Franquia é alternativa para farmácias menores enfrentarem a concorrência

Para se manter em um mercado dominado por grandes redes, o franchising e o associativismo são as melhores opções. Dentre os dois, o primeiro é mais vantajoso pela maior agilidade na decisão

franquiaCom a maior consolidação das grandes redes de farmácias, sistemas como o associativismo e as franquias ganham ainda mais relevância para as pequenas e médias. Apesar de ambos garantirem uma gestão integrada e um poder de barganha na negociação com o fornecedor, o segundo se sobressai pela maior agilidade na tomada de decisões. “Hoje é muito difícil uma independente conseguir se manter no mercado. Tanto o franchising quanto o associativismo são fundamentais para a sustentabilidade das drogarias menores”, aponta o diretor da Stylo Farma, Stefan Passold. A rede, que começou a atuar por franquias em 2008, já operou também por meio do outro modelo.

Diante das duas experiências, o executivo afirma que, apesar dos dois formatos serem vantajosos, as franquias permitem uma agilidade muito maior na implantação de novos serviços. “Para se ter uma ideia, demoramos em torno de três meses para implantar um cartão fidelidade na nossa rede. Se fosse por meio do associativismo demoraríamos um ano e meio”.  O diretor de marketing e expansão da PoupAqui, rede que atua desde o começo do ano passado por franchising, Evandro Rodrigues, é adepto da mesma opinião: “Na franquia você toma a decisão e espalha para baixo, já o associativismo é muito planejamento e pouca execução. Há uma burocracia grande e dificuldade de cumprimento do combinado”, afirma o executivo, que também já foi diretor de uma rede associativista.

Apesar dos benefícios, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), apenas 36 redes atuam hoje pelo modelo. Em termos de unidades são 2.165 em operação. De acordo com o diretor de inteligência de mercado da entidade, Carlos Tieghi, considerando que a maior ascensão do sistema no setor de drogarias começou apenas na última década, o número é representativo. “É um fenômeno recente, que foi influenciado em grande medida pela maior necessidade de profissionalização das farmácias”, afirma. Segundo ele, além da expansão orgânica a conversão de lojas independentes também vem ganhando espaço nos últimos anos. “Já temos um número relevante, mas ainda há um potencial muito grande de crescimento dentro do franchising”, ressalta.

Gestão e compra – Para ele, além da gestão integrada e da maior capilaridade no momento da compra, outra vantagem das franquias é a “oportunidade de fazer um marketing mais consistente e frequente”. Em relação à compra dos produtos, o executivo aponta que há dois modelos utilizados pelas franqueadoras: um deles em que ela detém o estoque e distribui para os franqueados; e outro em que ela homologa algumas indústrias e o próprio franqueado realiza a compra. “Os dois formatos geram economia na negociação dos preços. A única diferença é que no primeiro é exigido muito mais capital da franqueadora. Já no de homologação, além de demandar menos capital, o risco é menor”, diz.

Justamente por esses motivos, a Rede Bem, que possui 22 unidades espalhadas pelo interior de São Paulo, optou pelo segundo deles. “Negociámos as melhores condições com a indústria e os valores da operação logística, mas o pedido é feito individualmente por cada loja. A gestão do estoque a mesma coisa, apesar de orientarmos, cada um faz seu próprio controle”, afirma o dono da empresa, Rogério Emygdio. Mesmo assim, a rede faz um trabalho forte na parte de gestão comercial integrada, promovendo estudos regionalizados e desenvolvendo estratégias de fidelização dos consumidores.

Planos de expansão – Além das vantagens operacionais, o fato do franchising permitir uma expansão mais rápida foi outro ponto citado pelas três empresas, e que faz com que todas tenham planos agressivos de expansão. A Rede Bem, por exemplo, que adotou em 2013 o sistema de franquias, espera chegar a 150 lojas até 2020. Para este ano a previsão é fechar com mais oito operações. “Temos também a intenção de investir em um centro de distribuição [CD]”, diz Emygdio, completando, no entanto, que para justificar a criação de um CD a companhia precisaria ter pelo menos 80 lojas. Ainda de acordo com ele, o centro seria apenas para trabalhar os produtos de ‘curva A’, ou seja, aqueles que possuem um maior giro nas lojas.

Em termos de faturamento, a rede espera concluir 2016 com um incremento na ordem de 27%, mantendo o mesmo patamar do primeiro semestre do ano, na comparação anual. A Stylo Farma, que teve um crescimento no faturamento de 18% até agosto deste ano – em relação ao mesmo período do ano passado – espera manter essa mesma taxa no fechamento de 2016. Sobre os planos de expansão, a empresa diz que a partir de 2018 pretende entrar em outros estados. Hoje, são 62 operações, todas em Santa Catarina. Já a PoupAqui planeja chegar a 20 unidades até o final deste ano e para 2017 a intenção é atingir o patamar de 60 lojas. Sobre o faturamento, Rodrigues diz que a expectativa é fechar 2016 em R$ 10 milhões.

Fonte: DCI

‘‘Jesus disse: Saí do Pai, e vim ao mundo; outra vez deixo o mundo, e vou para o Pai.’’ João 16:28 (clique aqui e se surpreenda)

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