Um ano após decreto de emergência, três vacinas contra zika são testadas em humanos

Também foram encontrados remédios que podem proteger células nervosas. Mas, ainda há questões em aberto. Cientistas analisam, por exemplo, se bebês sem microcefalia podem desenvolver outros danos neurais, porque as mãe tiveram zika na gestação.

pesquisa-cientifica-zikaVários avanços no combate à zika foram alcançados desde que o Ministério da Saúde decretou emergência em saúde pública, há um ano. Em todo o mundo, 60 tipos de vacinas estão sendo desenvolvidos. Além disso, pesquisadores encontraram remédios que podem proteger as células nervosas contra o vírus. Mas, ainda há muitas questões em aberto. Os cientistas analisam, por exemplo, se bebês sem microcefalia podem desenvolver outros danos neurais, porque as mãe tiveram zika na gestação.

Há um ano, o Ministério da Saúde declarava situação de emergência por causa da epidemia de zika. Desde então, muitas dúvidas foram sanadas. A principal era a relação entre o vírus e a microcefalia, o que agora é uma certeza. A transmissão sexual ou por outros fluidos corporais também é consenso entre os cientistas. Ao longo desse período, também foram mobilizados 60 grupos de pesquisadores do mundo para buscar uma vacina contra a zika. Pelo menos três já estão sendo testadas em humanos, todas nos Estados Unidos. Uma delas foi aplicada em setembro, em 80 voluntários. Mas a engenheira da Universidade Federal do Rio Leda Castinho, que está envolvida na pesquisa, alerta que pode levar anos para que o produto chegue ao mercado.

“Uma vacina em geral levaria pelo menos uns dez anos. A gente está esperando que a gente consiga acelerar, por ser uma vacina mais simples e com menores riscos envolvidos. Para proteger mulheres em idade reprodutiva”. A vacina brasileira mais avançada, criada pelo Instituto Evandro Chagas, teve bons resultados ao ser testada em camundongos. Por isso, o diretor da instituição, Pedro Vasconcelos, pretende fazer experimentos com macacos até o fim do ano. Ele prevê que os testes em humanos comecem em março de 2017.  “É porque só se pode testar em humanos quando você demonstra que ela é segura em animais. Isso toma tempo, já fizemos em camundongos”.

Apesar dos avanços, ainda há muitos desafios. Os pesquisadores investigam fatores que, junto com a infecção por zika, podem provocar microcefalia. Eles suspeitam que questões genéticas e de saneamento podem aumentar as chances de o bebê ter má-formação. Além disso, alterações neurológicas têm sido identificadas por volta do sexto mês de bebês sem microcefalia. Enquanto cientistas criam vacinas para prevenir a infecção, outros buscam remédios para quem já está com zika. Pelo menos três universidades brasileiras encontraram substâncias capazes de bloquear a ação do vírus sobre as células do sistema nervoso. Uma equipe da Universidade Federal de Minas Gerais descobriu que a memantina, usada no tratamento de Alzheimer, protege os neurônios. O coordenador da pesquisa, Mauro Martins Teixeira, disse que o mais difícil é garantir a segurança do remédio para grávidas.

“Isso não significa que as pessoas devem tomar essa medicação. É fundamental dizer isso porque não existem evidências de que a substância é benéfica no ser humano. Qualquer coisa que a gente faça com uma grávida e um feto, devemos pensar em segurança; Segurança é tudo. Eu não posso causar mais malefício do que benefício”. Já os pesquisadores da UFRJ descobriram que um remédio contra malária tem efeito semelhante. Mas, por enquanto, nenhum medicamento pode ser indicado contra os efeitos da zika. Na Universidade de São Paulo, a bióloga Patrícia Braga, que também está fazendo experimentos, acredita que um coquetel com substâncias capazes tanto de destruir o vírus, quanto de proteger as células do sistema nervoso, será a melhor opção de tratamento. “Não basta uma droga. Eu acho que o que vai funcionar são várias: um coquetel de medicações que juntas vão produzir um efeito benéfico. Você tem que proteger a célula, matar o vírus e talvez reverter alguma coisa ruim que aconteceu no sistema nervoso”.

Outra área considerada crucial é a de diagnóstico. A dificuldade para diferenciar dengue, zika e chikungunya ainda existe, mas tem diminuído. Testes que apontam se o paciente está infectado ou já teve contato com o vírus em algum momento da vida já estão prontos para serem utilizados. Cerca de 3,5 milhões de unidades de exames, produzidos por um laboratório privado, foram compradas pelo SUS por 34 reais cada e, em dezembro, devem estar disponíveis na rede pública de saúde. Outro teste do mesmo tipo foi desenvolvido por Bio-manguinhos, laboratório público ligado à Fiocruz, e aprovado no fim de outubro pela Anvisa. Segundo o vice-diretor de Desenvolvimento Tecnológico do instituto, Marcos Freires, esse teste poderá custar menos ao Ministério da Saúde.

“Nós temos condições de ter preços mais competitivos, mas isso não está definido ainda. É possível que a gente tenha um preço menor sim, porque temos um custo de produção que nos dá margem para um preço menor. É uma questão a se negociar”. Outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti têm despertado a atenção das autoridades. Recentemente, o vírus Mayaro foi encontrado num menino de 8 anos, no Haiti, com febre e dores. Também por causa disso, o combate ao mosquito continua sendo o grande foco.

Fonte: CBN

‘‘E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.’’ Atos 2:2 (clique aqui e se surpreenda)

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