Você sofre de insônia? A culpa pode ser do seu parceiro

Tentar ajudar parceiros que sofrem de insônia, além de piorar os sintomas, contribui para que os problemas afetem ambos.

insônia casalTendo problemas para dormir? O problema pode ser quem dorme ao lado. De acordo com pesquisadores australianos, a maioria das pessoas que divide a cama com parceiros que têm problemas para dormir, mesmo que na tentativa de ajudar, acaba incentivando comportamentos que podem piorar a insônia. O estudo, publicado recentemente no periódico científico Sleep, revelou que 60% dos adultos dormem acompanhados e, apesar de a insônia ser vista como uma condição individual, 74% dos casais têm o horário de sono modificado pelo parceiro, o que pode contribuir para diversos problemas.

Descobertas – Para entender as possíveis intervenções dos parceiros na qualidade do sono de quem sofre de insônia, neurocientistas da Universidade Monash, na Austrália, aplicaram questionários a 31 pessoas, sendo 14 mulheres e 17 homens, cujos companheiros estavam à procura de tratamento contra insônia. Os resultados mostraram que apesar desses participantes não terem problemas para dormir, muitos deles modificavam seus próprios horários, tanto de sono quanto de atividades de lazer e trabalho, em prol do bem-estar do outro.

Boas intenções – A maioria dos casais cujos parceiros buscavam ajudar a melhorar os problemas do sono do companheiro em questão relatou estar mais feliz e satisfeita com seus relacionamentos do que aqueles que não ofereciam ajuda. No entanto, esse comportamento tem seus sacrifícios: os parceiros que procuravam ajudar mostraram maior ansiedade do que os que não ajudavam.

Além disso, apesar das boas intenções, a ajuda oferecida nem sempre surtia efeito, pelo contrário. A maioria dos conselhos, que incluíam ir para a cama mais cedo do que o normal ou acordar mais tarde, ler ou assistir TV na cama antes de dormir, tirar cochilos, descansar durante o dia e tomar cafeína, sedativos, remédios ou bebidas alcoólicas para dormir melhor, contrariam as recomendações para uma boa higiene do sono e as práticas da terapia cognitivo-comportamental, um dos tratamentos psicológicos recomendados para pessoas com insônia crônica.

Higiene do sono – Durante as sessões do tratamento, as pessoas aprendem a não se deitar até sentir sono, a levantar sempre ao mesmo horário, utilizar a cama apenas para dormir e para relações sexuais e evitar tirar cochilos, especialmente em períodos próximos ao horário de sono habitual. O álcool também deve ser evitado, já que seu consumo pode impedir o sono profundo e reparador.A prática de exercícios físicos durante o dia também é recomendada para ajudar a promover um bom sono durante à noite.

“Apesar das boas intenções, os parceiros podem estar contribuindo para perpetuar os sintomas da insônia”, explicaram os autores do estudo em resumo. Ao mesmo tempo, essas pessoas podem se sentir ansiosas em relação aos problemas dos companheiros. De acordo com Alix Mellor, autor do estudo, mais estudos são necessários, até mesmo para desenvolver programas de tratamento que beneficiem os casais. Segundo o especialista, tratamentos em pacientes casados ou que moram junto de seus parceiros deveriam envolver ambos os indivíduos, visto que os problemas de sono podem afetar tanto um quanto outro, em diversos níveis.

Fonte: Veja

rodapé Uningá 2

“Os homens de Nínive se levantarão no juízo com esta geração, e a condenarão; pois se converteram com a pregação de Jonas; e eis aqui está quem é maior do que Jonas.” Lucas 11:32 (clique aqui e se surpreenda)

Publicado em Notícias | Publicar um comentário

Compras de medicamentos para o SUS devem ser registradas em banco de preços

Ferramenta é gratuita e de acesso ao público a fim de dar mais transparência, diz ministério.

computador cpTodas as compras de medicamentos realizadas no país para o abastecimento do SUS (Sistema Único de Saúde) terão seus preços registrados no BPS (Banco de Preços em Saúde). A medida vale para o Ministério da Saúde, estados, municípios e o Distrito Federal que, agora, passam a alimentar de forma obrigatória o sistema. Até então, a adesão era voluntária.

Segundo o Ministério da Saúde, a ferramenta é gratuita e de acesso aberto ao público de forma a dar mais transparência ao uso dos recursos públicos e o conhecimento dos preços dos medicamentos praticados no País. “O banco vai proporcionar o aumento da concorrência e maior condições para a negociação de preços junto aos fornecedores e fabricantes, gerando economia para o sistema de saúde”, informou o ministério, em nota.

O cadastramento dos novos usuários e a atualização do Banco de Preços em Saúde devem ser feitos entre 1º de setembro a 30 de novembro deste ano. Já o envio das informações de compras homologadas, referente ao exercício 2017, deverá ser iniciada a partir de 1º de dezembro de 2017.

Para realizar consultas ao sistema e registros de compras é necessário fazer o cadastro de usuário pelo link. O ministério informou que, gradualmente, outros produtos, além dos medicamentos, também terão seu registro obrigatório no BPS. Os dados poderão ser consultados de forma regionalizada, por modalidade de compra, tipo de compra, faixa de quantidades adquiridas, por fabricantes e fornecedores, dentre outras possibilidades de pesquisa.

O banco tem atualmente 4.808 itens de medicamentos disponíveis para cadastro de compras e consultas. Ele é alimentado atualmente por 24 estados e por 580 municípios brasileiros, além da União. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde, até novembro de 2016, apontou que 73% dos participantes conseguiram reduzir os preços dos medicamentos nas licitações ou compras diretas.

Fonte: R7

“Digo que certamente vocês chorarão e se lamentarão, mas o mundo se alegrará. Vocês se entristecerão, mas a tristeza de vocês se transformará em alegria.” João 16:20 (clique aqui e se surpreenda)

Publicado em Notícias | Publicar um comentário

Por que é importante tomar uma ducha antes de entrar na piscina

piscinaA prática de tomar uma ducha antes de entrar na piscina é obrigatória em muitos espaços públicos. Mas você sabe os motivos por trás dessa recomendação? Não se trata apenas de fazer uma cortesia higiênica para os outros banhistas: é também uma medida importante para manter a salubridade da água. Cloro e outros desinfetantes são usados para matar as bactérias e evitar o contágio de doenças infecciosas.

O produto ressaca cabelo e pele, e seu cheiro pode ficar por horas no corpo, mesmo depois de um bom banho. Mesmo assim, a exposição a esses níveis de desinfetantes presentes nas piscinas é inofensiva para a maioria das pessoas. O que pode interferir na nossa saúde é a mistura do cloro com outros produtos químicos que os corpos dos banhistas trazem para água, que geram um derivado daninho: a cloramina.

Como contaminamos a água?  A urina é o mais conhecido ingrediente “adicionado” às águas das piscinas pelos banhistas. Um estudo recente da Universidade de Alberta, no Canadá, encontrou em todas as piscinas analisadas restos de um adoçante artificial que só poderia ter chegado ali através da urina.

Além disso, cada banhista traz para a água sua própria coleção de químicos: restos de fezes e suor e sobras de produtos de higiene pessoal como cremes, xampus, loções e condicionadores. Todos esses componentes interagem com o cloro da piscina e formam compostos orgânicos voláteis, potencialmente nocivos, que as pessoas podem respirar e que têm potencial para causar irritação nos olhos e no sistema respiratório, provocando ataques de tosse ou crises de asma.

Esses compostos nocivos que se desprendem das reações químicas na água pesam mais que o oxigênio e formam uma espécie de “bolha de cloramina” na superfície da piscina. As crianças pequenas são as mais expostas a eles, já que geralmente engolem mais água. Apesar de não haver nenhuma prova de que a exposição a essas substâncias possa causar problemas graves de saúde, esses compostos que se formam com a interação humana ainda não foram estudados com detalhes – e podem afetar mais algumas pessoas do que outras.

Ventilação e duchas – Em 2013, o nadador olímpico americano Caeleb Dressel teve que sair de ambulância de uma competição na Carolina do Norte devido à contaminação do ar na piscina. Quem conta isso é outro nadador olímpico, Mel Stewart, responsável pelo site swimswam.com, especializado em notícias e informações sobre o universo desse esporte. Em piscinas ao ar livre normalmente não há problemas, uma vez que nelas os compostos químicos nocivos escapar facilmente. Mas nas cobertas o ar fica contaminado, gerando um odor perceptível e característico.

Para prevenir esses danos à saúde, muitos órgãos, como o Centro para Controle e Prevenção das Doenças nos Estados Unidos, recomendam a ducha antes e depois dos banhos de piscina para retirar da pele os germes e restos de produtos de higiene. Não urinar ou engolir a água também são outras duas importantes e óbvias recomendações, embora mais difíceis de serem seguidas pelas crianças.

Fonte: BBC Brasil

“E, quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo.” João 16:8 (clique aqui e se surpreenda)

Publicado em Notícias | Publicar um comentário

Governo sanciona projeto que libera inibidores de apetite

A retirada de emagrecedores à base de anfetamina tinha como justificativa o fato de que não havia estudos de segurança e eficácia.

inibidoresO  presidente da República em exercício, Rodrigo Maia (DEM-RJ) sancionou, sem vetos, nesta sexta-feira a lei que libera a venda de emagrecedores e inibidores de apetite no Brasil. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do presidente da Câmara. Maia, que passou esta semana no Palácio do Planalto, consultou entidades médicas para assinar a medida.

O projeto aprovado no último dia 20 pela Câmara susta de imediato os efeitos de uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de 2011, que proibiu a comercialização de alguns medicamentos desse tipo.

Polêmica – A retirada de emagrecedores à base de anfetamina, como o femproporex, mazindol e anfepramona, tinha como justificativa o fato de que não havia estudos que comprovassem a eficácia das substâncias e os riscos do uso desses medicamentos eram superiores a eventuais benefícios. A decisão na época provocou uma comoção entre associações de médicos e pacientes, que defendiam a permanência do produto no Brasil.

Repercussão – Para a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a assinatura desse projeto de lei foi a melhor solução. “Esperamos que, em futuras situações polêmicas, possamos debater de maneira mais intensa e profunda precocemente, antes de buscar soluções políticas para questões relacionadas aos medicamentos no Brasil. No momento, cabe a indústria farmacêutica decidir pela retomada da produção comercial destes medicamentos, e isto será uma nova etapa”, disse, em nota, Alexandre Hohl, vice presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

A Anvisa já criticou a medida e havia recomendado ao presidente o veto ao projeto. “A Agência entende que a medida representa sério risco para a saúde da população ao retirar do órgão a competência legal para a regulação a respeito do registro sanitário dessas substâncias”.

Fonte: Veja

rodapé farmácia alexandre

Diz o Senhor: “Aceitai a minha correção, e não a prata; e o conhecimento, mais do que o ouro fino escolhido. Porque melhor é a sabedoria do que os rubis; e tudo o que mais se deseja não se pode comparar com ela.” Provérbios 8:10-11 (clique aqui e se surpreenda)

Publicado em Notícias | Publicar um comentário

‘Prep’: uma revolução no combate ao HIV

Novo tratamento chegou ao Brasil e será disponibilizado no SUS.

prepUma nova estratégia para a prevenção da aids será disponibilizada até o fim deste ano no Brasil para pessoas que vivem com risco altíssimo de contrair o vírus HIV.  Conhecido pelo nome comercial Truvada, uma combinação dos antirretrovirais tenofovir e emtricitabitina, o medicamento da farmacêutica americana Gilead será oferecido inicialmente a 7 000 pessoas pelo Sistema Único de Saúde. É destinado àqueles com maior vulnerabilidade de se infectar e que relatam dificuldades de se proteger em todas as relações sexuais. Fazem parte do grupo os homens que fazem sexo com homens, pessoas trans, casais sorodiscordantes (quando um tem o vírus e outro não) e profissionais do sexo.

Embora a orientação inquestionável e mais eficaz para a prevenção do HIV seja o uso do preservativo, a realidade na prática é um pouco diferente. Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde demonstrou que metade dos entrevistados relatou não ter recorrido ao produto de látex na última relação com parceiro casual. Diz o infectologista da USP, Rico Vasconcelos: “É uma mudança de paradigma. Está na hora de atualizar o discurso de que o preservativo é a única estratégia para a prevenção do HIV. É, sem dúvida, a melhor e tem de ser encorajada sempre. Mas há alternativa de proteção para quem falha em utilizá-lo”.

Popularmente conhecida como Prep (sigla em inglês de profilaxia pré-exposição), a estratégia consiste na ingestão diária de um comprimido por pessoas que não têm o vírus. Para receber o medicamento do governo, o interessado deverá ser submetido a uma avaliação para verificar qual seu grau de exposição ao vírus HIV. Uma vez dentro do programa, será orientado a adotar todas as medidas preventivas, como o uso de preservativo, além de fazer acompanhamento médico periódico e testes de HIV. O Truvada também pode ser adquirido nas farmácias particulares. Custa 290 reais por mês.

Calcula-se que atualmente 827 000 pessoas vivem com aids no Brasil. Segundo os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde, houve um aumento principalmente entre os jovens do sexo masculino. Entre aqueles com 20 aos 24 anos, por exemplo, a taxa de detecção subiu de 16,2 casos para cada 100 000 habitantes, em 2005, para 33,1 casos em 2015. A oferta do tratamento é uma tentativa de frear esse avanço.

Eficácia – O primeiro estudo com o Truvada teve início há uma década. A pesquisa recrutou 2 500 pessoas classificadas com alto risco de infecção. Metade delas recebeu os comprimidos azuis com o princípio ativo, enquanto a outra parte tomou placebo. De acordo com os resultados, os indivíduos que utilizaram o Truvada tiveram uma taxa 44% menor de infecção pelo HIV. Nos participantes que seguiram as recomendações médicas à risca e mantiveram a adesão ao tratamento, a redução da infecção foi ainda maior, de 92%. Até agora, foram realizados 32 estudos científicos com o composto, que incluíram 8.478 pessoas.

No Brasil, um estudo coordenado por Vasconcelos acompanhou 500 pessoas com alto risco de exposição ao vírus. “Nossos resultados até agora mostraram que essa é uma estratégia que funciona e que tem adesão alta. As pessoas vulneráveis ao HIV aderem tanto à consulta quanto ao uso do comprimido”, disse. Estima-se que 150 000 pessoas utilizem esse medicamento no mundo, a maior parte delas está nos Estados Unidos. Lá, o composto foi aprovado em 2012 e seu uso cresce a cada ano. Um exemplo do impacto desse tipo de estratégia é a cidade de São Francisco, na Califórnia. Após a adoção do Truvada, o número de novos casos caiu quase 20% de 2013 para 2014.

Entre os americanos, o comprimido é popular na comunidade gay. O Grindr, um dos maiores aplicativos de encontros para esse público, acrescentou no ano passado a possibilidade acrescentar o termo ‘on PrEP’ no perfil do usuário. Quem assinala essa opção sinaliza aos seus possíveis parceiros que está se protegendo do HIV. O mesmo aplicativo também acrescentou no início deste ano um novo ‘gaymoji’ relacionado à Prep — o emoji é um comprimido azul, igual ao Truvada.

Como funciona o medicamento? Ele bloqueia a entrada do vírus HIV no DNA das células de defesa do organismo, impedindo a sua replicação. A taxa de eficácia é de até 99%, segundo os estudos clínicos, desde que tomado corretamente. A indicação é de um comprimido, uma vez ao dia, que deve ser tomado regularmente, sem interrupções.

O uso da Prep exclui a necessidade do preservativo na relação sexual? Não. Deve ser um complemento a outras estratégias de prevenção, como a camisinha e o aconselhamento médico. O preservativo é a arma mais eficaz para proteger contra o HIV e evitar o contágio por outras doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis e a hepatite B.

Para quem a Prep é indicada? Para qualquer pessoa que tenha alto risco de infecção por HIV e que falha em se proteger adequadamente durante as relações sexuais. No Programa Prep Brasil, por exemplo, são elegíveis os homens que fazem sexo com homens, travestis e mulheres transexuais, que tenham praticado sexo anal sem preservativo com dois ou mais parceiros nos últimos 12 meses.

Tem efeitos colaterais? Sim. O efeito adverso mais grave é a insuficiência renal, que pode acometer 5% das pessoas. Por isso, quem utiliza o medicamento deve fazer acompanhamento trimestral para avaliar como está a saúde dos rins. Além disso, 16% relatam efeitos gastrointestinais, como náuseas e dores abdominais. Esses sintomas tendem a ser transitórios e a desaparecer após uso contínuo.

Quem inicia a Prep deve utilizá-la para sempre? Não necessariamente. Um exemplo seria um casal sorodiscordante que gostaria de ter um filho. O marido tem HIV, mas está com carga viral indetectável. A mulher pode utilizar o medicamento até engravidar, sem correr risco de contágio. Ou ainda um homem gay solteiro que relata dificuldades de usar a camisinha em todas as relações casuais. Nesse caso, o composto pode garantir uma proteção extra. Ele poderia interromper o uso quando decidir ter um parceiro fixo.

A bebida alcoólica tira o efeito da Prep? Não. A eficácia do Truvada é reduzida se não for utilizado corretamente.

Quem esqueceu uma vez de usar a camisinha deve usar a Prep? Não, nesse caso, a indicação é a utilização da terapia de pós-exposição. Deve-se procurar um serviço de saúde em até 72 horas para iniciar o esquema profilático com duração de 28 dias.

O Truvada pode aumentar a resistência ao HIV? Não. De acordo com a farmacêutica Gilead, o uso da Prep com Truvada não causa nenhum tipo de resistência ao vírus, desde que o usuário seja HIV negativo. Por isso, a empresa ressalta, é importante que o médico se assegure dessa condição e que a testagem para o HIV seja repetida a cada três meses.

Fonte: Veja

“Disse Jesus Eis que eu expulso demônios, e efetuo curas, hoje e amanhã, e no terceiro dia sou consumado.” Lucas 13:32 (clique aqui e se surpreenda)

 

Publicado em Notícias | Publicar um comentário

Conselhos de Farmácia defendem regulamentação dos serviços de vacinação em farmácias

vacina farmáciaAs farmácias têm permissão para dispor de vacinas e soros para atendimento à população, desde 2014, quando foi publicada a Lei nº 13.021, mas, na prática, apenas as clínicas de vacinação podem prestar esse serviço à população. Quase três anos depois, a lei ainda não foi regulamentada. Os conselhos federal e regionais de Farmácia defendem a imediata publicação de uma norma pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que venha corrigir essa distorção.

Sem uma norma de alcance nacional, alguns estados já definiram as suas próprias regras para a aplicação de vacinas em farmácias, entre os quais, Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro. A expectativa é a de que, encerrada a consulta pública n° 328/17, a agência publique uma resolução padronizando as normas sanitárias de forma a finalmente permitir a ampla participação das farmácias e dos farmacêuticos nessa importante ação de saúde pública.

Os conselhos encaminharam sua contribuição para o aperfeiçoamento da proposta da Anvisa e defendem:

1 – Um melhor detalhamento do ato normativo quanto à inclusão das farmácias no rol de estabelecimentos que prestam os serviços de vacinação, conforme autorizado pela Lei nº 13.021/14.

2 – Que mesmo nos estabelecimentos que realizem a vacinação e não sejam farmácias, o armazenamento, a guarda e a dispensação destas sejam privativos do farmacêutico, conforme previsto no Decreto nº 85.878/81.

Vacinas, segundo definição da própria Anvisa são medicamentos, e para medicamentos em geral, essa exigência já é prevista em outras normas sanitárias. Atualmente, as clínicas de vacinação, embora armazenem, guardem e a dispensem medicamentos, não são cobradas quanto à exigência de contar com um farmacêutico presente durante o seu período de funcionamento, como ocorre com as farmácias. É preciso deixar claro que os profissionais habilitados por lei, a proceder a dispensação de medicamentos imunobiológicos são os farmacêuticos.

3 – Que as farmácias e os farmacêuticos possam contribuir com a dispensação e administração de vacinas para doenças evitáveis contempladas no calendário oficial do Programa Nacional de Imunização (PNI), independente de prescrição médica.

Conselhos de Farmácia afastam risco sanitário

1 – A aplicação de vacinas é uma atividade da atenção primária. De rotina, a aplicação de vacinas é feita em postos de saúde e clínicas de vacinação. Nas campanhas, pode ocorrer em locais que nem unidades de saúde são. Então, porque excluir a farmácia, que é uma unidade de assistência à saúde da prestação desse serviço? E mais, qual é o serviço público ou privado de vacinação que tem hoje estrutura de pronto-socorro?

2 – O Brasil é um exemplo mundial na área de imunização, porque tem um Programa Nacional de Imunização público, gratuito, em funcionamento dentro do âmbito do SUS, que envolve a equipe multiprofissional e não somente os médicos.

3 – Já existe, por parte do Ministério da Saúde, a autoridade máxima em saúde para o país, diretrizes bem definidas para o atendimento aos eventos adversos decorrentes da aplicação de vacinas. Elas estão no Manual de Vigilância Epidemiológica de Eventos Adversos Pós-Vacinação, do Ministério da Saúde. E esse deve continuar sendo a referência.

4 – É importante salientar que vacinas são medicamentos seguros. Os eventos pós-vacinais graves são raros. Outros eventos adversos, como febre, reações locais, síncope, são mais frequentes, podendo ocorrer minutos, horas ou dias após a aplicação da vacina. Todos os profissionais da saúde devem identificar esses problemas e contribuir para que o paciente receba o atendimento adequado, inclusive o farmacêutico, que já colabora para a ampliação do acesso às vacinas em diversos países. Estados Unidos, Canadá, Austrália, Irlanda, Portugal, Reino Unido e Argentina estão entre os países onde já ocorre a vacinação nas farmácias.

5 – Hoje a aplicação de medicamentos injetáveis e a conservação de medicamentos que exigem condições especiais de armazenamento já fazem parte da rotina do farmacêutico. Inclusive a Portaria nº 3.161/11, do Ministério da Saúde, autoriza os farmacêuticos a administrarem penicilina, um medicamento que pode causar reações adversas graves.

A população ganhará com aplicação das vacinas em farmácias

1 – A regulamentação é urgente e necessária para que a Lei nº 13.021/14 venha, de fato, beneficiar a população, ampliando o acesso à prevenção de doenças por meio da imunização, especialmente na população adulta. A vacina contra a gripe, por exemplo, é garantida pelo Programa Nacional de Imunização apenas para algumas faixas etárias e grupos prioritários.

2 – As clínicas especializadas chegam a cobrar preços 300% superiores aos dos insumos. Uma margem de ganho altíssima, regulada pela exclusividade de que as mesmas usufruem desde a publicação da portaria conjunta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Fundação Nacional de Saúde (Funasa) nº 01/2000.

3 – Em uma rápida pesquisa em clínicas de Brasília (DF), é possível constatar que o preço de fábrica mais barato da vacina contra a gripe é R$33,69. Essa mesma dose chega a custar 150 reais ao paciente, embora o preço máximo ao consumidor definido pela Anvisa seja R$ 58,21.

4 – Os farmacêuticos reafirmam o seu compromisso de bem servir às necessidades de saúde da população e a disponibilização dos serviços de vacinação em farmácias, ampliando o acesso à prevenção de doenças, faz parte desse compromisso.

Fonte: CFF

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra.” II Crônicas 7:14 (clique aqui e se surpreenda)

Publicado em Notícias | Publicar um comentário

Nem dolorido, nem complicado; saiba como se tornar um doador de medula óssea

Cadastro em banco de dados internacional e compatibilidade genética permite transplante que salva vidas. Veja como e onde doar em Curitiba.

doar medula ósseaCom 467 mil doadores, o Paraná é o terceiro estado com mais cadastrados no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) – São Paulo tem 1,1 milhão de cadastrados e Minas Gerais tem 467,7 mil. O Redome é o terceiro maior banco de doadores de medula óssea do mundo, com mais de 4,3 milhões de pessoas. A doação pode ser feita para qualquer país, assim como os receptores brasileiros podem receber de doadores internacionais. No entanto, ainda há muitas dúvidas na hora de se tornar um doador.

A médica de serviço de transplante de medula óssea e oncologista pediátrica do Hospital Pequeno Príncipe, Cilmara Kuwahara, incentiva o cadastro de mais doadores e explica: “Durante o procedimento, o doador está anestesiado e não sente dor. Depois, a dor é leve e pode ser controlada com analgésicos. Já o benefício que esse doador traz é duradouro e pode salvar a vida de alguém”, afirma.

O transplante é realizado em pacientes com doenças relacionadas à deficiência no sistema imunológico e à fabricação de células no sangue, como leucemia e linfomas. Na medula óssea estão as células-tronco hematopoéticas, responsáveis pela geração de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Essas células são substituídas no transplante de medula, com o objetivo de reconstituir uma medula saudável.

Doador compatível – De acordo com Kuwahara, muitas vezes os procedimentos não são realizados, mesmo havendo compatibilidade, porque os doadores não são encontrados. “As pessoas mudam de endereço e não atualizam no cadastro, e quando poderiam doar para alguém, não são encontradas”, diz a médica. Para realizar o transplante, é necessário que haja compatibilidade tecidual, determinada por um conjunto de genes, de 100% ou, pelo menos cerca de 90%, entre doador e receptor. Caso contrário, a medula será rejeitada pelo corpo do receptor.

O doador pode ser uma pessoa da própria família ou não. A chance de um irmão ser compatível é de 25% e, havendo um irmão totalmente compatível, ele será a primeira opção. Caso não seja compatível ou o receptor não tenha irmãos, começa uma busca de outros doadores. De acordo com o Redome, as chances de encontrar um doador compatível fora da família são de 1 em cada 100 mil pessoas, em média.

Como é feito o cadastro? Para doar medula óssea é necessário ter entre 18 e 55 anos e boas condições de saúde. A exceção na faixa etária é feita em casos que o doador é uma criança irmã do receptor. O restante dos critérios costuma a ser o mesmo utilizado para a seleção de doador de sangue e o cadastro pode ser feito em qualquer hemocentro. É retirado cerca de 5 ml de sangue para a realização dos teste de compatibilidade genética. Também é feito um cadastro por escrito com os dados do voluntário que ficarão armazenados no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

Como é o transplante? Se os resultados forem compatíveis ao de um paciente que precisa do transplante, o doador é chamado para realizar exames complementares que confirmem a compatibilidade e a ausência de doenças que impeçam a doação. O tipo de transplante de medula óssea mais comum dura em média duas horas. O doador passa por uma pequena cirurgia, na qual recebe anestesia geral ou local (na área da lombar). São feitas de quatro a oito punções nos ossos da bacia para aspirar parte da medula, retirando em média 15 ml do volume da medula por quilo do peso do doador – o que não compromete sua saúde. Essas células retiradas são acomodadas em uma bolsa especial, congeladas e transportadas em condições específicas até o local do transplante.

A medula óssea do doador se recompõe em apenas 15 dias. Ele permanece internado por um dia e após uma semana pode retornar às suas atividades habituais. O portal do Redome informa que nos primeiros três dias, o doador pode sentir um desconforto de leve a moderado, amenizado facilmente com o uso de analgésicos.

Outra forma de coleta é chamada de aférese, quando o doador utiliza medicação alguns dias antes para aumentar o número de células-tronco no sangue. A pessoa faz a doação por meio de uma máquina que colhe o sangue da veia, separa as células-tronco e devolve os elementos do sangue que não são necessários. Não há necessidade de internação, nem de anestesia. A decisão sobre o tipo de doação é exclusivamente dos médicos e varia de acordo com a situação do paciente.

Fonte: Gazeta do Povo

“E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.” Mateus 7:25 (clique aqui e se surpreenda)

Publicado em Notícias | Publicar um comentário