Pesquisadores da USP estudam tratar dor de garganta com led e curcumina

Método rápido e indolor pode dispensar uso de remédios antibióticos. Testes realizados com 90 pacientes mostrou eficácia de 95%, diz estudo.

dor-de-gargantaPesquisadores da USP de São Carlos (SP) querem acabar com a dor de garganta utilizando luz de led e a substância curcumina, encontrada no açafrão. Segundo eles, a vantagem é que esse método, que demora cerca de um minuto e meio e é indolor, pode dispensar o uso de antibióticos. Apesar dos progressos nos testes realizados, o procedimento não está disponível e ainda não foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os estudos foram feitos durante três anos. Para iniciar os testes, foram selecionados 90 adultos entre 18 e 55 anos, com infecção na garganta provocada por bactérias. O médico André Giusti acompanhou os pacientes. “O resultado é muito promissor. Com apenas uma aplicação, tivemos um índice de cura acima de 95%. De 90 pacientes, 88 tiveram controle da infecção nas primeiras 24 horas, somente com uma aplicação”, disse.

Para os voluntários, o resultado imediato também foi satisfatório. “Eu estava com essa sensação ruim na garganta que é da infecção, uma sensação de que raspa e após um dia aplicada a luz eliminou essa sensação. O importante é que não teve que usar nenhum medicamento”, contou o voluntário Daniel Chianfrone.

Procedimento – O paciente deve chupar uma bala ou borrifar spray de curcumina na garganta e, logo após, a luz é aplicada diretamente na garganta. Segundo o físico da USP Vanderlei Bagnato, essa substância encontrada no açafrão é necessária para combater a infecção por meio de seu reagente.

“Quando a luz incide sobre essa substância, que já está absorvida pelas bactérias, acontece uma reação oxidativa, que é muito bactericida. É como você queimar as bactérias com fogo. Portanto, toda aquela colônia bacteriana vai à morte, eliminando o foco infeccioso”, explicou Bagnato. No próximo ano, os cientistas pretendem fazer novos testes em crianças e em mais adultos.

“Hoje nós temos um problema de resistência bacteriana. A vida média dos antibióticos tem sido em torno de 3 a 5 anos, a pesquisa descobrindo novos antibióticos custam milhões de dólares. Com o desenvolvimento de novas terapias, a gente dispensa o uso de antibiótico e economiza toda essa quantia no desenvolvimento de novas terapias”, concluiu André Giusti.

Fonte: G1

‘‘E os resgatados do Senhor voltarão; e virão a Sião com júbilo, e alegria eterna haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido.’’ Isaías 35:10 (clique aqui e se surpreenda)

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