Brasil encara desafios de dois mundos, com doenças de países ricos e de pobres

idosos 5Os brasileiros estão vivendo mais. Isso não quer dizer, porém, que eles estejam usufruindo plenamente os anos extra de vida que ganharam nas últimas décadas. Um novo levantamento com uma metodologia recém-criada para estimar a expectativa de vida saudável de uma população, que leva em conta tanto a mortalidade precoce quanto os anos passados pelas pessoas com algum tipo de incapacitação, indica que enquanto os brasileiros nascidos em 1990 podiam esperar viver em média 69,1 anos, os que vieram ao mundo em 2013 devem viver 5,9 anos a mais e chegar aos 75. Quando se observa o avanço nesta expectativa de vida saudável, no entanto, o ganho é bem menor, de 4,7 anos, partindo de 60,2 anos em 1990 para 64,9 em 2013.

O fenômeno do descompasso entre o aumento da expectativa de vida total e a de vida saudável de 1990 a 2013 não é exclusivo do Brasil. Na média global, a primeira foi de 65,3 anos em 1990 para 71,5 em 2013, ou seja, 6,2 anos a mais, enquanto a segunda subiu 5,4 anos no mesmo período, de 56,9 para 62,3. Mas aqui ele também reflete o fato de o país estar numa encruzilhada entre o pior de dois mundos. Ao mesmo tempo que o Brasil já começa a enfrentar males associados às nações desenvolvidas, com populações mais envelhecidas, ele ainda sofre com problemas típicos de países mais pobres ou em situação de conflito. Assim, entre as dez principais causas de incapacitação de ambos sexos no Brasil em 2013 estão desde a líder isquemia cardíaca e doenças crônicas como diabetes, em sétimo lugar, à violência e os acidentes de trânsito, respectivamente na terceira e quinta posições. Só entre os homens, no entanto, é a violência que assume a frente da lista, resultando em mais de 2,5 milhões de anos de vida saudável perdidos por eles em 2013.

— Podemos dizer que o Brasil encara desafios dos dois lados, com problemas de países desenvolvidos e em desenvolvimento — diz Jefferson Gomes Fernandes, diretor-geral da Faculdade de Educação em Ciências da Saúde do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, e um entre as centenas de coautores do estudo coordenado pelo Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME) da Universidade de Washington, nos EUA.

Transição demográfica e epidemiológica – O trabalho foi publicado na edição desta semana da revista científica médica “The Lancet” com análise do impacto de 306 doenças e lesões incapacitantes nas populações de 188 países, contabilizando tanto a expectativa de vida saudável neles quanto os anos de convivência com algum tipo de incapacitação.

— Passamos por um processo de transição demográfica, com a população envelhecendo, que também é uma transição epidemiológica, em que as doenças infecto-parasitárias dão lugar às crônico-degenerativas. Com isso, vemos um aumento no número de vítimas de doenças crônicas, como problemas no coração, diabetes e cerebrovasculares. Mas também temos entre as grandes causas de incapacitação fatores associados a países mais pobres ou em conflito, como a violência interpessoal e os traumas no trânsito, que têm impacto bem menor nos números das nações desenvolvidas — diz Fernandes.

Segundo ele, este ambiente de insegurança gerado pela violência nas cidades e no trânsito também faz com que o Brasil apresente entre suas principais causas de incapacitação transtornos emocionais como ansiedade e depressão, especialmente entre as mulheres, algo que também só é geralmente observado em países em situação de conflito. Aqui, a depressão ocupa a sexta posição e a ansiedade a oitava na lista para ambos os sexos, mas quando só se leva em conta o sexo feminino os transtornos sobem respectivamente para a terceira e quinta colocações. No mundo inteiro, estes distúrbios mentais nem aparecem entre os dez primeiros fatores de incapacitação para ambos os sexos, embora apenas entre as mulheres a depressão ocupe globalmente o quinto lugar.

— Esta prevalência maior de transtornos emocionais no Brasil é reflexo de uma sociedade que vive em conflito — destaca Fernandes. — Vivemos em um ambiente de organização da vida urbana muito estressante, de insegurança nas ruas e no trânsito, que contribui para estas manifestações de depressão e ansiedade, com incidências comparáveis às que se observam em países em situação de conflito aberto, como guerras civis. Esses transtornos costumam ter raízes multifatoriais, mas os números brasileiros indicam que aqui as pessoas não enxergam condições de melhorar e desenvolverem suas vidas seja por questões econômicas, sociais, educacionais ou ambientais, entre outras.

Alguns dados são animadores – As análises sobre o Brasil no estudo, porém, também trazem dados animadores. As melhorias na saúde pública, no acompanhamento médico de gestantes e crianças e no saneamento básico, por exemplo, tiraram as complicações decorrentes de partos prematuros, as doenças diarreicas, as anomalias congênitas e as encefalopatias neonatais da lista de principais fatores de incapacitação para ambos os sexos, na qual ocupavam, respectivamente, a primeira, terceira, nona e décima posições em 1990.

— Mas o Brasil ainda sofre com fortes diferenças regionais — lamenta Fernandes. — Em alguns lugares do país, a incidência de doenças infectocontagiosas, como malária, dengue e parasitas, ainda é muito alta.

Por fim, Fernandes espera que os dados do levantamento sirvam para orientar as políticas públicas de saúde, com programas e projetos de maior impacto que promovam a melhoria da qualidade de vida no país para que ela possa avançar junto com sua expectativa.

— O objetivo é dar aos órgãos e autoridades de saúde um guia para atuar de forma mais eficiente e mudar para melhor esta realidade, investindo em prevenção, principalmente de fatores de risco controláveis para algumas doenças, como hipertensão, e na promoção de estilos de vida mais saudáveis — conclui.

Fonte: O Globo

‘‘Não temas diante deles; porque estou contigo para te livrar, diz o Senhor.’’ Jeremias 1:8 (clique aqui e se surpreenda)

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Mais da metade dos pacientes precisa sair de suas cidades para fazer exames no Brasil

saúde caosMais da metade dos municípios brasileiros (2.902 de 5.570, ou 52%) encaminha pacientes da atenção básica para realizar exames em outra cidade por falta de infraestrutura em suas unidades de saúde, revela o Perfil dos Estados e dos Municípios Brasileiros, divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento mostrou que em 60% dos municípios os pacientes têm de se internar fora. A prática é mais comum em localidades de até 50 mil habitantes, onde os estabelecimentos costumam ser precários, e nas Regiões Sudeste e Nordeste.

Outra deficiência apontada pela pesquisa é a falta de atendimento de emergência 24 horas. São 12,9% os municípios que não dispõem desse tipo de serviço – a carência maior está no Nordeste; o Centro-Oeste é a região mais bem provida. É baixíssima a oferta de leitos de UTI neonatal: 93,4% das cidades não têm essas acomodações tanto em estabelecimento público como em convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS).

“Infelizmente o SUS não foi efetivado como deveria. O acesso à emergência tem de ser fácil, mesmo que em outro município. Quanto à internação, não faz sentido morar no Maranhão e se internar no Piauí. E, no caso de exames, a coleta e a entrega dos resultados deveriam ser no próprio município, ainda que a análise seja em outro. Não é possível que o cidadão não possa fazer um exame de sangue ou um raio X perto de casa”, criticou a professora Ligia Bahia, do Instituto de Estudos da Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A falta de equipamento para hemodiálise para pacientes com problemas renais também foi medida. Apenas 484 municípios têm o aparelho no País. No Acre existe uma única máquina, assim como em Roraima. “No Hospital das Clínicas de Rio Branco são 270 pacientes renais fazendo diálise, que vêm de todo o Estado e ainda do Amazonas e da Bolívia”, disse Berenice Sales, presidente da Associação dos Pacientes Renais Transplantados do Acre. “Tenho de chegar às 4h30 para ser atendida. Há óbitos o tempo todo.”

Em metade do País não há estabelecimento que realize parto hospitalar. A pesquisa foi feita entre julho de 2014 e março de 2015 nas 27 unidades da federação e em todos os municípios. Os questionários foram respondidos por funcionários dos governos estaduais e municipais. Além da saúde, a publicação traz dados sobre funcionalismo, comunicação e informática, educação, direitos humanos, segurança pública, segurança alimentar, inclusão produtiva e vigilância sanitária.

A alimentação da população vem merecendo políticas específicas dos governos de todas as Unidades da Federação e de 39,6% das prefeituras; no Nordeste, a publicação destacou as ações de implementação de cisternas para prover os habitantes de água, verificadas em 54,2% dos municípios.

Servidores. Em relação a programas de inclusão produtiva, como o oferecimento de cursos de capacitação, 98,7% das cidades declararam oferecê-los. Naquelas com mais de 500 mil habitantes, o porcentual chegou a 100%, sendo o Sul a região com maior oferta.

O IBGE também pesquisou o montante de servidores públicos municipais e estaduais: o número manteve-se estável em 2014: 6,5 milhões e 3,2 milhões, respectivamente, na comparação com 2012. Os empregados na área da saúde somam 1,6 milhão. De todos os profissionais do setor vinculados aos municípios, 11% são médicos.

Fonte: Estadão

‘‘Quem é o homem que deseja a vida, que quer largos dias para ver o bem? Guarda a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem o engano. Aparta-te do mal, e faze o bem; procura a paz, e segue-a.’’ Salmos 34:12-14 (clique aqui e se surpreenda)

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Estudo avalia efeitos de remédio para colesterol para prevenir complicações do infarto

Pesquisadores do HCor analisam ação anti-inflamatória e anticoagulante de estatinas em pacientes em 50 hospitais

estatinas 4Uma pesquisa realizada pelo Hospital do Coração (HCor) e pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa Clínica (BCRI) está avaliando o efeito das estatinas, substâncias utilizadas para o controle do colesterol, para evitar complicações decorrentes de infartos.

Com base em estudos que mostram que o medicamento tem função anti-inflamatória e é capaz de evitar tromboses, os pesquisadores estão fazendo uma antecipação da indicação do remédio: eles estão sendo utilizados em pessoas que chegam a hospitais em fase de ataque cardíaco e não apenas quando o paciente recebe alta

Iniciado há pouco mais de um ano, o Secure, como foi batizado o estudo, já está acompanhando 2 mil pacientes que foram atendidos em 50 hospitais públicos e particulares do País. Nos próximos dois anos, outros 2.200 devem ser avaliados para verificar os benefícios da substância.

“É um estudo com bastante influência para a área clínica. Hoje, a principal causa de morte no mundo são as doenças cardiovasculares. Entre as doenças, a vilã é o infarto, o popular ataque cardíaco, que é mais comum nas classes sociais menos favorecidas e isso é uma tendência global, porque 80% dos óbitos no mundo por doenças cardiovasculares ocorrem nos países em desenvolvimento. É uma doença que tem um impacto muito grande em relação ao óbito e à incapacidade”, explica Otávio Berwanger, diretor do Instituto de Pesquisa do Hcor e presidente do comitê diretivo do estudo.

Berwanger diz que pesquisas em escala menor feitas nos Estados Unidos, na Europa e no Japão já mostraram os benefícios das estatinas para a proteção do coração e das artérias. “Das medicações de prevenção cardiovascular, a mais importante é a estatina. Já foram feitas várias pesquisas, mas existem projetos em laboratórios e estudos pequenos que sugerem que as estatinas têm outras influências positivas, como propriedades anti-inflamatórias potentes. Quando a pessoa está tendo um infarto, existe grande atividade inflamatória dentro dos vasos do coração. Elas também previnem a formação de coágulos.”

Segundo o especialista, o medicamento pode ainda tornar a angioplastia e a colocação do stent – tubo introduzido em artérias entupidas para a normalização do fluxo sanguíneo – mais seguras, pois, ao proteger os vasos sanguíneos, pode evitar lesões que podem ser causadas pelo procedimento.

Futuro – O resultado da pesquisa pode, no futuro, alterar a forma de atendimento a pacientes que chegam em hospitais tendo um ataque cardíaco. Isso porque o estudo também é feito em parceria com o Programa de Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), do Ministério da Saúde. “Acho possível que haja uma mudança na forma de atender o paciente que está tendo um infarto, porque essa parceria com o Ministério da Saúde se dá justamente por questões de interesse público.”

Ele diz ainda que o uso não elevaria de forma relevante os custos do tratamento no SUS. “Não é um tratamento caro. Com o uso das estatinas em um paciente de alto risco, há economia de dinheiro, porque é um paciente que vai deixar de ter complicações, não vai ter outro infarto. Além disso, elas já são disponibilizadas nos setores público e privado, só estaríamos antecipando em alguns dias o uso, o que não iria onerar o sistema de forma relevante.

Berwanger destaca que o estudo coloca ainda o Brasil em posição importante na área de pesquisas para doenças cardiovasculares. “Classicamente, o Brasil não é um ator na pesquisa, é um coadjuvante, participa apenas de projetos de fora do País ou em um só hospital. Esse projeto prova o contrário, mostra que é possível fazermos uma pesquisa onde o Brasil pode liderar uma pesquisa com vários hospitais, que é relevante para o meio médico e que atinge todas as classes sociais.”

Fonte: O Estado de São Paulo

‘‘Um homem disse a Jesus: Senhor, tem misericórdia de meu filho, que é epilético e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo, e muitas vezes na água’’ Mateus 17:15 (clique aqui e se surpreenda)

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Mercado farmacêutico brasileiro deve atingir US$ 48 bilhões em 2020

O mercado farmacêutico brasileiro deverá crescer, em valor de mercado, dos US$ 29,4 bilhões em 2014 para cerca de $ 47,9 bilhões em 2020. O crescimento anual de 8,5%, é estimado segundo a empresa de pesquisa e consultoria GlobalData

crescimento 5O último relatório da empresa afirma que a população cada vez mais idosa do Brasil levará a uma crescente incidência de doenças crônicas e associadas ao estilo de vida dessa população. Esses fatores, aliados ao grande investimento na área da saúde, serão os principais fatores para o crescimento do mercado durante o período previsto. Segundo o Diretor de Dinâmicas da Indústria da Saúde (Healthcare Industry Dynamics) da GlobalData, Joshua Owide, o setor farmacêutico nacional continua a prosperar, principalmente graças às políticas e reformas econômicas do país.

“O Brasil emergiu como urn centro global de fabricação para as empresas farmacêuticas e de biotecnologia, corn países corno a índia investindo pesadamente no setor desde que o ex-ministro da Saúde, José Serra, incentivou o investimento em empresas de genéricos. Como conseqüência, o Brasil é hoje um dos mercados farmacêuticos mais atraentes e promissores do mundo. De fato, o valor de mercado tem aumentado consideravelmente nos últimos seis anos”, avaliou Owide. de saúde. “As iniciativas do governo, como o programa Farmácia Popular, têm sido responsáveis pelo aumento da utilização e disponibilidade de genéricos, ainda impulsionado pelo anúncio de um investimento de US$ 34 bilhões no setor saúde brasileiro em 2014”.

Segundo o levantamento da GlobalData, as principais multinacionais que operam no mercado farmacêutico brasileiro são a Pfizer, a Novartis e a 33BB. enquanto as grandes empresas nacionais são Hypermarcas e a EMS Sigma Pharma.

Portal Setor Saúde

‘‘Jesus pergunta: Que palavras são essas, e por que estais tristes?’’ Lucas 24:17 (clique aqui e se surpreenda)

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Bancária encontra grãos de feijão em frasco de analgésico de R$ 200 no DF

Gerente de farmácia abriu 2º frasco do estoque e também encontrou feijão. Mulher foi reembolsada e registrou caso junto à Anvisa e Ministério Público

OxycontinUma bancária do Distrito Federal diz ter encontrado caroços de feijão dentro de um frasco de analgésicos comprado em uma farmácia de Sobradinho no início desta semana. Após retornar ao estabelecimento para reclamar, o gerente do comércio abriu outro frasco que estava guardado no estoque e também encontrou grãos em seu interior. O G1 procurou o laboratório Zodiac mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

“Minha esposa foi comprar um medicamento forte para a minha sogra, que estava com muitas dores. Quando foi para casa, percebeu que o lacre estava rompido e no lugar dos comprimidos haviam feijões. Grãos de feijão”, diz o marido dela, Claudinei Santana.

Oxycontin 2Ele diz que o gerente da farmácia se mostrou incrédulo em um primeiro momento. “Primeiro achou que era um golpe, que a gente estava tentando enganar ele, porque afinal, é um medicamento que não é barato, custa mais de R$ 200 o remédio com 30 comprimidos”, diz ele. “Eles abriram uma segunda caixa na farmácia que também estava com o lacre violado e também continha feijão. Então devolveram o dinheiro.”

O casal diz que abriu uma ocorrência junto à Anvisa, ao Ministério Público e ao laboratório importador responsável pelo medicamento, que não é fabricado no Brasil. Eles também pretendiam ir à Polícia Civil. “É uma situação extremamente complicada. A gente espera saber o que aconteceu, se é algo que veio do laboratório, da distribuidora”, diz Santana.

“Também acreditamos em tráfico de drogas, porque existem pessoas que são viciadas em analgésicos e não conseguem comprar legalmente, apenas no mercado negro”, diz. “A gente não tem como confirmar nada porque não há como provar. O que estamos pedindo é que a coisa seja investigada para que ninguém mais passe por isso.”

A bancária Eliana Sena publicou relato sobre o ocorrido nas redes sociais como um alerta à população. “Depois desta de hoje, aprendi e compartilho um alerta: ao comprar remédios casos, abram a embalagem e o pote dentro da farmácia, na frente do vendedor.”

Fonte: G1
Colaboração: Talita Naomi

‘‘E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança.’’ Romanos 5:3-4 (clique aqui e se surpreenda)

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PF faz operação contra a venda de drogas ilícitas em farmácias do país

polícia federal farmáciaA Polícia Federal prendeu, nesta quinta feira (27), 22 pessoas suspeitas de integrar a maior quadrilha de tráfico de drogas sintéticas do país. Segundo os investigadores, o grupo usava empresas regulares para comprar produtos químicos e produzir entorpecentes como anfetaminas e cocaína, que eram vendidos em Goiás, outros cinco estados e no Distrito Federal.

A PF não divulgou onde as prisões foram efetuadas nem revelou as identidades dos detidos. No entanto, informou que três donos de laboratórios químicos de Goiânia estão entre os presos.

Os agentes calculam que a organização movimentou, em apenas oito meses, R$ 240 milhões. “Ela é considerada a maior quadrilha de drogas pela quantia de entorpecentes encontrados nos laboratórios. Em dois anos, eles fabricaram cerca de 12 milhões de comprimidos [de ecstasy] para vender no país”, disse o delegado Bruno Gama, do Departamento de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal em Goiás.

Durante as investigações, que começaram em dezembro de 2013, os agentes desmontaram nove laboratórios para a produção dos entorpecentes e apreenderam mais de 1,4 milhão de comprimidos de ecstasy. Em um deles estavam sendo produzido 800 mil comprimidos e em outro, 630 mil comprimidos da droga.

O superintendente da PF em Goiás, Umberto Ramos, explicou que, ao todo, quatro laboratórios químicos, que eram regulamentados, vendiam produtos como éter para que os traficantes pudessem produzir e revender as drogas. A Polícia Federal descobriu que um dos pontos de venda eram farmácias de Goiânia.

Comandada em Goiás, a quadrilha também agia em São Paulo, Paraná, Tocantins, Bahia, Minas Gerais e no DF.

Mandados – Estão sendo cumpridos, desde o início da manhã, 145 mandados judiciais, entre eles, 30 de prisão temporária, oito de prisão preventiva, 40 conduções coercitivas, 55 buscas e apreensões e 12 sequestros de bens e imóveis, incluindo um prédio residencial de 20 apartamentos, em um local não divulgado. Segundo os investigadores, os laboratórios compravam grande quantidade de produtos químicos e repassavam à quadrilha.

“Todo estabelecimento que precisa de produtos químicos tem um cadastro na Divisão de Controle e Fiscalização de produtos químicos da Policia Federal. Esses laboratórios superestimavam a necessidade desses produtos e desviavam o excedente para os integrantes da quadrilha produzirem as drogas”, explicou o superintendente da PF em Goiás, Umberto Ramos.

O delegado Bruno Gama explicou também que o grupo tentava enganar a fiscalização da Polícia Federal. “Os donos de laboratórios químicos vendiam produtos acima do permitido, mesmo sabendo que a destinação era ilícita e para o tráfico de drogas. Se o permitido era vender apenas dois litros de éter, por exemplo, eles vendiam dez e emitiam várias notas fiscais falando que vendiam dois litros”, disse.

Os suspeitos devem responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico, falsidade ideológica e tráfico de produtos químicos para a produção de drogas.

Assista os vídeo

Fonte: G1

‘‘Jesus disse: E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.’’ João 14:3 (clique aqui e se surpreenda)

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“Em breve, controlaremos o HIV sem remédios diários”, diz cientista alemão

hiv 19Em um futuro próximo, a Aids poderá ser controlada com drogas de longa duração que só precisarão ser tomadas com intervalos de meses. Essas drogas serão feitas com bases em estudos dos diferentes vírus HIV que afetam desde humanos a animais. Pelo menos esse é o objetivo de um estudo realizado na Alemanha.

A pesquisa liderada pelo cientista alemão Frank Kirchhoff, diretor do Instituto de Virologia Molecular da Universidade de Ulm, estuda o efeito dos diferentes tipos do vírus HIV existentes com o intuito de entender como cada um atua para, enfim, conseguir criar drogas mais eficazes no combate a eles. As informações são da Agência Fapesp.

Em seu estudo, Kirchhoff mostrou que a pandemia de Aids, que atinge ao menos 35 milhões de pessoas no planeta, está relacionada a um grupo viral específico, o HIV-1 M, que teria surgido em chimpanzés africanos ao sul de Camarões há cerca de 10 mil anos. O vírus teria surgido de recombinações de outros vírus existentes em pequenos macacos, como os do gênero Cercopithecus.

Vírus tem origem em macacos – A explicação para o grupo M ter sido o único capaz de se tornar pandêmico, segundo Kirchhoff, está no fato de que somente ele é capaz de desarmar todas as defesas antivirais naturalmente encontradas no organismo humano.

Estima-se que o primeiro caso de transmissão de HIV-1 para humanos tenha ocorrido em 1920, na região do Congo, possivelmente para caçadores que tiveram contato com o sangue contaminado dos animais. O grupo M teria sido transmitido pela primeira vez por volta de 1940.

Outros tipos do vírus, como o HIV-1 P, foi detectado em apenas dois indivíduos, o HIV-1 N infectou cerca de uma dezena de pessoas e, o HIV-1 O, milhares – praticamente todas na África.

Segundo Kirchhoff, será possível futuramente aplicar o conhecimento dessas e de outras pesquisas que estão em andamento em novas estratégias de controle do vírus. Com isso, será possível, em um futuro próximo, deixar de tomar as medicações diariamente para evitar a Aids.

“Não tenho certeza de que conseguiremos algum dia curar a infecção, mas penso que, no futuro, seremos capazes de controlar o vírus sem ter que tomar drogas diariamente. Estão surgindo drogas de longa duração, que só precisam ser tomadas com intervalos de meses. Isso será muito importante na África, onde muitos não têm condições de ir com frequência às clínicas”.

Leia a entrevista completa do cientista Frank Kirchhoff.

Fonte: Uol

‘‘E ele lhes disse: Ó néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória?’’ Lucas 24:25-26 (clique aqui e se surpreenda)

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