Alzheimer: remédio em formato de adesivo chega ao SUS

O medicamento na forma de adesivo tem menos efeitos colaterais.

exelonO Sistema Único de Saúde (SUS) já está disponibilizando um adesivo transdérmico de rivastigmina, medicação utilizada para o tratamento do Alzheimer. Com o nome comercial Exelon Patch, o adesivo pode ser colocado em oito regiões da pele, permitindo a absorção do remédio ao longo do dia. Esse é o único remédio para o Alzheimer disponível em formato transdérmico.

Apesar de ter outras duas versões – em cápsula e solução oral –, em forma de adesivo, o medicamento diminui a possibilidade de efeitos colaterais que podem afetar o sistema digestivo, como náusea e vômito, se comparado às opções orais. A administração através da pele ainda garante que a dose diária seja aplicada corretamente, facilitando a tarefa dos familiares ao cuidar do paciente. Como o Alzheimer não tem cura, o remédio terá de ser utilizado até o fim da vida para minimizar os sintomas, por isso a versão transdérmica oferece maior comodidade.

No Brasil, além da rivastigmina, existem outras três medicações disponíveis para o tratamento do Alzheimer nas farmácias e na rede pública de saúde: donepezila, galantamina e memantina, que foi integrada ao SUS no ano passado. Com exceção da última, todas as outras podem ser utilizados na fase inicial da doença.

Alzheimer – O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que provoca a diminuição das funções cognitivas uma vez que as células cerebrais degeneram e morrem, causando declínio constante na função mental. Os principais sintomas da doença são: dificuldade de memória (especialmente de acontecimentos recentes), discurso vago durante as conversações, demora em atividades rotineiras, esquecimento de pessoas e lugares conhecidos, deterioração de competências sociais e imprevisibilidade emocional.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), essa doença é responsável por 60% a 70% dos casos de demência – grupo de distúrbios cerebrais que causam a perda de habilidades intelectuais e sociais. Estima-se que 47 milhões de pessoas sofram de demência no mundo, sendo registrados 10 milhões de novos casos anualmente. No Brasil, o Alzheimer está entre as dez maiores causas de morte e é um problema que afeta 1,2 milhão de pessoas. Por ser uma doença incurável, o diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença já que o tratamento ajuda a impedir o seu avanço e amenizar os sintomas.

Funcionamento da medicação – A substância ativa do Exelon Patch é a rivastigmina, que atua no aumento da quantidade de acetilcolina no cérebro, molécula neurotransmissora necessária para o bom funcionamento cognitivo. Na forma de adesivo, essa medicação possui três tamanhos: 5, 10 e 15 cm², embora apenas as duas primeiras estejam disponíveis para distribuição no SUS.

Essa diferença de tamanho/dosagem é necessária para preparar o corpo do paciente para o recebimento da quantidade mais alta do remédio – considerada a mais eficiente na redução dos sintomas -, além de minimizar qualquer possível efeito colateral. Entre as reações adversas mais comuns, que atingem mais de 10% dos pacientes, estão: perda de apetite, dificuldade para dormir, incontinência urinária, reações na pele na área de aplicação, sangue no vômito ou nas fezes, desconfortos estomacais após as refeições, entre outros.

Segundo Rodrigo Rizek Schultz, presidente da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAZ), a principal vantagem do adesivo é a entrega da substância ao longo do dia, geralmente mantendo o mesmo nível da rivastigmina no organismo durante todo o período de uso. “Quando via transdérmica, os produtos são liberados ao longo de 24 horas, evitando os picos de medicação, como acontece com os comprimidos, por exemplo, que quando são ingeridos entregam doses altas, que vão caindo ao longo do dia, sendo necessário fazer a reposição”, explicou. Nas versões orais, o Exelon deve ser tomado duas vezes ao dia. Ele ainda comentou que pessoas idosas costumam utilizar muitas medicações orais, portanto, o Exelon Patch oferece uma alternativa para o paciente, diminuindo a quantidade de comprimidos ingeridos.

Aplicação – Segundo a indicação da bula, o Exelon Patch deve ser trocado a cada 24 horas e pode ser colocado em oito regiões do corpo: Parte superior dos braços esquerdo ou direito; Lado direito ou esquerdo do peito; Parte superior das costas, do lado esquerdo ou direito; e Parte inferior das costas, do lado esquerdo ou direito. Especialistas recomendam que o adesivo seja colocado em regiões diferentes a cada nova troca – como um tipo de ‘rodízio’ -, garantindo descanso para a pele.

Outra orientação é que antes da aplicação a pele esteja limpa, seca e sem pelos, além de estar livre de hidratantes ou loções que possam interferir na aderência. Regiões da pele que tenham cortes, erupções ou irritações devem ser evitadas. O adesivo pode ser utilizado no banho, na piscina ou na praia, mas é necessário certificar-se de que ele não tenha descolado depois. Caso isso aconteça, um novo deve ser aplicado para o restante do dia e trocado no dia seguinte, conforme o esquema habitual adotado.

Fonte: Veja

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.”  Eclesiastes 3:1 (clique aqui, assista o vídeo e se surpreenda)

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Suplementos alimentares terão conjunto único de regras

Atualmente tratado de forma fragmentada, o tema passa por revisão e ganhará regulamentação própria.

suplementossOs suplementos alimentares passarão a ser tratados como categoria única de produtos, o que vai tornar mais enxuta e segura a regulamentação sobre o tema no Brasil. De modo geral, a proposta é reunir em um só conjunto de normas toda a legislação sanitária e orientações para os fabricantes desses produtos.

A iniciativa é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que, junto com o setor regulado e entidades interessadas no assunto, está promovendo uma ampla revisão das atuais normas que devem ser seguidas pela indústria.

Para cumprir essa meta, o órgão realizou, entre janeiro e abril deste ano, seis consultas públicas para receber contribuições e sugestões das empresas, governo, universidades, entidades de defesa do consumidor e sociedade em geral. Os principais resultados e análises das consultas foram apresentados para aproximadamente 120 pessoas nesta segunda-feira (11), entre 9h e 17h, no auditório da Anvisa, em Brasília.

Na abertura do evento, o diretor-presidente do órgão, Jarbas Barbosa, ressaltou que o processo de revisão das normas foi intenso e longo, mas que trará benefícios para o setor. “Depois de conviver com vários problemas relacionadas aos suplementos alimentares, agora caminhamos para um novo marco regulatório”, disse Barbosa.

Para a gerente-geral de Alimentos, Thalita Lima, “o objetivo da revisão é, principalmente, trazer uma modernização para esse conjunto de regulamentos e buscar uma convergência internacional. Vimos, por exemplo, que alguns critérios para avaliação de segurança e eficácia dos suplementos alimentares eram antigos e precisavam ser atualizados”, afirmou Thalita. Para ela, o processo de revisão é uma possibilidade de grande inovação para o setor regulado, e com potencial para tornar os produtos brasileiros mais competitivos no mercado.

Prazo – Os destaques das contribuições e considerações apresentadas pelo setor e entidades que participaram das consultas públicas contemplaram diversos aspectos, tais como a composição dos produtos, dosagem, recomendações de uso, rotulagem e parâmetros de qualidade e segurança, além de conceitos e terminologias usadas atualmente, entre diversos outros itens.

Depois que a Anvisa finalizar e consolidar em normas todas as mudanças que estão sendo propostas, as empresas deverão ter cinco anos para se adequarem, uma vez que isso envolverá a comercialização de estoques antigos, alterações na linha de produção, reconfiguração de estratégias de marketing e de rotulagem, entre outras mudanças expressivas.

Para saber mais informações sobre o tema, basta acessar a página da Anvisa sobre Processos Regulatórios de Alimentos e consultar a área dedicada a suplementos alimentares. Lá, é possível ter acesso a todas as apresentações realizadas nesta segunda-feira (11), no auditório da Anvisa. Confira!

Ampla participação – O processo da Consulta Pública do tema gerou alta mobilização, envolvendo 2.261 participantes que encaminharam 7.825 contribuições. Todo o processo foi feito com diálogo e com ampla divulgação dos consensos, o que fez com que as contribuições encaminhadas fossem bastante convergentes.

A lista abaixo traz os resultados dessa fase de consolidação:

  • definição da lista inicial de nutrientes que serão autorizados para uso em suplementos alimentares;
  • definição de procedimentos que garantam uma atualização célere dessa lista, convergindo com a inovação inerente a esse setor;
  • definição das disposições transitórias, tratamento das petições pendentes de conclusão de análise e o prazo de adequação ao novo regulamento; e
  • definição dos critérios para segurança e eficácia de probióticos, reduzindo impactos desnecessários ao mercado, tema que será tratado separadamente amanhã, dada a sua complexidade e a necessidade de maior tempo para um debate mais qualificado com a sociedade.

Necessidade – Atualmente, não existe na legislação sanitária uma regulamentação específica para os suplementos alimentares, mas, sim, uma diversidade de normas para alimentos e medicamentos que devem ser seguidas pelos fabricantes e importadores.

Para a Anvisa, a revisão das regras para suplementos alimentares contribuirá para a modernização do setor regulado e dará acesso a produtos seguros e de qualidade, além de reduzir a assimetria de informações existente atualmente no mercado. Também vai facilitar o controle sanitário e a gestão do risco, eliminar obstáculos desnecessários à comercialização e à inovação, bem como simplificar o estoque regulatório vigente.

Conheça os temas tratados durante as seis consultas públicas relacionadas aos suplementos alimentares encerradas em abril deste ano.

Medicamentos que poderão ser regularizados como suplementos

Consulta Pública 460

  • Diferenciação entre medicamentos e suplementos alimentares a partir da alteração das normas publicadas nas RDC nº 24/2011, RDC nº 107/2016 e IN nº 11/2016;
  • Regularização como suplementos alimentares, e não mais como medicamentos, de vitaminas, minerais, aminoácidos e proteínas de uso oral que cumpram os requisitos para se enquadrarem como suplementos, conforme texto da Consulta nº 456/17.

Uso de probióticos em alimentos e suplementos

Consulta pública nº 459

  • Requisitos para a comprovação da segurança e dos benefícios à saúde dos micro-organismos probióticos.

Suplementos dispensados de registro e os não dispensados

Consulta pública nº 458

  • Apenas suplementos alimentares que contêm probióticos ou enzimas terão registro obrigatório, os demais suplementos serão dispensados de registro;

Ingredientes que podem compor os suplementos e seus limites

Consulta pública nº 457

  • Listas de nutrientes, substâncias bioativas, enzimas e probióticos que podem ser constituintes dos suplementos;
  • Limites mínimos de substâncias conforme recomendações nutricionais ou necessidades para obtenção dos benefícios à saúde;
  • Limites máximos de acordo com os limites de segurança das substâncias e as quantidades obtidas a partir de fontes alimentares;
  • Alegações autorizadas para uso na rotulagem dos suplementos e requisitos de composição e de rotulagem.

O que são suplementos e quais requisitos devem seguir

Consulta pública nº 456

  • Definição da categoria de suplementos alimentares e seus requisitos gerais de composição, qualidade, segurança e rotulagem;
  • Requisitos para atualização das listas de constituintes, limites de uso, alegações e rotulagem complementar;
  • Prazo para adequação dos produtos já presentes no mercado.

Aditivos autorizados para uso em suplementos

Consulta pública nº 454

  • Lista de aditivos alimentares e coadjuvantes de tecnologia autorizados para uso em suplementos alimentares, nas suas respectivas funções, limites máximos e condições de uso.

Fonte: Anvisa

“E dir-lhes-ás: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Deste modo quebrarei eu a este povo, e a esta cidade, como se quebra o vaso do oleiro…” Jeremias 19:11a (clique aqui, assista o vídeo e se surpreenda)

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Suicídios nos EUA geram debate sobre remédios para a depressão

Nesta semana, a estilista Kate Spade e o chef Anthony Bourdain foram encontrados mortos; marido de Spade admitiu que ela tinha depressão.

solidão depressãoUma alta no número de suicídios nos Estados Unidos levanta a discussão sobre a necessidade de tratamentos mais eficientes para a depressão, com pesquisadores dizendo que é uma área complicada de desenvolvimento que foi amplamente abandonada pelas grandes empresas farmacêuticas. Autoridades de saúde dos EUA disseram nesta quinta-feira que houve uma alta expressiva em taxas de suicídio pelo país desde o início do século e pediram uma abordagem abrangente no tratamento da depressão. O relatório foi publicado na mesma semana em que celebridades como Anthony Bourdain e Kate Spade cometeram suicídio.

A Reuters não conseguiu determinar se Bourdain ou Spade faziam tratamento à base de medicamentos. O marido de Kate Spade, Andy Spade, disse em nota nesta semana que a estilista sofria de depressão havia muitos anos e fazia um acompanhamento com seus médicos. Um representante de Andy Spade afirmou que ele não tinha mais comentários sobre o assunto neste sábado. Representantes de Bourdain não foram encontrados imediatamente para comentários.

Com a disponibilidade de diversos anti-depressivos genéricos e baratos, muitos que oferecem apenas benefícios marginais, desenvolver medicamentos para depressão é um desafio. Farmacêuticas têm 140 terapias em desenvolvimento mirando tratar doenças de saúde mental, incluindo 39 delas para o combate à depressão, de acordo com o grupo comercial Produtores e Pesquisadores Farmacêuticos da América. O número é baixo se comparado com as 1100 drogas experimentais de combate ao câncer, produzidas pela mesma indústria, e que podem receber alguns dos preços mais altos.

“A psiquiatria se tornou uma área desfavorável ao investimento”, disse Harry Tracy, cuja newsletter NeuroPerspective acompanha desenvolvimento de drogas para tratamentos de problemas psiquiátricos. “Seguradoras dizem ‘por que deveríamos pagar mais por um novo tratamento?'”. Alguns dizem que drogas anti-depressivas demoram muito para se tornarem eficientes, isso quando funcionam.

Cerca de metade das pessoas com depressão não respondem às atuais terapias, disse o Dr. Husseini Manji, diretor global de Neurociências na Janssen, unidade da Johnson & Johnson. O desenvolvimento de anti-depressivos é arriscado. Pacientes em testes clínicos normalmente mostram uma grande resposta placebo, mascarando a eficácia do medicamento que é testado. Além disso, uma vez aprovados, os anti-depressivos requerem uma grande estratégia de vendas para chegarem a psiquiatras e provadores de cuidados primários.

Outro impedimento é a dificuldade de conduzir pesquisas iniciais em animais para formar uma base para testes em pessoas. “Isso foi um grande desafio para traduzir para testes clínicos em humanos”, disse Caroline Ko, líder do projeto NewCures, um programa formado na Universidade Northwestern que busca reduzir o risco de investimentos em tratamentos para depressão, dores, Parkinson e outras doenças.

A J&J é a única grande empresa farmacêutica fazendo um grande investimento em um novo anti-depressivo, disse Tracy. Outros players menores incluem a Sage Therapeutics, que espera uma decisão das agências reguladoras norte-americanas sobre um tratamento para a depressão pós-parto até o final do ano. A Esketamina da J&J é focada em depressão resistente a tratamentos. É uma droga similar à ketamina, que é usada como anestésico e para aliviar dores, e muitas vezes abusada como uma droga recreativa com o apelido de “Special K”.

A empresa espera pedir a aprovação da esketamina, um spray nasal de ação rápida, na Administração de Drogas e Alimentos dos EUA (FDA) ainda este ano. “Os anti-depressivos comuns podem levar semanas para funcionar. Eles realmente não são úteis em uma situação de crise”, disse Carla Canuso, que lidera os esforços da J&J para testar a droga em pessoas consideradas em risco iminente de suicídio, que é comumente associado à depressão. A Allergan Plc está desenvolvendo o rapastinel, um anti-depressivo intravenoso de ação rápido adquirido pela companhia em 2015.

A droga foi designada como um avanço terapêutico na FDA, e seus resultados de testes clínicos são esperados para o início de 2019. No mês passado, a companhia adquiriu uma outra droga anti-depressiva de seu colaborador Aptinyx. Dra. Julie Goldstein Grumet, especialista em Saúde comportamental do Centro de Pesquisa e Prevenção ao Suicídio, disse que 122 pessoas tiraram suas vidas por suicídio por dia na semana passada. Muitas nunca foram diagnosticadas com doenças mentais. “Estamos perdendo oportunidades de testar pessoas para o risco de suicídio”, disse.

Fonte: R7

“E, indo um pouco mais para diante, Jesus prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.” Mateus 26:39 (clique aqui, assista o vídeo e se surpreenda)

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Decisão do STJ confirma assistência farmacêutica integral em distribuidora de medicamentos

farmaceutico distribuidoraEsse é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que confirmou a obrigatoriedade da presença de farmacêutico durante todo o horário de funcionamento das distribuidoras de medicamentos. A decisão foi do ministro Benedito Gonçalves, que contrapôs a determinação em primeira instância e do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que isentava uma empresa do Rio Grande do Sul de seguir a regra com relação ao tempo integral.

A Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária recorreu da decisão, alegando que distribuir medicamentos sem a presença de farmacêutico qualificado pode afetar a qualidade, a segurança e a eficácia dos produtos. Outro forte argumento apresentado pelo órgão foi com relação ao que o decreto sobre a profissão estabelece, de que é atribuição privativa da categoria a responsabilidade técnica em depósitos farmacêuticos.

A tese foi reconhecida pelo ministro Benedito Gonçalves (STJ), que decidiu seguir a jurisprudência da corte no sentido da obrigatoriedade da presença de farmacêutico nas distribuidoras de medicamentos durante todo o seu período de funcionamento, desde a instauração da Medida Provisória (MP) 2.190-34/01.

Segundo o ministro, a MP estendeu a aplicação do artigo 15 da Lei 5.991/73 às distribuidoras de medicamentos. O artigo referido determina que farmácias e drogarias terão, obrigatoriamente, a assistência de técnico responsável, inscrito no Conselho Regional de Farmácia, na forma da lei e que essa presença será obrigatória durante todo o horário de funcionamento do estabelecimento.

Fonte: CRF-PR, com informações Conjur e Ass. Com. AGU

“Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro.” Apocalipse 22:13 (clique aqui, assista o vídeo e se surpreenda)

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Portugal passa a aprovar o uso da maconha para fins medicinais em todo o país

No dia de estreia do país na Copa, parlamento legalizou os medicamentos à base de cannabis; o cultivo da maconha para uso próprio segue proibido.

uruguai canabisO parlamento português decidiu, nesta sexta-feira (15), aprovar o uso da maconha (cannabis) com finalidade medicinal. A decisão, que muda toda a legislação medicinal do país, acontece no mesmo dia em que a seleção de Portugal estreia na Copa do Mundo – o que a coloca como uma nação em foco neste dia. Apesar do uso medicinal da maconha ter sido aprovado pelo parlamento, o cultivo da droga para uso próprio continua proibido.

Essa iniciativa, que foi originada de dois projetos de lei – um do Bloco de Esquerda (BE) e outro do PAN (Pessoas-Animais-Natureza) –, contou com o apoio do Partido Socialista (PS) e recebeu votos favoráveis de quase todos os outros partidos, exceto do Partido Popular (CDS-PP) que se absteve. Para serem comercializados, os medicamentos precisarão de autorização prévia da Infarmed, que é a autoridade portuguesa na questão de produtos de saúde. Além disso, o governo de Portugal fica autorizado a produzir medicamentos, através do Laboratório Militar.

A nova lei, que entra em vigor no dia 1º de julho, normatiza, inclusive, que o Estado deve estimular a investigação científica nessa área. Além disso, a legislação agora determina que a cannabis só poderá ser consumida de forma medicinal, com receita médica e comprada em farmácias.

Carta aberta em apoio ao projeto de lei em Portugal – Antes de ser aprovado no parlamento, o projeto de lei do Bloco de Esquerda chegou a receber o apoio de especialistas na área da saúde . Afinal, em janeiro deste ano, uma carta aberta assinada por uma centena de médicos, enfermeiros, psicólogos, investigadores e autoridades pediu a legalização do uso terapêutico da cannabis. “A planta da cannabis tem inúmeros efeitos medicinais que podem e devem ser colocados ao serviço das pessoas. A legalização permitiria a melhoria da qualidade de vida de muitas pessoas e um maior e melhor acesso ao tratamento mais adequado ao seu estado de saúde”, diz a carta.

No texto do projeto de lei aprovado, é ressaltada a eficácia da cannabis em situações de tratamento da dor, diminuição da náusea e vômitos associados à quimioterapia e estimulação do apetite. Além disso, é citada a eficiência da maconha “no caso da doença de Alzheimer, na esclerose lateral amiotrófica, no glaucoma, no diabetes, nos distúrbios alimentares, na distonia, na epilepsia, na epilepsia infantil, na fibromialgia, nos distúrbios gastrointestinais, nos gliomas, na hepatite C, no VIH, na doença de Huntington, na incontinência, na esclerose múltipla, na osteoporose, na doença de Parkinson, no stress pós-traumático, na artrite reumatóide, na apneia do sono”, entre outras.

Fonte: Ig

“Preparado está o meu coração, ó Deus, preparado está o meu coração; cantarei, e darei louvores.”  Salmos 57:7 (clique aqui, assista o vídeo e se surpreenda)

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Bactérias aumentam a segurança no consumo de queijos artesanais

Pesquisadores usaram bactérias para deixar a produção do queijo minas mais segura, além de diminuir o tempo de maturação do queijo curado.

queijo minasSe não forem fabricados sob condições sanitárias adequadas, os queijos artesanais produzidos com leite cru ou pasteurizado no Brasil, como os queijos minas frescal e o curado, são suscetíveis à contaminação por bactérias causadoras de doenças, como a Listeria monocytogenes.

Uma pesquisa de pós-doutorado feita pela pesquisadora Fernanda Bovo Campagnollo na Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com Bolsa da FAPESP, sob orientação do professor Anderson de Souza Sant’Ana, resultou em uma solução que pode auxiliar os produtores de queijos artesanais a garantir a segurança dos produtos e atender a uma regulamentação federal sobre a maturação de queijos curados.

Os pesquisadores conseguiram selecionar cepas de bactérias lácticas capazes de inibir o crescimento da Listeria no queijo minas frescal, além de inativar a bactéria e diminuir o tempo de maturação do queijo curado. Os resultados do estudo foram publicados na revista Food Microbiology. “O uso dessas bactérias lácticas pode contribuir para que os produtores de queijos artesanais comercializem seus produtos com maior segurança e, no caso do queijo curado, com menor tempo de maturação”, disse Campagnollo à Agência FAPESP.

Segundo ela, devido às suas características físico-químicas, o queijo minas frescal é bastante propício à multiplicação da Listeria – causadora de uma infecção, chamada listeriose, com alto índice de mortalidade. “O queijo minas frescal apresenta umidade relativamente alta e baixo conteúdo de sal e, mesmo armazenado sob refrigeração, não está imune à proliferação de Listeria”, explicou Campagnollo.

Já no queijo minas curado, que ao contrário do minas frescal apresenta menor quantidade de água e maior teor de sal, a bactéria também pode proliferar durante o período de maturação do produto. A fim de garantir a segurança microbiológica do queijo curado comercializado no país, uma lei federal estabeleceu que o produto deve ser maturado por, no mínimo, 60 dias. Tradicionalmente, contudo, os queijos artesanais curados mineiros são maturados por um período de 17 a 22 dias, a fim de manter as características de sabor e textura do produto. “Isso pode levar os produtores artesanais a terem problemas com a comercialização de seus produtos fora de Minas Gerais e resultar em riscos à saúde do consumidor”, disse Campagnollo.

Com o intuito de solucionar esse problema, uma nova legislação permitiu a comercialização de queijos artesanais curados com tempo de maturação menor que 60 dias, desde que os produtores comprovem, por meio de estudos técnicos e científicos, que a redução do período de maturação não compromete a qualidade e a inocuidade do produto. “Os pequenos produtores de queijos artesanais – que são os maiores fabricantes desse tipo de queijo no país – não têm recursos para financiar estudos desse gênero”, ressaltou Campagnollo.

Solução do próprio queijo – A solução desenvolvida pelos pesquisadores da Unicamp para resolver problemas do risco de contaminação e de diminuição do tempo de maturação do queijo curado foi encontrada nos próprios queijos artesanais. Alguns estudos publicados no Brasil nos últimos anos indicaram que bactérias lácticas isoladas de queijo são produtoras de bacteriocinas – proteínas ou complexos de proteínas, ácido láctico e o peróxido de hidrogênio, capazes de impedir o crescimento da Listeria e de outros microrganismos causadores de doença.

Não existiam relatos, entretanto, da aplicação de cepas de bactérias lácticas para combater a proliferação de Listeria em queijos artesanais, como o minas frescal e o curado, produzidos tanto com leite pasteurizado como com leite cru – uma vez que, apesar de a legislação brasileira exigir que o queijo minas frescal seja produzido com leite pasteurizado, o produto é fabricado informalmente com leite cru. A fim de avaliar essa hipótese, os pesquisadores inicialmente coletaram amostras de 244 queijos artesanais mineiros em cinco regiões produtoras em Minas Gerais – Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado e Serro.

A partir dessas amostras de queijo foram isoladas 891 cepas de bactérias lácticas provenientes do “pingo” – um fermento láctico natural recolhido do soro de leite extraído do próprio queijo, que ajuda a coagular o leite e dar sabor, textura e aroma ao queijo artesanal. Por meio de testes em laboratório, os pesquisadores avaliaram quais apresentavam a capacidade de impedir o crescimento da Listeria nesses tipos de queijo e conseguiram selecionar um conjunto de seis cepas das espécies Lactobacillus brevis, Lactobacillus plantarum e Enterococcus faecalis.

A mistura das seis cepas dessas espécies de bactérias lácticas selecionadas foi adicionada em queijos minas frescal ou curados, produzidos com leite cru ou pasteurizado e inoculados com Listeria. Os pesquisadores avaliaram ao longo de 15 dias de duração do queijo minas frescal sob refrigeração e de 22 dias de maturação do queijo curado como esse grupo de bactérias selecionadas influencia o desenvolvimento da Listeria e o tempo de maturação do queijo curado, em comparação com amostras de queijo sem adição das mistura de bactérias.

Os resultados das análises microbiológicas indicaram que a mistura de bactérias lácticas selecionadas foi capaz de deter o crescimento da Listeria no queijo minas frescal e inativá-la no queijo minas curado. Os queijos minas curado sem adição da mistura de bactérias apresentaram crescimento pronunciado de Listeria ao longo de 22 dias de maturação. Já nos que receberam a mistura de bactéria, as células do microrganismo deixaram de ser detectadas após 15 dias, no caso dos queijos produzidos com leite cru, e após 21 dias, nos fabricados com leite pasteurizado.

“O segredo está na mistura das bactérias. Combinadas, elas permitem tanto deter o crescimento do patógeno no queijo minas frescal como inativar e diminuir o tempo de maturação do queijo curado, que representa uma grande demanda dos produtos de queijos artesanais”, disse Sant’Ana. Os pesquisadores pretendem, agora, patentear a mistura de bactérias e, posteriormente, licenciá-la para empresas interessadas em produzi-las em escala industrial para serem usadas como ingrediente na produção de queijos artesanais.

Fonte: R7

“Mas o Espírito de Deus produz o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, a humildade e o domínio próprio. E contra essas coisas não existe lei.” Gálatas 5:22-23 (clique aqui, assista o vídeo e se surpreenda)

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Campanha de vacinação contra poliomielite deve começar em agosto, diz ministério

Governo quer aumentar cobertura vacinal contra paralisia infantil no Brasil após registros de casos da doença na Venezuela; vacinação começa no dia 6.

zé gotinha campanhaDiante do aumento de casos de poliomielite identificados na Venezuela, o Ministério da Saúde informou que a campanha de vacinação contra a doença no Brasil deve voltar a ocorrer em agosto neste ano. Em 2016 e 2017 a campanha de vacinação contra poliomielite , conhecida também como paralisia infantil, ocorreu em setembro. No entanto, após a detecção de pelo menos um caso da doença na Venezuela e diversos outros casos em investigação, a pasta voltou a realizar a ação em agosto.

A preocupação se deu devido ao crescimento do fluxo de imigrantes venezuelanos pelas fronteiras brasileiras, em especial nos estados do Norte. Recentemente, casos de sarampo voltaram a acontecer em Roraima por conta da imigração venezuelana, sendo que a doença já havia sido erradicada no Brasil. Segundo a pasta, as doses contra a pólio serão administradas do dia 6 a 24 de agosto. O ministério informou ainda que, atualmente, a cobertura vacinal no Brasil contra a poliomielite é de 77%, porém, foi enviado um alerta para estados e municípios sobre a importância de alcançar e manter cobertura maior ou igual a 95%.

O Ministério da Saúde também ressaltou, em nota, a necessidade de notificação e investigação imediata de todo caso de paralisia flácida aguda que apresente início súbito em indivíduos menores de 15 anos. “O Ministério da Saúde ressalta que a vacinação é de extrema importância para manter o país livre da circulação de poliovírus, tanto nas ações de rotina como na Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite”, destacou o comunicado.

O governo brasileiro reforçou que as vacinas que integram o Calendário Nacional de Vacinação são seguras e eficazes. O esquema vacinal da poliomielite é composto por três doses da vacina inativada (injetável), administradas aos dois, quatro e seis meses. Aos 15 meses e aos 4 anos, a criança recebe a vacina oral. O último caso de infecção pelo poliovírus selvagem no Brasil ocorreu em 1989. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que três países ainda são considerados endêmicos para a doença – Paquistão, Nigéria e Afeganistão.

Casos na Venezuela – Esta semana, a Sociedade Brasileira de Pediatria divulgou nota pública alertando para a necessidade de atenção redobrada diante da identificação dos casos da doença no país vizinho. A entidade defende ainda a manutenção de elevadas e homogêneas coberturas vacinais contra a poliomielite no Brasil – acima de 95% – até que a erradicação global seja alcançada.

Poliomielite – A poliomielite é uma doença infectocontagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida de início súbito. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, pela via fecal-oral (mais frequente); por objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores; ou pela via oral-oral, através de gotículas de secreções (ao falar, tossir ou espirrar). Não existe tratamento específico – todas as vítimas de contágio devem ser hospitalizadas. A vacinação é a única forma de prevenção da poliomielite. Todas as crianças menores de 5 anos de idade devem ser imunizadas conforme esquema de rotina e em campanha nacional.

Fonte: Ig

“Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos, nem alforges para o caminho, nem duas túnicas, nem alparcas, nem bordões; porque digno é o operário do seu alimento.” Mateus 10:9-10 (clique aqui, assista o vídeo e se surpreenda)

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