da Sandoz é a de que o mercado, considerando-se somente números do medicamento de referência, dobre de tamanho no primeiro ano de venda do genérico, para 5 milhões de unidades.

O acordo, inédito para a Sandoz no que se refere ao lançamento antes do fim da patente e exclusivo até que isso ocorra, na segunda metade de março de 2015, prevê que a produção e a embalagem da Tadalafila caberão à Eli Lilly no Brasil, enquanto a promoção e a comercialização do medicamento em todo o país ficarão com a Sandoz.

“Todo o estoque inicial foi vendido, atendendo às expectativas. O mercado do Cialis deve crescer em volume e em valor à medida que chegarem as versões genéricas”, disse ao Valor o diretor de Marketing e Desenvolvimento de Negócios da Sandoz, Diego Santoro.

A título de comparação, lembrou o executivo, depois que a patente do Viagra expirou e versões genéricas foram lançadas, o mercado do medicamento cresceu 500% – hoje são onze fornecedores e os genéricos respondem por mais de 90% do mercado para disfunção erétil em volume.

Inicialmente, a Tadalafila será 35% mais barata que o Cialis. Após o fim da patente, porém, a expectativa é a de alguma erosão nos preços, em razão da chegada de novos genéricos ao mercado.

O acordo comercial, afirmou Santoro, foi aprovado sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 30 de outubro e, em 15 de novembro, foi iniciada a venda da Tadalafila, com foco nas grandes redes de farmácia e distribuidoras.

A suíça Novartis registrou vendas de US$ 14,7 bilhões no terceiro trimestre, alta de 4% na comparação anual, enquanto as vendas líquidas da Sandoz, no mesmo intervalo, subiram 6%, para US$ 2,4 bilhões – o crescimento de 14% do volume comercializado mais que compensou a erosão de preços de sete pontos percentuais.

Fonte: Valor Econômico

‘Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.’  Mateus 5:3
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