Estudo lista 21 doenças que podem ser detectadas com a ajuda de postagens do Facebook

Cientistas analisaram perfis de mais de 900 pessoas e 949 mil posts da rede social. Estudo foi publicado pela revista científica ‘PLOS One’.

facebook doençaUm estudo divulgado pela revista científica “PLOS One” listou 21 condições médicas que podem ser detectadas com uma análise de perfil no Facebook. A pesquisa foi feita pela Universidade da Pensilvânia em parceria com a Stony Brook University e traz evidências que ajudam a identificar doenças como diabetes, ansiedade e depressão. O grupo de cientistas desenvolveu uma técnica para analisar como a rede social pode prever essas condições. Eles coletaram dados relacionados à linguagem recorrente no Facebook e cruzaram com as informações demográficas dos pacientes – é a primeira vez que pesquisadores associam prontuários eletrônicos com registros das redes sociais.

Os pacientes foram convidados a compartilhar suas postagens anteriores e ceder dados dos seus Registros Médicos Eletrônicos (EMR, sigla em inglês). Com base nesses documentos, também foram coletadas informações sobre sexo, idade, e raça das pessoas envolvidas, além de possíveis diagnósticos anteriores. Durante a pesquisa, os cientistas analisaram publicações de mais de 900 pessoas e 949 mil postagens no Facebook.

Eles acreditam que é possível prever, apenas com as atualizações de status, se uma pessoa está grávida ou com doenças na pele. “Mais de dois bilhões de pessoas compartilham regularmente informações sobre sua vida cotidiana por meio das mídias sociais. Muitas vezes elas revelam quem são, seus sentimentos, sua personalidade, seus dados demográficos e comportamentos”, afirma o artigo.

Analisando a linguagem – A pesquisa foi feita, inicialmente, com a análise de linguagem em 500 palavras por participante, sendo que cada condição médica devia possuir pelo menos 30 pessoas. Após esse levantamento primário, a próxima etapa foi “encontrar tópicos significativamente relacionados às condições médicas”. Os cientistas usaram análise estatística para chegar às seguintes conclusões:

  • Os termos “bebida” e “garrafa” mostraram ser mais preditivos ao abuso de álcool;
  • Pessoas que mencionaram as palavras “Deus” ou “orar” são 15 vezes mais propensas a ter diabetes;
  • O uso de expressões hostis, como a palavra “burro” e alguns palavrões, serviram de indicadores para abuso de drogas e psicoses.

“Nossa abordagem foi encontrar tópicos significativamente relacionados às condições médicas por meio de análise estatística, em vez de selecionar postagens específicas com base em termos de pesquisa com alto nível de ruído”, afirmam os pesquisadores.
Eles agruparam palavras semelhantes em 200 tópicos e, utilizando um modelo estatístico que mapeia essas expressões, eles as enquadram em uma condição médica específica para a criação de nuvens de palavras.

Para os pesquisadores, a descoberta vai muito além de um mero acaso e afirmam que “todas as 21 condições médicas são consequências da linguagem utilizada no Facebook”, logo, “os status da rede social demonstram maiores ganhos de precisão em relação as variáveis demográficas”.

“Personalidade das pessoas, estado mental e comportamentos são refletidos em suas mídias sociais e todos têm um tremendo impacto. Este é o primeiro estudo a mostrar que a linguagem no Facebook pode prever diagnósticos dentro do histórico das pessoas, revelando novas oportunidades para personalizar o cuidado e entender como a vida cotidiana se relaciona com sua saúde”.

O estudo anterior – Outra pesquisa publicada na “PLOS One” é consequência de um trabalho produzido pelos mesmos pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, em outubro de 2018. Divulgada na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”, essa análise dos cientistas buscava associar um diagnóstico mais ágil da depressão por meio do cruzamento do histórico médico com a análise linguística do Facebook. Mais de mil pessoas toparam entregar seus dados. Entre elas, 114 já haviam sido diagnosticadas com depressão.

Fonte: G1

‘‘Falou Nabucodonosor, e lhes disse: É de propósito, ó Sadraque, Mesaque e Abednego, que vós não servis a meus deuses nem adorais a estátua de ouro que levantei?’’ Daniel 3:14 (para entender, clique aqui, assista o vídeo e se surpreenda)

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Criar metas pode ajudar pessoas com demência em estágio inicial

Objetivos como aprender novas tecnologias, localizar itens na casa e participar de atividades sociais levaram ao progresso na realização de tarefas diárias.

demênciaEstabelecer metas, como parte da reabilitação cognitiva realizada por terapeutas ocupacionais, ajudou pessoas com demência em estágio inicial a progredir em relação à independência de tarefas diárias. Os benefícios duraram nove meses. As tarefas compreendiam atividades que exigem concentração e memória, como usar o fogão e atender ao telefone. No entanto, a qualidade de vida continuou a se deteriorar, segundo um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Southampton, no Reino Unido, publicado no periódico médico BMJ.

Participaram do estudo 475 pessoas com demência. Com ajuda de um terapauta ocupacional, eles identificaram três objetivos e formas de contornar os problemas que os impediram de alcançá-los. Entre eles estavam como aprender a usar novas tecnologias, localizar itens na casa e participar de atividades sociais. Para identificar as metas mais importantes para cada um, os terapeutas realizaram dez sessões de reabilitação cognitiva ao longo de três meses e outras quatro seis meses depois.

Em comparação àqueles que não receberam reabilitação cognitiva, os participantes demonstraram maior probabilidade em mostrar progresso em relação aos seus objetivos. Eles afirmaram que suas habilidades para atingir seus objetivos melhoraram em uma média de 2,57 pontos em uma escala de 10, após três meses.  Já as pessoas sem tratamento notaram uma melhora de menos de um ponto no mesmo período. A diferença foi considerada grande. Do ponto de vista dos cuidadores, a capacidade melhorou em 2,7 pontos no grupo de reabilitação cognitiva e 0,83 pontos no grupo de controle.

No entanto, em relação aos chamados desfechos secundários, como cognição, qualidade de vida, estresse do cuidador, estado de saúde, depressão e ansiedade, não houve diferenças significativas. O estudo chegou à conclusão de que os médicos devem “considerar a reabilitação cognitiva ou terapia ocupacional como apoio para a capacidade funcional em pessoas que vivem com demência leve a moderada”. Estima-se que haja 850 mil pessoas com demência no Reino Unido e os números estão aumentando. No Brasil, há 1,4 milhão com a doença, sendo 55 mil novos casos diagnosticados todo ano.

O estudo ressalta que não há cura para a demência, embora medicamentos possam retardar a doença em alguns casos. Muitas pessoas com demência são cuidadas em casa por membros da família. Cuidar de alguém com demência pode sobrecarregar cuidadores e a possibilidade de ajuda é limitada em algumas áreas. A reabilitação cognitiva tem o propósito de ajudar pessoas com demência e seus cuidadores a gerenciar atividades cotidianas. Quando bem-sucedida, consegue manter as habilidades da pessoa por mais tempo, apesar dos problemas cognitivos.

Fonte: R7

‘‘Moisés, porém, disse ao povo: Não temais; estai quietos, e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará.’’  Êxodo 14:13a (para entender, clique aqui, assista o vídeo e se surpreenda)

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Como identificar os alimentos que parecem saudáveis, mas não são

salada de frutasNem tudo é o que parece ser. Essa máxima vale para muitas coisas, inclusive para a alimentação, já que diversos produtos que parecem ser saudáveis nem sempre o são. Alguns exemplos clássicos são barras de cereal, cereais matinais, sucos prontos, pães de forma, mesmo os integrais, iogurtes (com exceção dos naturais), gelatina e peito de peru.

Presentes em vários cardápios, esses e tantos outros itens com “cara de nutritivos”, na verdade, entram em uma categoria alimentar um tanto perigosa, a dos ultraprocesados, que, inclusive, nem existia até pouco tempo.

Ela só passou a ser efetivamente considerada em 2014, com a publicação da segunda edição do Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, e a adoção do sistema de classificação alimentar NOVA, elaborado pelo Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens), da Universidade de São Paulo (USP).

Este sistema agrupa os alimentos em quatro categorias, definidas de acordo com a extensão e o propósito do processamento industrial utilizado na sua produção. São elas: in natura ou minimamente processados, ingredientes culinários, processados e ultraprocessados.

Antes disso, explica Maria Laura Louzada, pesquisadora do Nupens e professora do Departamento de Políticas Públicas e Saúde Coletiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), os alimentos eram divididos segundo seu perfil de nutrientes (proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais).

A especialista conta que foi em 2009 que surgiu a proposta do agrupamento conforme o processamento industrial. “Isso se deu após analisarmos os dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), desde a década de 1970, para avaliar o consumo domiciliar da população”, diz.

O que a entidade observou foi que a cada ano, as famílias brasileiras estavam comprando menos açúcar refinado, sal e óleo, mas, que, apesar disso, a composição nutricional do que era colocado no prato apontava aumento na quantidade destes elementos, considerados, até então, os grandes vilões da saúde e os responsáveis pelo aumento da obesidade e das doenças crônico-degenerativas, como infarto agudo do miocárdio e hipertensão arterial.

“Foi a partir disso que percebemos que o problema não era exatamente o açúcar, o sal e a gordura, mas sim o que estava sendo ingerido”, pontua Maria Laura. “Constatamos que as pessoas estavam parando de preparar alimentos in natura e minimante processados e comprando mais os prontos para consumo”, acrescenta.

A grande questão, ela pontua, é que esses produtos, em especial os ultraprocessados, contêm mais calorias e mais sal, açúcar e gordura, além de uma série de aditivos alimentares (reguladores de acidez, estabilizantes, espessantes, antioxidantes, realçadores de sabor, aromatizantes, corantes, conservantes, emulsificantes e fermentos químicos são alguns deles), que favorecem o consumo exagerado e provocam efeitos negativos no corpo e na saúde.

Paula Johns, diretora executiva da organização ACT Promoção da Saúde, comenta que, no caso exclusivo dos ultraprocessados, o conjunto de evidências em relação aos seus malefícios já é bem robusto. “Esses alimentos, que, aliás, nem deveriam ser chamados de alimentos, mas sim de produtos comestíveis ultraprocessados, não contém nenhum nutriente, não saciam e ainda nos fazem querer comer cada vez mais”, afirma.

Leia a notícia completa no site do BBC Brasil

‘‘O grande dia do Senhor está perto, sim, está perto, e se apressa muito’’ Sofonias 1:14a  (para entender, clique aqui, assista o vídeo e se surpreenda)

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Confiança em vacinas é menor em países ricos, indica pesquisa

Franceses são os que menos acreditam na eficácia da imunização, enquanto em Bangladesh e Ruanda credibilidade na eficácia e segurança do método é de quase 100%.

vacinnaOs europeus têm os níveis mais baixos de confiança nas vacinas, de acordo com uma pesquisa global sobre as atitudes do público em relação à saúde e à ciência, publicada na quarta-feira. O estudo, encomendado pela instituição de caridade britânica Wellcome Trust e conduzido pela Gallup World Poll, consultou mais de 140 mil pessoas com mais de 15 anos, em 144 países, entre abril e dezembro de 2018.

Ele constatou que as pessoas que vivem em países de alta renda têm a menor confiança nas vacinas, um resultado que coincide com a ascensão do movimento antivacina, em que grupos de pessoas se recusam a acreditar nos benefícios da vacinação. A França tem os níveis mais baixos de confiança, de acordo com a pesquisa — um terço dos franceses (33%) não acredita que a imunização seja segura.

Globalmente, 79% das pessoas acreditam que as vacinas são seguras e 84%, que são eficazes. No extremo oposto da França, Bangladesh e Ruanda têm os mais altos níveis de confiança em vacinas , com quase 100% em ambos os países, onde as pessoas acreditam que são seguras, eficazes e que é importante que as crianças as tenham. “Acho que esperávamos essa tendência geral, porque onde temos visto a tendência de ceticismo e a preocupação com as vacinas é nos países mais desenvolvidos”, disse à AFP Imran Khan, da Wellcome Trust.

“Mas acho que o grau de diferença é surpreendente, e alguns desses números são realmente alarmantes”, explicou ele. Os níveis mais baixos de confiança em relação às vacinas ocorreram na Europa Ocidental, onde mais de um quinto (22%) das pessoas não concordam que as vacinas são seguras, e na Europa Oriental, onde 17% não as considera eficazes.

Efeito da autoindulgência’ – Estima-se que 169 milhões de crianças não receberam a primeira dose de vacina contra o sarampo entre 2010 e 2017, de acordo com um relatório da ONU divulgado em abril. Só nos Estados Unidos, o número de casos dessa doença ultrapassa mil neste ano, segundo os últimos dados oficiais.

“Eu acho que poderia ser chamado de ‘efeito de autoindulgência'”, disse Khan. “Se você olhar para os países em nossa pesquisa que têm níveis muito altos de confiança em vacinas, são lugares como Bangladesh e Egito, onde há mais doenças infecciosas”, explicou ele. “As pessoas nesses países podem ver o que acontece se não forem vacinadas.”

Segundo ele, isso contrasta com os países mais desenvolvidos, onde “se você não for vacinado, tem menos chances de ser infectado, e, mesmo se for infectado, provavelmente não passará tão mal ou não morrerá, porque há bons sistemas de saúde”.

A França também foi o único país da pesquisa em que a maioria (55%) considerou que a ciência e a tecnologia reduziriam os empregos. “Embora muito mais pesquisas ainda sejam necessárias para entender por que isso aconteceu, o fraco progresso da economia francesa nos últimos anos pode ter sido um fator contribuinte para esse sentimento”, disse o relatório.

Fonte: O Globo

‘‘Do homem são as preparações do coração, mas do Senhor a resposta da língua.’’  Provérbios 16:1 (para entender, clique aqui, assista o vídeo e se surpreenda)

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Cosméticos no Mercosul: atualizados requisitos técnicos

Proposta relativa aos requisitos técnicos para a regularização de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes no Mercosul foi aprovada na 13ª Reunião da Dicol.

mercosul cosméticosFoi aprovada na 13ª Reunião Ordinária Pública da Diretoria Colegiada (Dicol) da Anvisa, realizada no último dia 28 de maio, a internalização do Regulamento Técnico do Mercosul referente à atualização dos requisitos técnicos para a regularização de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes no âmbito do Mercosul.

A atualização tem como objetivos racionalizar a análise e garantir a segurança e a eficácia de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes, além de aprimorar as atividades de monitoramento e fiscalização desse tipo de produtos.

A alteração dos requisitos técnicos necessários para os produtos em questão foi tema das reuniões da Subcomissão de Cosméticos do SGT-11 do Mercosul, em 2017 e 2018. No dia 8 de novembro do ano passado foi concluída a análise e publicada a Resolução Mercosul/GMC/RES 44/18.

Alterações – A nova resolução atualiza os requisitos técnicos estabelecidos pela RDC 07/2015 para a regularização de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes, de modo que apenas documentos com relevância sanitária sejam requisitos obrigatórios para essa regularização. A eliminação de documentos que não contribuam para a avaliação de segurança e eficácia dos produtos permite que o setor regulado e a Anvisa concentrem esforços na avaliação daquilo que é relevante.

Uma das alterações foi a exclusão da apresentação do Certificado de Venda Livre Consularizado (CVL), tornando a regularização mais simples, sem alterar a segurança sanitária do produto. Além de ter sido constatado que vários países não exigem o CVL para produtos cosméticos importados, em muitos países esse documento não é emitido por nenhuma autoridade sanitária, e sim pelas câmaras de comércio.

Outros aprimoramentos sanitários importantes na norma foram:

1 – A inclusão da faixa de teor de ingredientes ativos em produtos das categorias repelentes, protetores solares e alisantes ou, quando previsto em regulamento específico, nas especificações técnicas organolépticas e físico-químicas do produto acabado.

2 – A inclusão da determinação das substâncias ou grupo de substâncias funcionais principais no caso de repelentes de insetos e protetores solares ou, quando previsto em regulamento específico, nos estudos de estabilidade.

Fonte: Anvisa

‘‘Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.’’  Filipenses 4:6-7 (para entender, clique aqui, assista o vídeo e se surpreenda)

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Estudo: Uso constante de smartphones está mudando o esqueleto humano

O crânio pode estar desenvolvendo um osso extra para compensar o desconforto causado por passar muito tempo olhando para o celular.

coluna celularPara onde quer que se olhe é possível encontrar alguém com um smartphone na mão, seja verificando uma rede social ou assistindo a um vídeo no serviço de streaming. O hábito, no entanto, pode estar causando alterações na estrutura óssea do crânio. De acordo com pesquisadores, o ser humano, especialmente aqueles entre 18 e 30 anos, está desenvolvendo uma protuberância na base do crânio para que o corpo consiga suportar o peso da cabeça, que passa muito tempo inclinada para baixo por causa dos dispositivos eletrônicos.

A alteração óssea, conhecida como protuberância occipital externa, às vezes é tão grande que pode ser sentida ao pressionar os dedos na base da cabeça – no caso das pessoas carecas, ela pode ser vista já que o cabelo não disfarça sua presença. “Sou médico há 20 anos, e somente na última década, tenho descoberto cada vez mais que meus pacientes têm esse crescimento no crânio”, comentou David Shahar, da Universidade de Sunshine Coast, na Austrália, à BBC.

Cada vez mais comum – Estudo realizado em 2016 descobriu que 41% das pessoas jovens podem estar desenvolvendo a protuberância occipital externa de tamanho moderado (10 milímetros), enquanto 10% delas podem ter uma versão maior (20 milímetros). O tamanho dessa área do crânio considerado normal é abaixo de 5 milímetros. Os pesquisadores também observaram que essas mudanças são mais comuns em homens do que em mulheres. Pesquisa mais recente ainda revelou que essas alterações são mais comuns em pessoas jovens, na faixa dos 18 a 30 anos.

Por que acontece? De acordo com especialistas, uma das possíveis explicações para essa alteração está relacionada a necessidade de manter a cabeça apoiada, especialmente em situações de desconforto. A cabeça humana pesa, em média, 4,5 quilos e, portanto, quando mantida inclinada para baixo durante longos períodos, ocorre um aumento da pressão nos músculos do pescoço ligados ao crânio. Antigamente, esses músculos eram pouco utilizados, mas como agora estão sendo usados em excesso, estão ficando mais fortes para lidar com a tensão. Os cientistas acreditam que o desenvolvimento dessa protuberância é a forma que o organismo encontrou de suportar o peso do fortalecimento muscular.

“Isso pode ser atribuído ao uso extensivo de dispositivos eletrônicos por indivíduos de todas as idades, incluindo crianças, e associado também a má postura”, explicou Shahar. O pesquisador ainda esclareceu que a probabilidade de essas alterações continuarem surgindo nas gerações mais novas é enorme. No entanto, ainda não há motivos para preocupações, já que a existência da protuberância raramente acarreta em problemas de saúde. Ainda assim, qualquer pessoa que sinta desconfortos constantes na região do pescoço, ombros ou antebraços devem procurar um médico para tentar corrigir a postura.

Fonte: Veja

‘‘Sejam meus seguidores e aprendam comigo porque sou bondoso e tenho um coração humilde; e vocês encontrarão descanso.  Os deveres que eu exijo de vocês são fáceis, e a carga que eu ponho sobre vocês é leve.’’ Mateus 11:29-30 (para entender, clique aqui, assista o vídeo e se surpreenda)

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Ingestão de nozes durante a gestação pode beneficiar o desenvolvimento psicológico infantil tardiamente

nozes grávidaExistem evidências científicas sobre os efeitos protetores da ingestão de nozes contra o declínio cognitivo em idosos; no entanto, esse efeito tem sido menos explorado no neurodesenvolvimento infantil e nenhum estudo explorou a possível associação longitudinal com a ingestão de nozes durante a gestação. Agora, um estudo sugere que a ingestão de nozes durante o primeiro trimestre da gravidez estaria associada ao desenvolvimento neuropsicológico infantil tardiamente, segundo um estudo publicado na revista European Journal of Epidemiology.

Pesquisadores espanhóis examinaram a associação entre a ingestão de nozes maternas durante a gravidez e o desenvolvimento neuropsicológico da criança. Um total de 2.208 pares mãe-filho foram incluídos de uma coorte de nascimentos de base populacional da Espanha. Um questionário de frequência alimentar validado foi usado para avaliar a ingestão de nozes durante a gravidez durante o primeiro e terceiro trimestres.

Os pesquisadores descobriram que, em comparação com as crianças dentro do primeiro tercil, as crianças no tercil mais alto do consumo de castanha materna durante o primeiro trimestre de gravidez tiveram um decréscimo de 13,82ms no Attention Network Test (ANT, 8 anos). Para outros escores cognitivos em outras idades, houve um padrão similar de associação protetora. O erro padrão do tempo de reação da ANT permaneceu significativo após a correção para múltiplos testes. Os resultados não foram alterados nas estimativas do modelo final por ponderação inversa de probabilidade. Associações mais fracas foram observadas no consumo de nozes no terceiro trimestre.

Portanto, estes dados indicam que a ingestão de nozes pelas gestantes durante o início da gravidez está associada ao desenvolvimento neuropsicológico infantil a longo prazo. Futuros estudos de coorte e ensaios clínicos randomizados são necessários para confirmar este padrão de associação, a fim de estender ainda mais as orientações nutricionais entre as mulheres grávidas.

Fonte: Terra (Boa Saúde) e Eur J Epidemiol (2019). DOI: 10.1007/s10654-019-00521-6.

‘‘Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos.’’ 2 Coríntios 5:7 (para entender, clique aqui, assista o vídeo e se surpreenda)

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