Escola de habilidades, hidroterapia, fono e até toxina ajudam a desenvolver pacientes com paralisia cerebral

Toxina botulínica é um dos tratamentos mais modernos que melhora até autoestima.

paralisia-cerebral“Nós trabalhamos para realizar sonhos e dar qualidade de vida à eles”. É assim que Mônica Calazans, médica fisiatra da Associação Cruz Verde, trabalha na Associação Cruz Verde, que cuida de pacientes com paralisia cerebral grave, em São Paulo, para ajudar a cuidar dos 204 pacientes internados no local. Para o tratamento dos moradores, a Cruz Verde conta com uma equipe multidisciplinar, ou seja, fonoaudióloga, fisioterapia, hidroterapia, psicóloga e “escola especial” para complementar desenvolvimento pedagógico, de acordo com a fisioterapeuta Maria Piperás.

— Cada quadro exige uma terapia peculiar, pois as atrofias são específicas e a forma de tratá-las também. Aos que fazem hidroterapia e/ou fisioterapia as sessões normalmente ocorrem uma vez por semana. Já a “escola” para os pacientes têm o objetivo de criar uma atividade lúdica de interação entre os pacientes e voluntários desenvolvendo habilidades como pintura, jogos, desenhos e artesanato, uma vez que muitos deles tem deficiência intelectual e condições motoras severas e é muito importante no tratamento deles,disse a superintendente da associação, Marilena Pacios. — É importante para desenvolver o lado social deles, por meio de pinturas e convivência em grupo.

Toxina botulínica e a qualidade de vida – Um dos tratamentos mais modernos que melhora (e muito) a qualidade de vida desses pacientes é o uso da toxina butulínica, popularmente conhecido como Botox. Mônica, a médica qie realiza o procedimento, explica que, com aplicação do produto, há uma redução da rigidez dos músculos e atrofias. — A toxina deixa os movimentos mais leves, o que ajuda na coordenação de todos os músculos e o período entre cada sessão, é de no mínimo três meses, sendo que pode variar dependo do organismo de cada um.

Ela ainda diz que o tempo de aplicação não pode ser menor, já que o organismo pode entender aquilo como vacina e criar anticorpos ao medicamento trazendo danos ao procedimento. Além disso, há uma melhora na autoestima, pois eles conseguem executar melhor as tarefas diárias. Existe também a diminuição da quantidade de saliva, o que evita a ida dela para os pulmões, o que pode levar à pneumonia. Quanto mais cedo se iniciar a técnica, maiores são as chances de melhora no quadro clínico. Porém, nem todos pacientes têm indicação às aplicações.

— A técnica é indicada para a paralisia cerebral apenas e nós procuramos dar prioridade aos mais novos, onde a atrofia normalmente é menor, e o resultado é mais significativo. Outro ponto ressaltado são as expectativas dos pacientes. Ilma Maria, 48 anos, por exemplo, conseguiu calçar sapatos graças ao procedimento. Já Carlos Eduardo, o Dudu, 50 anos, realizou o sonho de alimentar-se sozinho.

Dentre os 204 pacientes internados, cerca de 40 já passaram pela experiência, conforme disse Mônica. O custo médio de cada aplicação é de R$ 5.000 e para este ano de 2017 a expectativa é fazer 480 procedimentos. Os R$ 3,6 milhões do projeto vieram por meio do Pronas (Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência) em que pessoas físicas e jurídicas fazem doações com dedução fiscal.

Fonte: R7

‘‘Haveria coisa alguma difícil ao Senhor?” Gênesis 18:14a (clique aqui e se surpreenda)

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