Com termômetros de mercúrio prestes a serem proibidos, pais adotam os digitais

termometroA partir de 1º de janeiro de 2019, estará proibida a fabricação, importação e comercialização dos termômetros e medidores de pressão que utilizam coluna de mercúrio para diagnóstico em saúde. A medida também inclui a proibição de uso destes equipamentos em serviços de saúde, que deverão realizar o descarte dos resíduos sólidos contendo mercúrio, conforme as normas definidas pela Anvisa (RDC nº 306/2004) e Órgãos Ambientais (Federal e Estadual).

A proibição dos termômetros e dos esfigmomanômetros, como são chamados tecnicamente os medidores de pressão, com coluna de mercúrio, é resultado da Convenção de Minamata. A convenção foi assinada pelo Brasil e mais 140 países em 2013 e tem como objetivo eliminar o uso de mercúrio em diferentes produtos como pilhas, lâmpadas e equipamentos para saúde, entre outros. Dados do Ministério do Meio Ambiente revelam que a exposição a 1,2 miligramas de mercúrio por algumas horas pode causar bronquite química e fibrose pulmonar.

Substitutos do mercúrio – Os termômetros e esfigmomanômetros com coluna de mercúrio já vêm sendo substituídos no Brasil por outras tecnologias. De acordo com um levantamento de junho de 2016, apenas dois termômetros com coluna de mercúrio tinham registro na Anvisa, enquanto foram identificados 63 registros de termômetros digitais. O mesmo levantamento mostrou que existia apenas um registro de medidor de pressão com coluna de mercúrio contra 42 registros de esfigmomanômetros que não usam essa substância.

Você tem termômetro com mercúrio em casa? Os termômetros digitais vêm substituindo os termômetros com mercúrio há alguns anos. Apenas dois produtos desse tipo ainda têm registro no Brasil. No entanto, como é um produto sem prazo de validade, é possível que algumas pessoas ainda tenham este tipo de artigo em casa. A quantidade de mercúrio presente em termômetros de uso caseiro não chega a ser comprometedora, mas em caso de acidentes é importante tomar as seguintes precauções:
✅ Não permita que crianças brinquem com as bolinhas de mercúrio.
✅ Utilize luva e máscara e recolha com cuidado os restos de vidro em toalha de papel e coloque em recipiente resistente à ruptura, para evitar ferimento e feche hermeticamente.
✅ Localize as “bolinhas” de mercúrio e junte-as com cuidado utilizando um papel cartão ou similar. Recolha as gotas de mercúrio com uma seringa sem agulha. As gotas menores podem ser recolhidas com uma fita adesiva.
✅ Transfira o mercúrio recolhido para o recipiente de plástico duro e resistente, feche hermeticamente e cole um rótulo indicando o que há no recipiente.
✅ Recipientes que acondicionem mercúrio líquido ou seus resíduos contaminados devem estar armazenados com certa quantidade de água (selo hídrico) que cubra esses resíduos, para minimizar a formação de vapores de mercúrio.
✅ Identifique o recipiente, escrevendo na parte externa “Resíduos tóxicos contendo mercúrio”.
✅ Não use aspirador, pois isso vai acelerar a evaporação do mercúrio, assim como contaminar outros resíduos contidos no aspirador.
✅ Coloque o recipiente em uma sacola fechada.
✅ Entre em contato com o serviço de limpeza urbana do seu município ou órgão ambiental (Estadual ou Municipal) para saber como proceder a entrega do material recolhido.

Fontes: O Globo e Live News

“A voz do Senhor é ouvida sobre as águas; o glorioso Deus troveja, e sobre os mares se ouve a sua voz.” Salmos 29:3 (clique aqui, assista o vídeo e se surpreenda)

Publicado em Notícias | Publicar um comentário

2ª Conferência da Saúde: Gestão, Inovação e Acreditação, em Maringá

conferencia codemO Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (CODEM), por meio de sua Câmara Técnica de Saúde e em conjunto com a Sociedade Médica de Maringá, Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Maringá e Região (Shessmar) e o SEBRAE, promoverão a 2ª Conferência da Saúde: Gestão, Inovação e Acreditação. Essa Conferência é bianual, acontece na cidade de Maringá-PR e trata-se de um evento com o objetivo de capacitar e disseminar conhecimentos, boas práticas de gestão e tendências na área de saúde, promovendo uma cultura regional de desenvolvimento, inovação e cooperação.

O evento está programado para acontecer nos dias 05, 06 e 07 de novembro de 2018. Contaremos com palestrantes de renome nacional e internacional, discutindo temas relevantes para o setor e tendo como foco as empresas e os profissionais de saúde, das esferas públicas e privada. Os temas abordados na Conferência da Saúde deste ano serão: Formação Profissional, Inovação e Tecnologia em Saúde, Gestão Inovadora, Envelhecimento da População, Acreditação, Turismo em Saúde, Planejamento Urbano, Tributos e Judicialização da Saúde. A estimativa de público para o evento é de aproximadamente 1.200 (mil e duzentos) inscritos.

Maiores informações: www.conferenciadasaude.com.br
Colaboração: Osvaldo Albuquerque Cavalcanti

“Ele o livrará do laço do caçador e do veneno mortal. Ele o cobrirá com as suas penas, e sob as suas asas você encontrará refúgio; a fidelidade dele será o seu escudo protetor.” Salmos 91:3-4 (clique aqui, assista o vídeo e se surpreenda)

Publicado em Notícias | Publicar um comentário

Vaga para Farmacêutico(a) na cidade de Castro – PR

Castro PrPara atuar em farmácia de dispensação.
Com ou sem experiência.
Carga horária de 44 horas semanais.
Horário: das 15 às 23 horas.
Remuneração: piso salarial + comissão sobre as vendas + prêmio sobre metas.
Benefícios: vale alimentação, plano de saúde Paraná clínicas e odontológico BB saúde.
Maiores informações com Margareth pelo telefone (44) 9 9833-6889.
Enviar currículos para o e-mail margareth.santos@drogariasnissei.com.br (Farmácias Nissei).
Esclarecimento sobre as vagas de emprego divulgadas no blog

“Meus filhinhos, o nosso amor não deve ser somente de palavras e de conversa. Deve ser um amor verdadeiro, que se mostra por meio de ações.” 1 João 3:18 (clique aqui, assista o vídeo e se surpreenda)

Publicado em Vagas de Emprego | Publicar um comentário

Receita para medicamento controlado terá validade em todo o território nacional

medicamento controladoO Plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (16), a validade nacional das receitas de medicamentos controlados e manipulados. Conforme o texto do substitutivo da Câmara dos Deputados (SCD 4/2018) ao Projeto de Lei do Senado 325/2012, a receita médica ou odontológica valerá em todo o país, independentemente do estado em que tenha sido emitida. A matéria vai à sanção presidencial.

O objetivo da proposta do ex-senador Jayme Campos é permitir que o cidadão possa adquirir os medicamentos de que necessita onde quer que esteja, inclusive os sujeitos a controle especial. Na Câmara, o texto foi alterado para dar nova redação ao parágrafo único do artigo 35 da Lei 5.991, de 1973, que trata do controle sanitário do comércio de medicamentos, em vez de incluir um novo parágrafo, como previa o projeto original do Senado.

Além disso, os deputados estenderam a permissão aos medicamentos sujeitos ao controle sanitário especial. No entendimento da Câmara, explicitar os medicamentos sob controle especial é necessário, uma vez que, na prática, são os únicos remédios cujas receitas não podem ser aviadas fora do estado em que tenham sido emitidas.

A relatora da proposta na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), senadora Ana Amélia (PP-RS), argumentou que as farmácias já contam com um rigoroso controle, exigem a receita médica e os documentos do paciente que vai usar o remédio. Em seu parecer, a ela lembrou que a iniciativa vai beneficiar os pacientes que estão em tratamento e precisam viajar ou se consultar em outro estado.

— Esse é um projeto de grande interesse da população porque uniformiza a receita médica em todo o território nacional. Quero aqui elogiar o autor dessa proposta que está voltando para esta Casa a partir de fevereiro de 2019 — acrescentou Ana Amélia em Plenário.

Fonte: Senado Federal

“Eles então arrastaram seus barcos para a praia, deixaram tudo e seguiram Jesus.”  Lucas 5:11 (clique aqui, assista o vídeo e se surpreenda)

Publicado em Notícias | Publicar um comentário

Justiça rejeita ação da indústria sobre aditivos em cigarros

Decisão atinge indústria de RS, PR e SC, mas cabe recurso; parte do mercado segue protegido por sentença da BA.

cigarroEm sentença da 9ª Vara Federal do Distrito Federal, divulgada na última terça-feira (2/10), o juiz substituto Rodrigo Parente Paiva Bentemuller rejeitou pedido do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) para anular efeitos da Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 14/2012 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A regra limita o uso de aditivos em cigarros.

Ainda cabe recurso à decisão. Com a medida, perde efeito liminar concedida em dezembro de 2012, que forçava a Anvisa a ignorar termos da resolução na hora de analisar pedidos de registros de produtos feitos por empresas associadas ao SindiTabaco. Segundo a sentença, os termos da decisão atingem a indústria que opera no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, estados que concentram as principais marcas do mercado.

No processo nº 0046897-86.2012.4.01.3400, o SindiTabaco defendia que a Anvisa não tem competência para instruir as proibições impostas pela RDC. A atribuição, para o autor da ação, seria exclusiva do Poder Legislativo. O juiz afirma que a norma está “dentro dos contornos legislativos” e teve “respeitado o devido processo legal (administrativo)”.  Por estes motivos, Bentemuller diz que sequer é preciso entrar em discussão sobre o que diz a RDC.

Para a Anvisa, os aditivos em cigarros servem para “mascarar sabores, odores e sensações ruins em cigarros e outros produtos fumígenos, com o objetivo de fazer com que os usuários utilizem cada vez mais estes produtos”. Além disso, as substâncias poderiam atrair crianças e adolescentes ao consumo de produtos fumígenos, argumenta a agência. O SindiTabaco disse ao JOTA que ainda não tomou conhecimento da decisão. A Abifumo também não quis se manifestar, alegando não ser autora da ação.

Outras ações – Parte da indústria do fumo está protegida por outra decisão judicial, movida pelo Sinditabaco da Bahia. No caso (processo nº 0046408-58.2012.4.01.3300), há sentença de 2013 favorável às associadas. A análise de apelação sobre este processo está sob a 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). A Advocacia-Geral da União (AGU) busca, por meio de ferramenta do Novo Código de Processo Civil, que o tribunal reconheça os efeitos da RDC da Anvisa e suspenda outras ações que pedem a derrubada da regra.

A ideia da AGU é pacificar o tema no TRF1. Isso porque pelo menos 11 ações foram propostas após julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre aditivos, em fevereiro. Como não houve quórum mínimo na Corte para declarar inconstitucionalidade da resolução da Anvisa, as fabricantes seguem recorrendo em instâncias inferiores.

ACT Promoção da Saúde – Em nota, a entidade afirma que a decisão da Justiça Federal no DF está alinhada com o entendimento do STF e, reconhece que a resolução da Anvisa está bem fundamentada. Abaixo, íntegra da manifestação: “A ACT Promoção da Saúde comemora a vitória. Segundo Adriana Carvalho, diretora jurídica, a decisão reconhece que a RDC 14/2012 está fundamentada na Convenção Quadro para o Controle do Tabaco, e que foi fruto de estudos especializados e de efetiva participação da sociedade no processo de consulta pública. “Está alinhada com o entendimento do STF sobre a regulação dos aditivos. Há outras ações com o mesmo objeto pendentes de julgamento na Justiça Federal. Espera-se que também sejam julgadas improcedentes, garantindo segurança jurídica à sociedade brasileira”, diz.”

Fonte: Jota
Colaboração: Osvaldo Albuquerque Cavalcanti

‘‘Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.’’ Salmos 91:1 (clique aqui, assista o vídeo e se surpreenda)

Publicado em Notícias | Publicar um comentário

Curso: Alimentos para Fins Especiais e Suplementos Dispensados em Farmácia, em Curitiba

alimento curso Carlos 2Ementa: Aspectos legais que regem a dispensação de alimentos especiais em farmácias de dispensação. Orientações sobre alimentação saudável. Características e noções de orientação relacionadas a alimentos para fins especiais e suplementos alimentares. Fibras alimentares. Fórmulas infantis. Suplementos alimentares de ômega – 3. Suplementos a base de substancias bioativas. Alimentos para atletas.

Data: 27 de outubro de 2018
Horário:
das 9h às  18h 
Local:
Auditório Multiuso do CRF-PR – Rua Presidente Rodrigo Otávio, 1296 – Hugo Lange.
Público-alvo: farmacêuticos atuantes e interessados na área e alunos de graduação em Farmácia.

Palestrante: Dr. Carlos Eduardo Rocha Garcia. Farmacêutico, Mestre e Doutor em Ciência de Alimentos Graduado pela Universidade Estadual de londrina (UEL). Docente do Curso de Farmácia e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Inscrições: acesse o formulário. Após o preenchimento do formulário, será enviado a confirmação por e-mail.
Maiores informações: Farmacêutica Maria Augusta Marcondes, ac@crf-pr.org.br ou (41) 3090-9557

Fonte: CRF-PR

“Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar.”  Deuteronômio 6:6-7 (clique aqui, assista o vídeo e se surpreenda)

Publicado em Cursos/Palestas | Publicar um comentário

As substâncias proibidas na Europa e nos EUA e usadas pela indústria de cosméticos no Brasil

Sabonete, desodorante, loção hidratante. Temos contato com vários produtos cosméticos no dia a dia – e a lista aumenta para quem é fã de maquiagem.

xampuNo entanto, a não ser que você entenda muito de química, é difícil saber exatamente o que é cada um dos ingredientes naquele rótulo de xampu que você leu durante o banho. A fórmula dos cosméticos e produtos de higiene pessoal que usamos não é – ou não deveria ser – a mesma hoje do que era há 50 anos. Muitos dos ingredientes que eram usados livremente no passado hoje são proibidos, já que ao longo do tempo foi se descobrindo que alguns fazem mal à saúde ou causam alergias e irritações. E como a pesquisa está sempre avançando, e há novas descobertas sendo feitas a cada minuto, a lista de substâncias consideradas nocivas tem sempre novos itens.

A União Europeia tem uma lista de mais de 1,3 mil substâncias proibidas que é atualizada de acordo com as últimas análises sobre segurança de ingredientes – é preciso provar que uma substância não faz mal para que ela possa ser usada. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) também tem uma lista extensa de substâncias controladas, baseada na legislação europeia, mas nem sempre ela incorpora os últimos avanços imediatamente. E ainda acontece de parte da indústria não respeitar as regras determinadas pelo órgão, apesar de poder ser responsabilizada por isso. Entenda as controvérsias sobre alguns tipos de substâncias encontradas em cosméticos no Brasil.

Ftalatos – Ftalatos são um tipo de substância muito usada para tornar plásticos mais maleáveis, segundo o farmacêutico Diogo Oliveira, pesquisador do Laboratório Innovare da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp. Em cosméticos, eles costumam ser usados como agentes plastificante em esmaltes. “Ajudam a melhorar a cobertura e a estabilidade, para o esmalte não ficar quebradiço”, explica Oliveira. Segundo ele, eles também podem ser usados como fixadores e estabilizantes em produtos desodorantes. O problema é que não há garantia de que eles sejam seguros. “Há indícios de que ftalatos são disruptores endócrinos (interferem na produção de hormônios), e a exposição no longo prazo pode ter um efeito cumulativo”, explica Oliveira.

Na União Europeia, o uso intencional de ftalatos em cosméticos é banido pelo Comitê Científico para Segurança do Consumidor, comissão da UE que regula a produção de cosméticos. São aceitos apenas traços: quando a substância acaba migrando para o produto, em baixíssima concentração, por ter sido usada na embalagem. Nos EUA, em 2003, pesquisadores do CDC (Centro de Controle de Doenças) descobriram que o público americano tinha alto nível de exposição à ftalatos. Eles recomendaram que os efeitos da exposição à essa substâncias fossem estudados melhor, o que gerou uma série de pesquisas focadas em seu uso e publicadas nos últimos anos, incluindo um longo relatório encomendado pela Comissão para Segurança de Produtos para o Consumidor, dos EUA.

Embora sejam uma classe ampla de substância, em que nem todos os subprodutos foram estudados, foram encontrados indícios de problemas causados por mais de uma dezena de ftalatos, ligando-os a problemas de fertilidade masculina, asma, baixo QI em crianças, entre outros. No Brasil, embora existam vários ftalatos na lista de substâncias proibidas em cosméticos da Anvisa, nem todos são vetados. O ftalato de dibutila, por exemplo, é autorizado em esmaltes em concentração de até 15% (e proibido em produtos voltados para crianças).

Formol – Os formaldeídos são um dos casos em que a legislação brasileira está em pé de igualdade com a internacional: eles são proibidos no Brasil – a Anvisa tem uma regulamentação rígida que permite seu uso apenas como conservante, em uma concentração máxima de 0,2%. Na prática, no entanto, isso não impede que muitos fabricantes desrespeitem a legislação e coloquem no mercado produtos com concentração maior do que a permitida. Em março a Anvisa proibiu a circulação de quatro produtos que estavam sendo comercializados com mais formol do que o permitido.

Em concentrações bem maiores do que a permitida, a substância promove alisamento em cabelo. O problema é que também tem outros efeitos: é considerado cancerígeno pela IARC (Agência Internacional de Pesquisa em Câncer). Em altas concentrações, a substância acaba evaporando e sendo inalada durante a aplicação, e, segundo a IARC, foi comprovado que ela causa câncer nas vias respiratórias. Por isso é importante saber a marca dos cosméticos aplicados durante visitas aos cabeleireiro e outros profissionais de beleza e garantir que seja uma em que você confia.

Triclosan – A preocupação com doenças e a popularização de produtos antibacterianos – principalmente sabonetes de uso doméstico – levou a um efeito paradoxal. Segundo a FDA (a agência de regulação americana), uma série de pesquisas indicou que exposição prolongada a substâncias contidas nesses produtos pode gerar resistência bacteriana e alterações hormonais. Isso levou a agência a proibir 19 ingredientes comumente encontrados nesses produtos. A FDA argumentou que não há garantias de que essas substâncias sejam seguras. Os principais são os agentes bactericidas triclocarban e o triclosan.

Além de preocupação com possíveis problemas para a saúde, também há um preocupação com a contaminação do ambiente com essa substância – que pode causar o surgimento de bactérias mais resistentes. Isso acontece porque o uso excessivo de agentes bactericidas e antibióticos mata as bactérias mais fracas, fazendo com que somente as mais fortes sobrevivam e se reproduzam. No Brasil, a Anvisa permite uma concentração de até 0,3% de triclosan em produtos de higiene pessoal.

Parabenos – O conservante é um dos itens mais necessários em qualquer tipo de cosmético – de hidratante a batom, de creme e barbear à maquiagem de olho. Conservantes são importantes pois sem eles os produtos podem ser contaminados por micro-organismos. Eles podem vir tanto da matéria-prima quanto do próprio consumidor: quando alguém coloca a mão em um creme ou aplica um batom na boca, está transferindo os contaminantes para o produto.

“Sem a presença dos conservantes, em uma semana já é possível visualizar a contaminação por bactérias e fungos (que causam o bolor) em algumas formulações”, explica bioquímica Lorena Rigo Gaspar Cordeiro, professora da USP. “Pela legislação brasileira, há um teor máximo permitido de micro-organismos para produtos cosméticos, dependendo da região de aplicação (corpo, área dos olhos) e as empresas devem assegurar que o sistema conservante seja capaz que impedir a proliferação de bactérias e fungos”. Alguns dos ingredientes mais controversos, os parabenos, são usados justamente como conservantes.

A principal controvérsia sobre a substância começou com uma pesquisa que encontrou uma molécula de parabeno dentro de uma célula de câncer – nada indicava que o parabeno havia causado a doença, mas isso foi suficiente para criar uma grande preocupação nos consumidores sobre o assunto. O estudo nunca foi reproduzido e nunca analisou se o parabeno veio de cosméticos ou de outra fonte. “A comissão da União Europeia considerou, após várias análises e investigações, que não havia dados suficientes para afirmar que existe correlação entre a doença e os parabenos”, explica Cordeiro.

Leia a notícia completa no site da BBC Brasil

“Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu.” Cânticos 6:3a  (clique aqui, assista o vídeo e se surpreenda)

Publicado em Notícias | Publicar um comentário