A “insônia subjetiva” que está afetando a qualidade de vida de milhares de brasileiros

Estima-se que o problema (quando o paciente relata que não dorme bem) afete entre 20% e 40% das pessoas no mundo.

insonia subjetivaDormir, uma das mais elementares necessidades do organismo, pode estar associado a prazer e tormento – quem dorme bem talvez não consiga compreender a real dimensão do impacto de uma noite em claro ou de um período de repouso não reparador. O sono foi um dos destaques da programação do 15º Congresso sobre Cérebro, Comportamento e Emoções, realizado em Gramado, na Serra, entre os dias 20 e 23 de junho, como tema de três mesas-redondas. Profissionais das áreas de neurologia, geriatria e medicina do sono discutiram a importância de dormir bem, as características típicas do sono da infância à velhice e os problemas mais comuns que perturbam as noites de descanso.

“O sono é a atividade mais importante das nossas vidas, ocupando um terço delas. Quem tem 90 anos dormiu 30, só que a qualidade desse um terço tem se perdido ao longo dos anos”, constata a professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Monica Levy Andersen, diretora de Ensino e Pesquisa do Instituto do Sono, também na capital paulista, em uma entrevista coletiva para a imprensa. Magda Lahorgue Nunes, neurologista infantil, professora da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e vice-diretora do Instituto do Cérebro (InsCer), apresenta dados preocupantes: dependendo do país, o número de pessoas que se queixa de noites maldormidas pode chegar quase à metade da população.

A insônia subjetiva – Estima-se que a chamada insônia subjetiva (quando o paciente relata que não dorme bem) afete entre 20% e 40% das pessoas. A partir do momento em que se procura ajuda médica e se obtém o diagnóstico de insônia, baseado no Manual Diagnóstico e Estatístico dos Distúrbios Mentais (DSM, na sigla em inglês), o percentual cai, passando a oscilar entre 14% e 20%, o que, aponta a médica, ainda é uma quantidade muito significativa. “As pessoas em geral, na nossa sociedade, dormem mal. Estamos frente a duas epidemias, depressão/ansiedade e insônia, e elas andam muito juntas”, comenta Magda.

Sinais que podem demonstrar que o sono não é reparador: Queixas de noites, maldormidas, Sonolência diurna excessiva, Mau humor, Sensação de exaustão,  Problemas de memória, Dificuldades de aprendizado, Queda no desempenho escolar, acadêmico ou profissional, Deitar-se na cama e não conseguir dormir. Crianças devem adormecer em até 15 minutos. Adolescentes e adultos, em 30 minutos. Despertar de madrugada e não conseguir dormir mais ou acordar várias vezes: pessoas com reclamações desse tipo podem ser encaminhadas para uma polissonografia, exame que avalia a qualidade do sono e identifica possíveis distúrbios, como a apneia obstrutiva do sono ou a síndrome das pernas inquietas.

Da infância à velhice – Para alcançar e manter um sono de qualidade, é preciso entender que cada fase da vida tem suas peculiaridades. Conhecendo-as, é possível saber o que é esperado que aconteça e o que deve ser interpretado como sinal de que algo não vai bem. Nas crianças maiores, nos adultos e nos idosos, o sono é um ciclo bem dividido de luz e escuro, vigília e sono. Ficamos acordados de dia e dormimos à noite, regidos pelo ciclo circadiano (período de 24 horas em que se completam as atividades biológicas do corpo humano).

Para os bebês, esse processo é diferente – eles obedecem ao ciclo ultradiano (vários ciclos se repetem em um mesmo dia), ou seja, eles dormem, acordam, mamam, dormem, acordam, mamam. No primeiro mês após o nascimento, essas fases duram de três a quatro horas. Com o avançar do tempo, o sono vai evoluindo e se consolidando em blocos cada vez mais longos à noite, até que, ao completar um ano ou um ano e pouco, a criança deve conseguir manter um bloco contínuo de sono de cerca de seis horas.

Leia a notícia completa no site da Gazeta do Povo

“Quando o Senhor trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham.” Salmos 126:1 (clique aqui, assista o vídeo e se surpreenda)

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Doenças e tipos sanguíneos viram tendência de tatuagem

Tatuadores afirmam que diabetes e lúpus são os registros mais comuns; motivação é facilitar a identificação em caso de emergência.

diabetes tatuagemÉ cada vez mais comum tatuagens que identificam o pertencimento a algum grupo. Condições relacionadas à saúde, como diabetes e tipos sanguíneos, estão entre elas, seja para a autoaceitação ou para a identificação durante uma emergência. Diagnosticado com diabetes há três anos, o especialista em telecomunicações Helder Leitão, 37, tem um círculo azul, símbolo universal da diabetes, no punho. “Uma conhecida minha, que também tem diabetes, uma vez desmaiou no metrô e ninguém sabia o motivo. Ela estava com hipoglicemia e precisava ingerir um pouco de açúcar. Assim, eu resolvi fazer a minha, por precaução”, afirma.

Segundo a endocrinologista Solange Travassos, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), para realizar uma tatuagem, além de buscar um estabelecimento dentro das normas de higiene, o diabético tem de ter a hemoglobina glicada – exame que analisa a média de glicemia durante três meses – menor que 7%, pois, um índice acima desse valor representa descontrole da doença. Também é necessário o controle por meio do teste de dedo, tanto durante o procedimento quanto durante a cicatrização.

A endocrinologista afirma que esse tipo de identificação pode ser útil para pessoas que praticam atividades físicas de risco, como montanhismo e motociclismo, favorecendo na administração de medicamentos em casos de emergência. Mas ela ressalta que essa identificação não precisa ser feita obrigatoriamente por meio de uma tatuagem. Braceletes, pulseiras e colares exercem a mesma função. “Caso a pessoa opte por uma tatuagem, é mais eficaz o registro da palavra ‘diabetes’ do que o símbolo da doença, apesar de este símbolo ser razoavelmente conhecido no ambiente hospitalar”, afirma.

No último final de semana, durante o evento de tatuagem Tattoo Experience, em São Paulo, mais de 100 diabéticos receberam de graça a tatuagem de identificação da sua condição. O evento contou com 15 tatuadores que fizeram parte da campanha “Uma tatuagem pode salvar vidas”. Entre os tatuados, estava a profissional de atendimento publicitário Juliana Vasques, 35.

Juliana, que descobriu ser diabética aos 15 anos, decidiu marcar a pele após ter uma hipoglicemia no metrô e acharem que ela estava drogada. “Marcar a condição na pele era assustador para mim e depois desse episódio passei a usar a carteirinha. Depois decidi a fazer a tatuagem e fiquei sabendo das doações. No final, adorei o resultado”, afirma.

Deborah Leal, 31, é body piercer e o marido, Adriano Silva, 46,  tatuador. Em todas as campanhas, o casal paulistano participa como voluntário, mas, este ano, a causa ganhou mais força: descobriram que a filha, Helena, de 8 anos, é diabética. Eles pensam em oferecer a tatuagem a ela quando for maior de idade, mas, por enquanto fazem “de canetinha” quando ela pede.

“É comum as pessoas tatuarem a identificação do diabetes e também do tipo sanguíneo e do lúpus”, conta Deborah.  O tatuador Paulo Fera, que também participou da ação, afirma que para tatuar uma pessoa diabética são exigidos documentos médicos que autorizem o paciente a fazer o procedimento, além de realizar o monitoramento da glicemia e da pressão arterial. O tatuador diz não realizar tatuagens em pés de diabéticos por conta da dificuldade de cicatrização.

A funcionária pública Barbara Loprete, 26, também compareceu ao evento para realizar a tatuagem. Barbara descobriu o diabetes aos 13 anos após perceber que estava emagrecendo muito. Ela conta que a decisão de se identificar veio após desmaiar na rua e ficar desacordada durante 30 minutos e só recobrar a consciência depois de acharem uma carteira que dizia o que fazer caso isso acontecesse.

Além disso, Barbara pretende fazer um curso de intercâmbio no exterior e acredita que a identificação ficará mais fácil com a tatuagem, caso necessário. O diabetes é uma doença provocada pela falta absoluta ou relativa de insulina, levando à elevação dos níveis de açúcar no sangue. Essa glicose aumentada está associada à insuficiência renal crônica, doenças cardiovasculares e amputações dos membros inferiores. Em homens, também pode provocar a disfunção erétil. O tratamento visa o controle das taxas de açúcar no sangue.

Fonte: R7

“Por isso hoje saberás, e refletirás no teu coração, que só o Senhor é Deus, em cima no céu e em baixo na terra; nenhum outro há.” Deuteronômio 4:39 (clique aqui, assista o vídeo e se surpreenda)

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Vagas para Farmacêutico(a) nas cidades de Cornélio Procópio, Londrina e Maringá – PR

Maringá ParanáPara atuar em farmácia de dispensação.
Atividades: atendimento aos clientes, responsabilidade técnica sobre os controles e regulamentos da filial, controle de estoque de medicamentos, controle e capacitação da equipe, entre outros.
Com ou sem experiência.
Carga horária de 44 horas semanais.
Remuneração: R$ 3.184,00 + comissão sobre as vendas + prêmio sobre metas.
Benefícios: Auxílio Alimentação, assistência médica, assistência odontológica, benefício Farmácia, Premiação pelos lucros e resultados da filial e parcerias com instituições de ensino.
Enviar currículos para Ana Paula no e-mail anapaula.sena@randstad.com.br.
Esclarecimento sobre as vagas de emprego divulgadas no blog

“Natanael respondeu a Jesus: Rabi, tu és o Filho de Deus; tu és o Rei de Israel.”  João 1:49 (clique aqui, assista o vídeo e se surpreenda)

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Fatores de risco para doença cardiovascular entre sobreviventes do câncer da tireoide

tireoideOs sobreviventes de câncer de tireoide do sexo masculino têm um risco quase 50% maior de desenvolver doenças cardiovasculares (DCV) do que mulheres sobreviventes no período de cinco anos de diagnóstico de câncer, de acordo com um estudo publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism.

Pesquisadores americanos avaliaram a associação entre potenciais fatores de risco, efeitos do tratamento e resultados de DCV em 3.822 sobreviventes de câncer de tireoide (diagnosticados entre 1997 e 2012).

Os pesquisadores descobriram que a idade e ano no diagnóstico de câncer, estágio do câncer, sexo, índice de massa corporal basal (IMC), comorbidades basais e terapia de supressão do hormônio estimulante da tireoide (TSH) foram significativamente associados ao risco de DCV de um a cinco anos após o diagnóstico de câncer.

Houve um aumento do risco de DCV entre pacientes que eram do sexo masculino, com sobrepeso ou obesidade, mais velhos no diagnóstico de câncer e diagnosticados com câncer desde 2005 versus pacientes que eram do sexo feminino, IMC normal, mais jovens no momento do diagnóstico de câncer e diagnosticados com câncer entre 1997 e 1999.

Além disso, o aumento do risco de DCV entre os sobreviventes de câncer de tireoide foi associado à administração de terapia de supressão do TSH, metástases a distância no diagnóstico de câncer e maior escore no Índice de Comorbidade de Charlson.

Fonte: Terra (Boa Saúde) e The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism.DOI:10.1210/jc.2017-02629.

“Não fareis conforme a tudo o que hoje fazemos aqui, cada qual tudo o que bem parece aos seus olhos.” Deuteronômio 12:8 (clique aqui, assista o vídeo e se surpreenda)

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Aids: em novo estudo, vacina mostra-se promissora contra o HIV

A vacina, testada em humanos e macacos, mostrou “resposta imune robusta” em pessoas saudáveis e protegeu mais de 67% dos animais.

teste aidsUma nova vacina contra o HIV apresentou resultados promissores. De acordo com um estudo publicado no dia 6 deste mês, na revista científica The Lancet, adultos saudáveis que receberam o imunizante produziram “respostas imunes robustas” contra o HIV. Já o teste em macacos mostrou que 67% dos animais vacinados ficaram protegidos contra o vírus.

Desafio – O desenvolvimento de uma vacina eficaz contra a doença é um desafio para especialistas e pesquisadores. Apesar dos avanços das últimas décadas no tratamento contra o HIV, ainda não há cura, tampouco uma vacina capaz de oferecer proteção contra o vírus. A grande dificuldade de produzir uma vacina eficaz contra o HIV está na grande variedade de cepas do vírus, além de seu alto potencial de mutação. Tentativas anteriores, que se limitaram a produzir imunizantes a partir de um tipo específico do vírus, falharam.

O potencial sucesso da vacina atual está justamente em sua composição. Seu desenvolvimento é uma espécie de mosaico feito com partes de diferentes tipos de vírus do HIV. Entretanto, a indução de resposta imunológica nos testes em humanos ainda não significa que as pessoas que receberam a vacina não seriam contaminadas se tivessem contato com o HIV. “Os desafios no desenvolvimento de uma vacina contra o HIV não têm precedentes. A capacidade de induzir uma resposta do sistema imunológico contra o HIV não necessariamente significa que a vacina vai proteger humanos contra a infecção”, disse Dan Barouch, professor de medicina da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, e coordenador do estudo.

A pesquisa – A equipe liderada pelo pesquisador Dan H. Barouch aplicou uma dose padrão de diversas combinações da vacina mosaico em 393 pessoas saudáveis, com idade entre 18 a 50 anos. O objetivo do estudo era testar a segurança, a tolerância e a capacidade do imunizante em desencadear respostas imunológicas. Os participantes foram selecionados aleatoriamente nos Estados Unidos, Ruanda, Uganda, África do Sul e Tailândia. Cada um deles recebeu quatro doses da vacina – ou de um placebo – ao longo de 48 semanas (cerca de um ano).

Os resultados mostraram que todas as combinações de vacina testadas fizeram com que o sistema imunológico dos participantes produzisse uma resposta contra o HIV. Além disso, todas elas também foram consideradas seguras para aplicação em humanos. Já no estudo com animais, 72 macacos rhesus selecionados aleatoriamente foram vacinados com as mesmas combinações testadas nos humanos. Em seguida, esses animais foram infectados com o vírus da imunodeficiência símia equivalente símio do HIV. A combinação que conseguiu gerar a melhor resposta imunológica em humanos também foi capaz de proteger 67% dos animais contra o vírus.

Michael Brady, diretor médico do Terrence Higgins Trust, instituição britânica de caridade que atua na área do combate ao HIV, acredita que ainda é cedo para comemorar, mas que os resultados foram promissores.”É importante ter cautela e ter clareza de que ainda há muito trabalho a se fazer antes que uma vacina contra o HIV, efetiva, seja disponibilizada”. Essa é a quinta vacina contra o HIV testada em humanos. Entre elas, apenas uma, testada na Tailândia, reduziu a chance de infecção por HIV. Entretanto a eficácia de apenas 31%, não foi suficiente para a aprovação do imunizante.

A próxima etapa do estudo será aplicar o tratamento em 2 600 mulheres no sul da África, que enfrentam o risco de contrair a doença. Espera-se que resultados mais conclusivos sejam apresentados até 2022. Cerca de 37 milhões de pessoas no mundo vivem com o HIV e estima-se que a cada ano, mais 1,8 milhão de pessoas sejam infectadas. Entre os avanços na luta contra a doença já obtidos até o momento está a profilaxia pré-exposição, chamada de Prep, que pode prevenir a infecção pelo vírus do HIV, desde que tomada regularmente.

Fonte: Veja

“Clamo a Deus por socorro; clamo a Deus que me escute. Quando estou angustiado, busco o Senhor; de noite estendo as mãos sem cessar; a minha alma está inconsolável!” Salmos 77:1-2 (clique aqui, assista o vídeo e se surpreenda)

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Fazer exercícios físicos ao ar livre, mesmo no inverno, traz mais benefícios à saúde

Contato com a natureza, admirar a paisagem, compartilhar o espaço com outras pessoas contribuem para uma vida mais ativa, segundo praticantes.

jardim botanico atividadeDurante a semana, Neliane Rodrigues, vendedora de 43 anos, até vai para a academia. Mas são os exercícios físicos ao ar livre aos fins de semana que a deixam mais feliz. Praticante de ioga uma vez por semana há, pelo menos, um ano, nada a mantém longe do seu tapetinho rosa no Jardim Botânico em Curitiba, todos os sábados, a partir das 10h. “Eu venho porque sei que, depois da prática, começo a semana bem. Começo mais tranquila. Aqui, tudo contribui. O vento, o sol. A academia é diferente, você sempre vê as mesmas coisas. Aqui, não, você conhece pessoas novas. No parque é melhor”, explica.

Na tentativa de tirar a energia acumulada de segunda a sexta, o casal Carla Regina Damasceno e Christian Ricardo Fantinel ocupa as pistas de caminhada/corrida do Jardim Botânico para desestressar. Cada um no seu ritmo, os dois separam as manhãs dos fins de semana para isso, e conhecer um pouco mais do bairro. “Caminhar ao ar livre é muito mais gostoso, na academia é muito rotina. Aqui você vai caminhando, vendo a paisagem”, diz Carla, que é financeira de 31 anos. “E até o caminho até aqui é bom. A gente conhece lugares diferentes, acaba descobrindo mais o próprio bairro, e vê gente”, completa Christian, servidor público de 31 anos.

Em busca de desafios, a ultramaratonista, lutadora de MMA e personal trainer Michelle Cordeiro também prefere os parques de Curitiba para os treinos. Afinal, são nos parques que ela consegue praticar melhor. “Trabalho há 17 anos com exercícios físicos, e sempre em academias, salas fechadas. Mas aqui fora, além do benefício da natureza, os desafios aumentam. Eu corro do asfalto para a grama, então o solo muda; eu corro para o lado, para dar espaço a alguém, ou diminuo o passo, minha frequência muda. Sem falar que é um ambiente muito mais interativo, converso com as pessoas, faço amizades”, relata Michelle, profissional de 36 anos que estava se preparando para as corridas de julho.

Quando Cássia Valter, analista de marketing de 38 anos, descobriu que as pessoas se reuniam nos parques para a prática de ioga, ela desconfiou. Ex-praticante, ela vinha lutando para voltar, e achava que o exercício nos parques não seria o mesmo daquele feito em lugar fechado. “É o mesmo nível, não é mais light. E é ainda ao ar livre, o que dá um outro clima, ajuda muito a desestressar. Você começa a semana bem. Faz dois anos que eu faço todo fim de semana, é o meu exercício, é um propósito. Não consigo mais largar”, conta a analista, que ainda natação uma vez por semana.

Ao seu lado, Diego Garrett, arquiteto de 34 anos, elenca os dois motivos principais para ele estar, sem falta, todo fim de semana no Jardim Botânico: “São dois fatores que trazem alívio por não estar no escritório, meu teto é o céu e o chão é a grama. Não tem luz artificial, não tem parede. A gente passa os dias em um ritmo, mas chega aqui e é outra coisa, a natureza acalma.”

O engenheiro Giovani Bulian, de 29 anos, também não perde muito tempo no sábado. Acorda cedo e sai rápido de casa para não se atrasar ao encontro de ioga. O contato com a natureza e a expectativa de tirar o estresse da semana são os principais motivos pelos quais ele defende a prática ao ar livre. “Vale muito vir aqui, para que a semana comece bem, zen”, reforça. Ainda aos fins de semana, Bulian vai à academia e pratica tênis.

Sábado e domingo com Yoga no Parque – Os grupos se reúnem aos sábados no Jardim Botânico e Parque Barigui (10h), e domingos nas Ruínas de São Francisco (9h45). Embora esse tenha sido o último fim de semana com a programação normal, as férias de julho prometem muitas práticas indoor, segundo Silvio Lopes, instrutor de ioga.

Fonte: Gazeta do Povo

“Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós, e orou com fervor para que não chovesse, e por três anos e seis meses não choveu sobre a terra.” Tiago 5: 17 (clique aqui, assista o vídeo e se surpreenda)

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A generosidade pode ser contagiosa, aponta estudo

Para especialistas, apenas quando há mecanismos suficientemente fortes, a gentileza consegue se espalhar; caso contrário, ela perde espaço para o egoísmo.

generosidadeO “desafio do balde de gelo“, que viralizou em 2014, é um exemplo de como a generosidade pode ser contagiosa. A campanha, que contou com a participação de celebridades e anônimos ao redor do mundo, buscava incentivar doações para pesquisas sobre esclerose lateral amiotrófica (ELA). Como consequência, a onda de boas ações contribuiu para descobertas científicas importantes.

O pesquisador Jamil Zaki, professor da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, tentou responder, através de estudos, como as boas ações se disseminam pela sociedade. “Fundamentalmente, somos uma espécie social. As pessoas são muito motivadas a serem parte de um grupo e compartilhar um senso de identidade. Uma forma de fazer isso é imitando comportamentos, opiniões e emoções”, explicou à BBC. Segundo ele, a melhor forma de compreender esta questão é avaliá-las sobre a ótica da conformidade, explicada pela tendência de alinhar atitudes e crenças às das pessoas ao redor.

Conformidade – O conceito de conformidade pode ser considerado negativo para muitas pessoas. Estudos prévios constataram que a pressão social é capaz de induzir indivíduos a adotarem comportamentos nocivos ou duvidarem do próprio julgamento. No entanto, Zakir preferiu abordar a conformidade por outro ângulo, analisando comportamentos positivos.

Durante experimentos, o pesquisador percebeu que doações generosas incentivaram um maior número de participantes do que contribuições menores. Os resultados, publicados pela revista Personality and Social Psychology, revelaram ainda que a generosidade não era apenas uma réplica de boas ações alheias; na verdade, elas influenciaram os participantes a serem mais solidários e empáticos diante de situações adversas.

Outro estudo, publicado em 2010 na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), mapeou o modo como atos de cooperação podem se multiplicar pela sociedade. Pesquisadores das Universidades Harvard e Universidade da Califórnia, ambas nos Estados Unidos, apontaram que pessoas beneficiadas por doações durante um jogo estenderam a generosidade a outros participantes, que, por sua vez, favoreceram um terceiro grupo. A descoberta mostra que uma gentileza inicial pode atingir até três graus de separação em relação ao primeiro benfeitor.

Nem tudo é generosidade – De acordo com Martin Nowak, professor de Harvard, essa cooperação não é totalmente desinteressada: trata-se de uma estratégia evolutiva. A cooperação – seja entre humanos, insetos ou células – quase sempre acontece mediante a expectativa de se obter algo em troca, mesmo que no futuro. Para ele, existem cinco mecanismos que explicam por que um indivíduo decide colaborar com outro:

  1. Reciprocidade direta: eu te ajudo e você me ajuda;
  2. Reciprocidade indireta: diante da ajuda oferecida, o indivíduo generoso ganha uma boa reputação e recebe auxílio de um terceiro;
  3. Reciprocidade espacial: ajudar as pessoas para aumentar as chances de ser ajudado;
  4. Seleção de grupos: grupos de “cooperadores” se dão melhor do que grupos de “egoístas”;
  5. Seleção por parentesco: eu ajudo meus familiares porque tenho mais chances de compartilhar genes com eles e quero disseminar esses genes pela população.

“A cooperação – além da competição – está envolvida sempre que a evolução constrói algo novo, algo diferente. Por isso, eu tenho chamado a cooperação de ‘arquiteta mestre’ do processo evolutivo”, explicou Nowak.

Comunique-se – Apesar das vantagens evolutivas de adotar uma atitude cooperativa, em muitas situações da vida real, as pessoas não estão dispostas a ajudar o próximo. Dependendo das circunstâncias, atitudes egoístas podem se espalhar pela sociedade, indicando que, assim como a generosidade, atos de indiferença também são contagiosos. Para Martin Nowak, apenas quando há mecanismos suficientemente fortes, a gentileza consegue se espalhar. Caso contrário, a cooperação vai perder e a indiferença ganhará.

Ele ainda afirma que a comunicação é um dos ingredientes essenciais para garantir a multiplicação de boas ações. Por isso, a divulgação de atos de generosidade podem ser fundamentais para disseminar a generosidade, como é o caso do ‘desafio do balde de gelo’. “A ideia é que a reputação do indivíduo que colaborou seja conhecida. É importante disseminar informações sobre as decisões que os indivíduos tomaram em termos de cooperação”, comentou.

Exercício de empatia – Segundo Francisco C. Santos, professor do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, em Portugal, se uma pessoa se dispõe a pagar um custo para beneficiar alguém, é possível usar esses dados para construir equações capaz de prever a dinâmica que pode ocorrer em diferentes cenários. Essa técnica é chamada de teoria dos jogos, que estuda os conflitos de interesse.

“Se conseguirmos compreender quais são os mecanismos subjacentes da cooperação, esse conhecimento é útil para promovermos a cooperação onde ela não existe”, disse Santos à BBC. Para ele, o ser humano é propenso à cooperação, mas ela ocorre com maior frequência em comunidades pequenas.

Já Jamil Zaki acredita que os humanos evoluíram para serem socialmente conectados e inclinados a ter empatia. Mas essa evolução ocorreu quando vivíamos em pequenas comunidades, ao redor de pessoas parecidas conosco e onde todos dependiam uns dos outros. Entretanto, essas regras evolutivas foram alteradas agora que vivemos um momento em que é difícil ter empatia. “Hoje, vivemos em um mundo gigante, somos conectados a milhares de pessoas, algumas das quais veremos só uma vez na vida, e possivelmente ao redor de grupos que nos ameaçam”, explicou.

No entanto, ele garante que é possível reverter essa realidade se treinarmos o “músculo empático”, através de leitura de obras literárias ou o uso de técnicas de dramatização, intervenções que foram capazes de aumentar o grau de empatia dos participantes de muitos estudos que tratavam do assunto. Mas para obter resultados positivos é preciso exercitar a empatia diariamente.

Fonte: Veja

“Depois ele diz: Não lembrarei mais dos seus pecados nem das suas maldades. Assim, quando os pecados são perdoados, já não há mais necessidade de oferta para tirá-los.” Hebreus 10:17-18 (clique aqui, assista o vídeo e se surpreenda)

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